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Espirais, lunges e shoot-the-duck

terça-feira, 19 de junho de 2018
Olá, tudo bem?


Hoje vamos falar de alguns elementos da patinação: os espirais, lunges e shoot-the-duck.


Espirais

A espiral é um dos elementos mais bonitos da patinação. É o equivalente ao arabesco do balé. Ele requer muita flexibilidade e equilíbrio. É bastante utilizado nos programas dos patinadores. No programa feminino já foi um elemento obrigatório (sequência de espirais), mas hoje é usado em transições.

A espiral pode ser feita para frente ou para trás, tanto no fio interno quanto externo. As posições também variam bastante. A clássica é o arabesque, como a imagem que ilustra esse tópico. Mas há alguns outros tipos de espirais bem utilizadas:


Espiral Biellmann

Fonte


Posição I com uma das mãos

Fonte


Espiral segurando o pé

Fonte


Deixo aqui um link de um vídeo interessante mostrando diferentes tipos de espirais. Outro vídeo interessante é uma compilação de espirais de Yuna Kim.

Lunges






O lunge pode ser usado sozinho ou ligado a outro elemento, como entrada ou saída de um spin, por exemplo. Também é muito utilizado na sequência de passos.

O lunge geralmente é feito durante a patinação em dois pés para frente. O patinador dobra uma das pernas e estica a outra para trás. É necessário força, flexibilidade e equilíbrio para executar o movimento.

É possível fazer lunge de costas, embora seja mais difícil e raro de ver.

Neste vídeo podemos ver algumas informações interessantes sobre o lunge para frente.  Aqui podemos ver um lunge para trás.



Shoot-the-duck


Fonte


Esse elemento pode não ser visto em competições, mas é importante para a formação dos atletas. Isso porque o shoot-the-duck é a base para o sit spin.

O shoot-the-duck é feito se abaixando até bem perto do gelo, esticando a outra perna de forma paralela ao gelo. Os braços também são esticados para frente.


Um bom vídeo demonstrando o shoot-the-duck pode ser visto aqui.


Até mais!



As viradas (turns) - parte 2

domingo, 8 de abril de 2018
Olá, tudo bem?

Hoje vamos terminar de ver os turns. Já fizemos outro post sobre este mesmo assunto. 

Bracket


O bracket é outro turn com um pé só. A diferença entre ele e o three turn é que o bracket tem a virada para fora do círculo, enquanto o three turn é para dentro.



Fonte

O bracket pode ser iniciado patinando para frente ou para trás, com o fio externo ou interno. Por exemplo, se for iniciado patinando de costas no fio interno, ele vai terminar no fio externo para frente.


Vídeo explicativo sobre bracket:



Explicação sobre o bracket para frente com lâmina interna:





Explicação sobre o bracket para frente com lâmina externa:




Counter



A exemplo do bracket, a virada é feita para fora do círculo, mas tem a diferença de que aqui não há mudança de fio. Por exemplo, se o patinador está indo para frente no fio externo, ele vai sair para trás no fio externo.



Fonte

Seguem alguns vídeos demonstrando cada variação.

Fio interno para frente



Fio interno para trás



Fio externo para frente



Fio externo para trás




Rocker


Finalmente, o rocker é feito com um só pé faz a virada para dentro da curva, assim como o three turn. Mas o rocker mantém o mesmo fio após a virada. Por exemplo, se começa patinando para frente no fio interno, no final teremos o fio externo para trás.


Fonte



Fio interno para frente



Fio interno para trás



Fio externo para frente



Fio externo para trás




Ficamos por aqui. Os turns são habilidades básicas, mas certamente devem dar um grande trabalho para serem dominados, já que o patinador tem que aprender a fazer todas as variações de cada elemento. Também espero que fique mais fácil para todos acompanharem a dança no gelo, na qual os turns tem importância ainda maior do que nas outras categorias.

Até mais!


Novas páginas do blog

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Olá, tudo bem?

