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Troca de treinador de Evgenia Medvedeva

domingo, 20 de maio de 2018
Olá, tudo bem?

Hoje vamos falar um pouco da recente polêmica envolvendo a patinadora russa Evgenia Medvedeva, que trocou de treinador.



Medvedeva era treinada por Eteri Tutberidze há 11 anos. Ambas sempre deram declarações no sentido de serem muito próximas uma da outra. Na época das Olimpíadas alguns chegaram a criticar a treinadora por não parecer tão empolgada com os resultados de Alina Zagitova do que com Evgenia.

Mas, recentemente boatos começaram a indicar uma ruptura. Um tempo depois, os rumores se confirmaram e Medvedeva de fato deixou Eteri para treinar com o canadense Brian Orser, mesmo treinador de Yuzuru Hanyu e Javier Fernandez.

Essa mudança é surpreendente de muitas formas. Inicialmente, não é de praxe que patinadores russos deixem o país para treinar no exterior. Na verdade, até mesmo mudanças dentro da Rússia são problemáticas. A Federação Russa financia o esporte, além de escolher quem vai participar das competições internacionais. Por isso, acaba tendo um grande poder nessas decisões. O caso de Yulia Lipnitskaya é um exemplo disso. Embora não saibamos do caso por completo, rumores dizem que Yulia teria se desentendido com Eteri após as Olimpíadas de Sochi, mas acabou tendo que permanecer com ela, em um caso que pode ter envolvido não somente a Federação Russa como o próprio ministro dos esportes da Rússia.
No caso de Evgenia, a federação parece apoiar a decisão, mesmo que o treino seja no exterior. Não descobri maiores detalhes sobre ajuda financeira, mas sendo a Rússia um país muito fechado, esse tipo de informação não está sempre disponível.

A ruptura com Eteri causou as maiores discussões e teve alguns desdobramentos. Evgenia evitou declarações fortes ou mesmo explicar os motivos que a levaram a tomar a decisão. Disse apenas que aprendeu muitas lições com Eteri e que vai lembrar dela por toda a vida. Já a treinadora deu declarações afirmando que a patinadora deixou de atender suas ligações por volta de abril e que só soube do caso pela imprensa e citou um episódio após as Olimpíadas em que Evgenia teria perguntado para ela se não poderia ter deixado Alina no júnior por mais um ano.

Apesar das declarações, há quem suspeite que Eteri sabia de tudo há mais tempo, pois sua filha e pessoas próximas a ela começaram a deletar fotos de Evgenia de suas redes sociais há muito mais tempo.

Após toda essa polêmica, Medvedeva recebeu o apoio da patinadora de dança Ekaterina Bobrova, que fez uma longa postagem no Instagram a estimulando a seguir em frente.

Já Brian Orser diz que ficou muito feliz. Ele conta que ela pediu discretamente para que eles conversassem e então propôs a parceria. Ele diz que ela não especificou os motivos pelos quais estaria deixando a treinadora atual e que queria focar em vencer as próximas Olimpíadas. Ele conta ainda que achou a patinadora russa muito focada e profissional.

Mas partindo para o campo das especulações, qual seria o motivo dessa troca de treinador?

Uma hipótese é que Evgenia teria ficado desapontada porque Eteri não manteve Alina fora do caminho. As declarações da treinadora parecem levar nesse caminho. Acho difícil acreditar nisso, tanto pelo histórico de comportamento da Evgenia quanto por causa da utilidade dessa conduta: para que largar uma treinadora reconhecidamente competente apenas por birra? Aliás, para sobreviver em meio ao ambiente competitivo do grupo da Eteri, dificilmente algum atleta dela teria esse grau de imaturidade. Além disso, só ouvimos um lado sobre essa declaração. Não sabemos se ou em quais circunstâncias essa declaração foi feita.

Um motivo um pouco mais crível diz respeito à concorrência interna no grupo da Eteri. Como atleta principal do grupo, Evgenia se tornou modelo e alvo das atletas mais novas, até que uma delas a superou. Não é fácil "morar com o inimigo". Medvedeva pode ter pensando que valia a pena mudar para um lugar em que essa pressão não fosse tão constante e que ela pudesse se desenvolver sem o receito de ser imediatamente espionada e copiada pelas suas concorrentes mais próximas.

Ainda no âmbito do grupo de treinamento, a filosofia de "fábrica de atletas" do grupo da Eteri pode ter contribuído para a decisão. O que fazer quando você se transforma num produto obsoleto nessa fábrica? A cada ano os métodos de preparo de juniores melhoram e as garotas saem com um leque cada vez maior de técnicas. A tese de que o grupo de Eteri produz apenas atletas jovens e com vida útil curtíssima é discutível, mas há precedentes, como é o caso de Yulia Lipnitskaya.