Fonte


Finalmente estreamos as nossas páginas! Essa é uma ideia que já vem de muito tempo, mas finalmente colocamos em prática. Elas estão no lado superior direito da página inicial do blog, em um lugar de fácil visualização.

O Guia para assistir patinação no gelo junta informações essenciais para os fãs iniciantes do esporte ou mesmo quem deseja assistir apenas uma competição sem se sentir perdido com a pontuação e a dinâmica da patinação. Claro que é impossível descrever todos os detalhes, mas pelo menos dá para entender um pouco melhor o esporte.

A página Sobre explica um pouco melhor sobre o blog, além de informações sobre as redes sociais.

A página Contato traz os canais para entrar em contato com o blog, seja por e-mail ou por mensagem em outras redes sociais.

E então, faltou alguma informação sobre patinação?

Até mais!

Stroke e crossover

sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Olá, tudo bem?

Agora que já terminamos de falar dos saltos e dos spins, vamos voltar um pouco mais para trás, com o objetivo de reconhecer elementos mais básicos, que os patinadores usam para executar tudo o que já vimos até aqui. Então, vamos começar com o mais básico de tudo: os strokes e crossovers.

Strokes


Strokes são o que há de mais básico na patinação.  Não se trata apenas de ir do ponto A ao ponto B, mas de conectar corretamente elementos, como saltos, spins e passos, fornecendo o equilíbrio e a força necessária para cada elemento. Embora andar para frente (e para trás) possa parecer muito básico, é extremamente importante treinar sempre essa habilidade, pois ela é fundamental para a boa técnica da patinação. É sempre desejável melhorar a postura, o equilíbrio e a velocidade.

Fonte


Inicialmente, o patinador desliza para frente com os dois pés. Pouco depois, já começa a deslizar com um só pé, mantendo o outro fora do chão. É importante forçar essa posição o máximo possível, mantendo atenção na postura correta. Com o tempo, os músculos vão se fortalecer e o equilíbrio vai melhorar.

A patinação para trás segue um padrão parecido. O patinador aprende a usar os dois pés e depois desliza com um só pé.

Com o passar do tempo, os patinadores passam a desenvolver padrões mais eficientes e bonitos para deslizar no gelo. Um dos destaques é a patinação de duplas, em que ambos os patinadores precisam harmonizar os movimentos.

Seguem alguns padrões e exemplos de stroking:


Forward Stroking



Backwards Stroking



Open Stroke



Forward Perimeter Stroking





Crossovers



Os crossovers são o meio mais eficiente para os patinadores cruzarem os cantos da pista. Podem ser realizados tanto para frente quanto de costas.

Fonte


Esse movimento é realizado mudando o peso do corpo de um pé para o outro enquanto faz uma curva. A parte de baixo do corpo deve estar abaixada, mas sem prejudicar a postura dos ombros e das costas. É comum que os patinadores comecem treinando no círculo central dos rinks, que é usado no hockey. A vantagem disso é que permite o patinador controlar a curva que está fazendo, tentando se manter na linha.

O patinador deve treinar crossovers para frente e para trás e nos sentido horário e anti-horário.

O crossover também é amplamente utilizado na entrada de vários movimentos, como saltos e spins.

Seguem alguns exemplos de  crossovers:


Forward Crossover




Backward Crossover



Backward Crossover com swing




Até mais!

Spins | Ilusion e Butterfly

domingo, 23 de julho de 2017
Olá, tudo bem?

Hoje vamos terminar a parte de spins, vendo alguns movimentos que não são tratados isoladamente na pontuação, mas sim dentro de outras modalidades de spins.

Ilusion


Nesse movimento, o peso do corpo permanece em um pé, enquanto o pé livre gira acima do corpo, enquanto a parte da frente fica abaixada. Esse movimento é considerado como parte do camel spin para fins de pontuação.

Curiosamente, ele foi criado a partir de um erro na execução de um camel spin. A patinadora Jacqueline du Bief perdeu o controle na entrada do spin e acabou fazendo este movimento.

Um exemplo de ilusion pode ser visto aqui.



Butterfly


O butterfly pode ser facilmente aprendido após o patinador dominar o flying camel. É uma espécie de estrelinha com o corpo ficando horizontal ao gelo, assim como o flying camel. A diferença está no arco feito com as pernas acima do corpo bem após a decolagem.

Um exemplo de butterfly pode ser visto aqui. Geralmente é usada como entrada para o flying camel


Fonte


Assim terminamos a parte de spins. As outras postagens podem ser vistas aqui:

Spins - informações básicas

Camel Spin

Layback spin e Biellmann

Flying Spin e combinações

Glossário de patinação artística no gelo | spins


Até mais!

Flying Spin e combinações

quarta-feira, 28 de junho de 2017
Olá, tudo bem?


Hoje vamos falar mais sobre spins, abordando um pouco sobre os flying spins e das combinações.

Flying Spins


Os flying spins são uma espécie de mistura entre saltos e spins. Já falamos sobre a pontuação dos flying spins quando abordamos os diferentes tipos de saltos, agora vamos nos focar mais em mostrar como são e como os atletas os executam.

Para realizar um flying spin, o patinador deve saber realizar muito bem aquele tipo de spin de frente e de costas, além de saber o básico sobre saltos. Por exemplo, ao fazer um flying sit spin, o patinador deve dominar bem o sit spin normal. Apesar de parecer ser muito difícil, os flying spins não costumam ser uma técnica de difícil aprendizado para os patinadores que chegam ao ponto apropriado para executa-la.

Flying Camel

Fonte

 O flying camel é um salto com o fio externo do pé esquerdo, patinando para frente, com uma volta no ar e pouso no back camel spin.

O flying camel geralmente começa com o patinador no fio interno esquerdo, patinando para frente. É necessária uma boa postura dos braços e das costas. Para mudar a postura para o flying camel, o patinador abaixa os braços para frente e começa a mudar o peso para o pé direito. No fio interno do pé direito para frente, passa pelo three-turn, e o patinador gira no sentido anti-horário em um ângulo bem fechado. Depois, o patinador freia com força indo de forma intensa para o sentido horário. Isso cria a força para a decolagem.

Segue um exemplo de flying camel:


Flying Sit Spin

 

Fonte

 


O flying sit spin é realizado geralmente com o fio externo do pé esquerdo para frente, com uma rotação e meia e pouso de frente com um sit spin.

A preparação requer uma forte rotação no sentido horário. Após o crossover, o patinador muda o peso para o fio externo para frente e pisa fora do círculo, com a perna direita para trás. Os braços ficam para trás e a perna esquerda dobra bastante. Ao subir, o patinador tem a perna livre ao lado do corpo e os braços para frente. Quando sai do gelo, ele lança os braços para frente e depois volta. A perna esquerda deve estar reta e a direita para o lado. A descida é com a perna esquerda e o patinador deve estar preparado para o pouso e o spin.

Segue um exemplo do flying sit spin:


Flying Reverse Sit Spin


O flying reverse sit spin é bem parecido com o flying sit spin, com a diferença da mudança de posição da perna no ar e o pouso no fio externo para trás.

Segue um exemplo do flying reverse sit spin:



Death Drop


O death drop (também chamado de flying camel sit spin) é executado com o salto no fio externo esquerdo para frente, ficando o patinador na horizontal em relação ao gelo e pousando com o fio externo direito  para trás, com um sit spin básico. A preparação e a primeira parte da decolagem é parecida com a empregada no flying sit spin.

No ar, as pernas são estendidas em direções opostas e o corpo assume a posição horizontal ao gelo. Para preparar para o pouso, o patinador aponta para o gelo com o pé direito. O pouso se dá abaixando a cintura e alcançando a posição do sit spin.

Segue um exemplo do death drop:


Combinações


Como já foi dito, os spins muitas vezes são combinados. O princípio mais importante para a realização dessas combinações são a manutenção ou mesmo a aceleração da rotação durante as manobras. Isso requer movimentos rápido nas transições de braços e pernas. No caso da mudança do pé que se fixa no gelo, é criado um novo centro de rotação, mas ele deve ser o mais próximo possível do centro anterior.