Essa questão pode andar ao lado de uma possível percepção de que Evgenia já teria atingido o limite com a filosofia da fábrica de Eteri. Ela atingiu o topo, vencendo tudo o que aparecia pela frente. É perfeitamente possível que sinta que precisa de um lugar totalmente diferente para que consiga seguir em frente e continuar crescendo. Evgenia já tem 18 anos e precisa de algo mais para lidar com as jovens de 15 que aparecem o tempo todo. O método de Brian pode agregar algo que ainda falta a ela. Essa é talvez a razão mais utilizada por atletas para mudar de treinador.

Finalmente, há a questão das lesões e da vida útil como atleta. Evgenia teve uma lesão muito séria nessa temporada, a primeira de sua carreira profissional. Isso pode ter feito com que ela revisse seus conceitos e começasse a se preocupar com o futuro, principalmente após a perda das Olimpíadas. Medvedeva precisa competir por mais 4 anos estando no topo nos próximos jogos. Ela pode sentir que isso não será possível sob o treinamento de Eteri. Orser, por outro lado, tem um grande exemplo de sucesso. Yuzuru Hanyu venceu 2 Olimpíadas seguidas sob seu treinamento. As primeiras declarações parecem apoiar essa hipótese. Brian contou que disse a Evgenia que ela talvez não tenha que vencer todos os campeonatos até as Olimpíadas, e que ela deveria ter em mente os seus objetivos. Isso pode significar que talvez ela não tenha que sobrecarregar seu corpo estando com 100% da forma o tempo todo. Orser também destacou a importância de Evgenia ter um programa que mantivesse seu corpo saudável.


E então, o que vocês acharam da mudança de treinador? Será que Evgenia mostrará algo diferente em seu novo programa?

Até mais!



Tradução | Sendai homenageia Yuzuru e Arakawa

sábado, 22 de abril de 2017
Boa noite!

Hoje traduzimos mais um artigo, dessa vez do jornal japonês Mainichi. Este artigo foi postado no dia 17/04/2017 e fala sobre a homenagem que a cidade de Sendai fez para os patinadores que conquistaram a medalha de ouro nas Olimpíadas de Inverno, Yuzuru Hanyu e Shizuka Arakawa. Vamos conferir?


Sendai homenageia os medalhistas de ouro das Olimpíadas, Hanyu e Arakawa

https://mainichi.jp/english/articles/20170417/p2a/00m/0na/011000c
Fonte | Os medalhistas de ouro olímpicos Yuzuru Hanyu, à esquerda, e Shizuka Arakawa posam para fotografias na frente dos monumentos que comemoram suas realizações distintas em Sendai, em 16 de abril de 2017. (Mainichi)

SENDAI -- Um par de movimentos comemorando as realizações distintas de Yuzuru Hanyu e Shizuka Arakawa foi revelado aqui em abril de 2016, com a presença dos dois patinadores campeões olímpicos e centenas de fãs.

Os painéis de vidro com imagens em tamanho real de Hanyu e Arakawa das suas performances vencedoras da medalha de ouro nas Olimpíadas de Sochi em 2014 e Turim em 2006, respectivamente, foram instalados na frente da Estação Central Internacional na linha Tozai no metrô de Sendai, na cidade de Aoba Ward. Hanyu e Arakawa já moraram em Sendai.

Cerca de 700 fãs se reuniram para a cerimônia de inauguração, em parte devido à raridade com que Hanyu recentemente compareceu a tais eventos.

Depois da cerimônia, Hanyu compartilhou seus pensamentos sobre a aposentadoria da Mao Asada na coletiva de imprensa, elogiando-a como um "símbolo de assumir desafios". 

"Não importa o quão difíceis são os passos, spins e saltos que ela adicionava em suas performance para combinar com suas músicas, ela nunca daria a impressão de que estava fazendo algo difícil, e era isso que a diferenciava dos outros patinadores," disse Hanyu. "Eu admiro ela por isso".

Quando Asada anunciou sua aposentadoria em seu blog na noite de 10 de abril, Hanyu disse que ele ficou devastado e aflito, sem conseguir dormir. Relembrando a vez que ele conseguiu fazer um triplo Axel, que agora é sua marca registrada, Hanyu disse que ele aprendeu depois de assistir os saltos de Asada durante um acampamento de treino em 2008. "Eu devo meu primeiro triplo Axel a Srta. Asada," disse Hanyu.

"Cada vez que eu faço meu salto, eu percebo que Asada... não, Mao vive em meu coração," ele disse.





Olympic gold medalists Yuzuru Hanyu, left, and Shizuka Arakawa pose for photographs in front of the monuments commemorating their distinguished achievements, in Sendai on April 16, 2017. (Mainichi)
Bom pessoal, este foi o post de hoje.
Se vocês tiverem sugestões de artigo para traduzirmos é só entrar em contato com a gente :)

Bom fim de semana!!!
Olympic gold medalists Yuzuru Hanyu, left, and Shizuka Arakawa pose for photographs in front of the monuments commemorating their distinguished achievements, in Sendai on April 16, 2017. (Mainichi)
Olympic gold medalists Yuzuru Hanyu, left, and Shizuka Arakawa pose for photographs in front of the monuments commemorating their distinguished achievements, in Sendai on April 16, 2017. (Mainichi)


Tradução | Aposentadoria da Mao Asada

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Olá, tudo bem?

Como já falamos nas redes sociais, Mao Asada anunciou sua aposentadoria de surpresa na segunda-feira, 10/04/2017 (terça-feira no Japão). Já fizemos um post falando sobre a carreira dela. Agora trazemos uma tradução de uma matéria publicada na página do Eurosport, onde podemos ver mais detalhes sobre a sua decisão. 


Fonte

Patinadora japonesa Mao Asada deu tudo de si e não tem arrependimentos.

A patinadora japonesa Mao Asada, medalhista de prata nas Olimpíadas e três vezes campeã mundial, disse na quarta-feira que ela deu tudo de si em sua carreira competitiva e que não tinha arrependimentos sobre sua aposentadoria das competições.

A patinadora de 26 anos, conhecida por ser a única mulher a realizar com sucesso o complicado triplo Axel três vezes em uma única competição, disse na segunda-feira que ela perdeu a vontade de competir.

Asada, que já havia tirado um ano de folga da patinação em 2015, disse em uma conferência de imprensa na quarta-feira que embora a decisão seja difícil, ela aos poucos foi percebendo que era a hora certa.

“Até agora na minha carreira, eu dei tudo que tinha, e não tenho arrependimentos”, disse Asada, que se manteve em boa parte do evento calma e sorridente, mas que em certo ponto chegou a segurar as lágrimas.

Asada é famosa no Japão, conhecida pelo apelido carinhoso de “Mao-chan”, e as manchetes sobre sua aposentadoria pulularam nas primeiras páginas de jornais na terça-feira.

A conferência acerca da aposentadoria foi transmitida ao vivo por todas as estações de TV locais, e vários jornais fizeram editoriais com um deles a chamando de “heroína nacional”.

Atingida por uma dor no joelho na última temporada, Asada terminou em 12º lugar no campeonato nacional em dezembro. Foi a sua pior colocação na competição, que ela já venceu seis vezes – situação que ela considerou como a chave para a sua decisão.

“A primeira temporada após voltar para as competições foi boa, mas na segunda eu realmente tinha que ficar falando para mim mesma para continuar em frente”, disse Asada, que descreveu seu sentimento como se não fosse capaz de acompanhar os avanços no esporte.

“Depois do nacional, eu pensei 'bem, é isso'.”

Asada começou a patinar com 5 anos, atraída ao esporte por sua irmã mais velha, Mai, e começou a chamar a atenção enquanto era uma júnior, atuando na mesma época que a sul coreana Yuna Kim, uma rivalidade que durou por quase toda a sua carreira.

A rivalidade de Kim e Asada teve seu ápice nas Olimpíadas de 2010 em Vancouver, Canadá, quando Asada terminou com a medalha de prata e Kim com a de ouro.



Asada era considerada como uma das favoritas para as Olimpíadas de Sochi de 2014, mas teve um programa curto desastroso, embora tenha se recuperado no programa longo. Ela terminou em sexto lugar.
“Após o programa curto, eu pensei que não conseguiria voltar para o Japão, e mesmo na manhã do programa longo, eu ainda acordei me sentindo assim,” ela disse.

“Mas no momento que eu pisei no rink, eu pensei que eu tinha que fazer isso, e eu dei o melhor de mim.”

Perguntada sobre planos futuros, Asada disse que ela vai fazer parte de um show no gelo nesse verão, mas ainda pensa sobre descansar.

“Eu venho patinando desde que tinha cinco anos e ganhei muito com isso”, ela disse. “Então, eu quero fazer algo, de alguma forma, para também devolver algo ao esporte.”






 Esse não foi o único anúncio de aposentadoria de um grande nome do esporte. Recentemente, o russo Evgene Plushenko anunciou que não havia possibilidade de voltar aos rinks para disputar as Olimpíadas de 2017. Entretanto, o anúncio dele não foi tão traumático, já que ele já estava afastado das competições por um longo tempo. Plushenko planeja abrir um rink de patinação próprio.

E vocês, o que acharam da aposentadoria da Mao? Alguém gostaria de patinar no rink do Plushenko?

Até mais!


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