A transição de uma posição para outra no mesmo pé em muitos aspectos pode ser até mais difícil do que com mudança de pé. Isso porque é muito mais difícil manter a velocidade na segunda posição.  O equilíbrio e a precisão nos movimentos são fundamentais. 


Há uma série grande de possibilidades nas combinações, o que acabaria fazendo com que a postagem ficasse grande demais. Destacamos apenas algumas das mais comuns:

Camel/back camel
 Sit/back sit
Camel/sit
Camel/layback
Camel/layback/back sit
Death drop


Assim terminamos mais uma parte sobre spins.

Até mais!




Elementos específicos dos pares

quarta-feira, 14 de junho de 2017
Olá, tudo bem?
Hoje vamos falar um pouco sobre uma categoria que tem vários elementos em comum com a modalidade individual, mas que tem várias características diferentes. Estamos nos referindo aos pares. Veremos de forma mais geral alguns elementos específicos dessa categoria, que posteriormente serão tratados de forma mais específica. Então, vamos a esses elementos.

 

 

Levantamentos (twists)

 

Os levantamentos são uma parte importante da apresentação dos pares. Ao contrário da dança, aqui é possível levantar a patinadora acima da cabeça do patinador. Esse elemento é um dos motivos pelos quais geralmente se busca formar um par com parceiros de alturas e pesos bem diferentes. Há uma série de classificações relacionadas aos levantamentos. 
Podemos ver um exemplo de levantamento aqui.
 

Twist lifts 

 

Essa é uma modalidade especial de levantamento na qual a patinadora é arremessada e gira no ar antes de descer. Podemos ver um exemplo aqui.

 

 

Sequência de espiral de pares

 

A espiral é um elemento no qual o patinador desliza com um pé no gelo e ergue o outro acima da cintura. A diferença nos pares é que ambos realizam o movimento ao mesmo tempo. Eles tanto podem fazer a mesma espiral (como é o caso da foto ilustrativa) ou realizarem espirais diferentes.

 
Fonte

 

Salto lançado (Throw jump)


O salto lançado é realizado com o auxílio do homem, que lança a parceira para o alto. Ela realiza as rotações e pousa. Podemos ver um exemplo aqui.

Salto lado a lado


Aqui os patinadores realizam o mesmo salto ao mesmo tempo. É importante manter a sincronia.

Fonte

Spin de pares


Nesse elemento, os patinadores fazem o spin juntos, girando em torno de um eixo entre eles. Um exemplo pode ser visto aqui.

Espiral da morte (Death spiral)


É um dos elementos mais marcantes dos pares. O homem foca na posição de pivô, com um pé ancorado no gelo. Ele segura a mão da mulher, que vai girando rente ao gelo. Um exemplo pode ser visto aqui.



Hoje ficamos por aqui. 
Até mais!

Spins - informações básicas

domingo, 14 de agosto de 2016
Olá, tudo bem?

Hoje vamos falar dos spins, traduzidos por giros ou piruetas. Antigamente me referia a eles como giros, mas a verdade é que me habituei tanto a falar em inglês que desisti de traduzir e vou falar direto spins. São elementos de grande beleza e que também garantem um bom número de pontos aos atletas, sendo computados em um esquema semelhante aos saltos.

Considerações Gerais


Os spins devem ser controlados, centralizados, rápidos e com boa posição. O patinador deve girar sobre um ponto e não andar sobre o gelo enquanto executa o movimento. O desenho feito no gelo deve ser feito conforme a linha verde abaixo, e não segundo a linha vermelha:

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Fonte


  O spin geralmente começa com um crossover de costas, terminando com patinação na lâmina direita interna. Depois, a lâmina esquerda pisa no centro do círculo formado pela curva da lâmina. A saída do spin é feita na mesma posição de pouso dos saltos.


Pontuação e classificação


A pontuação é feita de modo parecido com os saltos, mas levando em conta uma classificação diferente. Os spins são divididos entre upright spins, layback spins, camel spins e sit spins. Dentro desses grupos, há uma nova classificação entre 5 níveis: básico, 1, 2, 3 e 4, conforme o grau de dificuldade do spin. Na sigla que é demonstrada no protocolo de notas, o nível aparece no final. Vejam o seguinte protocolo, por exemplo:

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Fonte

O elemento 4 é o CCoSp4, o que significa que é um nível 4 do elemento abreviado por CCoSp, que é uma combinação de spins com mudança de pé,

Além disso, há alguns modificadores que influenciam diretamente na nota: spin com uma posição e sem mudança de pé, flying spin, spin com uma mudança de pé e sem mudança de posição e combinação de spins com mudança de posição e mudança de pé. Cada modificador desse traz uma nota diferente. Pode parecer meio complicado, mas vai ficar mais fácil conforme for explicando.

Upright spin


São os spins realizados com o corpo posicionado na vertical sobre o pé que está patinando.

A pontuação é a seguinte:


  Spin com uma posição e sem mudança de pé
 
SpinAbreviaturaNota base
Upright Level B USpB 1
Upright Level 1 Usp11,2
Upright Level 2 USp2 1,5
Upright Level 3 Usp31,9
Upright Level 4 Usp42,4


 Flying spin


SpinAbreviaturaNota base
Upright Level B FUSpB1,5
Upright Level 1 FUSp11,7
Upright Level 2 FUSp22
Upright Level 3 FUSp32,4
Upright Level 4 FUSp42,9



Exemplo de flying upright spin

 Spin com uma mudança de pé e sem mudança de posição

Spin Abreviatura Nota base
Upright Level B (F)CUSpB 1,5
Upright Level 1 (F)CUSp1 1,7
Upright Level 2 (F)CUSp2 2
Upright Level 3 (F)CUSp3 2,4
Upright Level 4 (F)CUSp4 2,9



Upright spin com mudança de pé


Essas são as variações do Upright spin:

Two-footed spin


É fácil de reconhecer e é o primeiro spin a ser aprendido. É feito com os dois pés girando no gelo.

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One-footed spin


Feito levantando um pé e girando com o outro.

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Fonte

Esta animação demonstra bem como é o spin.


Forward Open Spin



Parecido com o one-footed spin, exceto que a perna livre fica ao lado do corpo em vez de ficar dobrada.

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Fonte





Back Open Spin


É um espelho do  forward open spin, mas feito com o fio externo do pé direito, patinando para trás.

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Forward Scratch Spin


Começa como o Forward Open Spin, mas após algumas rotações, o pé livre cruza o outro pé e fica na posição que pode ser vista na figura abaixo.



Back Scratch Spin

É o back scratch spin, fazendo o mesmo cruzamento das pernas já comentado no salto anterior.




Cross Foot Spin



Os pés ficam cruzados logo de início, ao contrário dos tipos acima, no qual eles só se cruzam após algumas rotações.




Y Spin


Fonte




A mão segura o pé fora do chão, que está esticado para cima o máximo possível.


Mais para frente veremos os outros spin


Até semana que vem!































































O que é um Axel?

sexta-feira, 18 de março de 2016
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Boa noite!

Talvez uma das maiores frustrações de quem começa a acompanhar a patinação seja ficar boiando completamente com os nomes de saltos e outros movimentos. Quem já teve a experiência de assistir um campeonato narrado deve entender do que eu estou falando. As TVs simplesmente não tem tempo para explicar exatamente o que são todos os movimentos, então a impressão que dá é que acaba tudo virando uma sopa de letrinhas.

Apesar disso, não é muito difícil reconhecer os principais movimentos. Basta um pouco de experiência para começar a reconhecer cada elemento. Já saber quantas voltas alguém dá no ar ou se tocou o chão na posição correta é tarefa bem mais complicada. Muitas vezes é necessário o uso de replay em câmera lenta para se ter certeza desses detalhes. Esse é um recurso utilizado também pelos juízes das competições na hora de decidir as notas.

Para começar, vamos uma rápida explicação sobre fios, seguida do salto mais fácil de reconhecer: o Axel.

 Fios do patins

 Quando falamos de saltos e outros movimentos, é muito importante saber um pouco de como se patina no gelo. Para nos movimentarmos nessa superfície, cortamos o gelo com a lâmina, mantendo os pés em diferentes ângulos, conforme a imagem a seguir:

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 Na patinação artística, todas essas posições são usadas para criar força a partir do movimento e do trabalho muscular e com isso realizar determinados elementos. No caso dos saltos, há uma série de movimentos a serem feitos antes de sair do chão para garantir que o patinador tenha a impulsão necessária para conseguir dar voltas no ar e descer na posição certa. É pura física. Observem no vídeo abaixo como o patinador faz uma série de movimentos antes de saltar.



O importante disso tudo é saber que há diferentes posições da lâmina em relação ao solo e dependendo disso teremos diferentes saltos e movimentos.

Em inglês, muitas vezes a indicação dos fios vem com as seguintes siglas:

Fio externo do pé direito para frente - RFO (right forward outside edge)
Fio externo do pé direito para trás - RBO (right backward outside edge)
Fio externo do pé esquerdo para frente - LFO (left forward outside edge)
Fio externo do pé esquerdo para trás - LBO (left backward outside edge)
Fio interno do pé direito para frente - RFI (right forward inside edge)
Fio interno do pé direito para trás - RBI (right backward inside edge)
Fio interno do pé esquerdo para frente - LFI (left forward inside edge)
Fio interno do pé esquerdo para trás - LBI (left backward inside edge)

 

Axel

 O nome é uma homenagem ao patinador Axel Paulsen, que foi o primeiro a executar o salto, em 1882. É o que se chama de "edge jump", que significa que o salto se dá com apenas um pé tocando o gelo, usando o movimento do corpo para decolar. Desde então, é muito utilizado em apresentações, sendo elemento obrigatório para várias competições.

Ele é executado conforme a figura a seguir:

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Fonte

De início, o patinador patina para frente, utilizando o fio externo do pé esquerdo. Então, joga o pé livre e o braço para a frente, criando a força para subir. No ar deve dar no mínimo uma volta e meia, pousando de costas no fio externo do lado direito. Para ser bem sucedido, deve dar no mínimo uma volta e meia. Caso dê somente meia volta, não é mais considerado o Axel, mas o Waltz, um outro salto, conforme mostrado abaixo.


Para quem quer saber de mais informações técnicas sobre o Axel, sugiro os vídeos abaixo:






A pontuação básica do Axel nas competições depende de quantas voltas o patinador faz no ar antes de tocar o chão. Os valores estão na tabela abaixo:

Axel Simples      1.1    
Duplo Axel         3.3    
Triplo Axel          8.5    
Quádruplo Axel  12.0


Nas competições femininas mais importantes, geralmente as atletas executam o duplo Axel. Até hoje, apenas 6 conseguiram executar o triplo Axel em competições internacionais. Competindo atualmente, temos Mao Asada e Elizaveta Tuktamysheva.

Já os homens tem uma facilidade maior para executar o salto, por causa da maior força muscular. É padrão a execução do triplo Axel em competições internacionais. ao contrário de outros saltos, até hoje ninguém conseguiu fazer o quádruplo Axel, por causa da necessidade de dar meia volta a mais do que os saltos nos quais o patinador fica de costas.

E por que é tão fácil reconhecer? Porque quase sempre é o único salto feito de frente. Não é necessário saber nada de posição dos fios ou ter o olho treinado para detalhes. Se alguém pula de frente numa competição profissional, é certeza que está tentando fazer um Axel.

Por fim, deixo alguns vídeos de atletas fazendo o salto.

Alguns triplo Axels do Yuzuru Hanyu


Triplo Axel da Mao Asada

Triplo Axel da Elizaveta Tuktamysheva


Tentativa de quádruplo Axel



Até semana que vem!


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