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Guia de Patinação Artística nas Olimpíadas de PyeongChang

domingo, 4 de fevereiro de 2018
Olá, tudo bem?



As Olimpíadas de Inverno estão se aproximando. É hora de começar a se programar para assistir os eventos de patinação. Como os Jogos acontecem no outro lado do mundo, os horários aqui no Brasil não serão muito fáceis. Felizmente, os eventos de patinação estão marcados para a manhã, o que significa que passarão aqui no Brasil de noite, em horários relativamente bons. Nada de ter que acordar às 3 da manhã para ver seu atleta favorito.

Os horários serão os seguintes (hora de Brasília):

8/2

23:00 - Times - masculino curto

0:45 - Times - pares curto

10/2


23:00 - Times - Dança curto

0:45 - Times - Feminino curto

2:40 - Times - Pares longo


11/2


23:00 - Times - Masculino longo

0:10 - Times - Feminino longo

1:20 - Times - Dança longo


13/2


23:00 - Pares curto


14/2


23:30 - Pares longo


15/2


23:00 - Masculino curto


16/2


23:00 - Masculino longo


18/2


22:00 - Dança curto

19/2


22:00 - Dança longo


20/2


22:00 - Feminino curto


22/2


22:00 - Feminino longo






Com a proximidade do evento, aumentam também as especulações. Afinal, quais serão os atletas favoritos em cada categoria? Estes serão os patinadores lembrados não somente dos fãs do esporte, mas do público em geral, que costuma acompanhar patinação apenas nas Olimpíadas.

Separamos alguns dos nomes que consideramos favoritos para a medalha de ouro ou para outras medalhas em cada categoria. Neste post vamos ver as categorias masculina e feminina. Os pares e dança ficarão para o próximo post. Não vamos opinar sobre o evento de times agora, já que não há certeza de quem vai participar de cada categoria. Para quem não está acostumado a ver eventos de patinação e não quer acompanhar todos, há a possibilidade de ver a ordem de apresentação e acompanhar apenas os favoritos. Claro, como patinação é um esporte imprevisível, nada impede que alguém que não esteja nessa lista acabe surpreendendo.

Masculino

 

Ouro


Yuzuru Hanyu

Fonte



Yuzu é o atual campeão olímpico e recordista mundial, além de ter ganho vários eventos de peso, como Grand Prix e Mundial durante esse ciclo olímpico. Ele alia muito bem os saltos quádruplos de seu programa com spins muito bonitos e uma boa apresentação. Contra ele há o fato de que está voltando de uma lesão e não participou de várias competições dessa temporada. Como vimos em outros anos, ele costuma ser o tipo de atleta que começa devagar e vai se aperfeiçoando com o passar das competições, até chegar no topo durante o Mundial (ou Olimpíadas). Essa pausa forçada pode ter atrasado esse ciclo.

Confiram o post falando de mais detalhes sobre a vida e carreira dele.


 Nathan Chen


Fonte

Talvez o atleta mais puxado para o lado atlético, costuma usar muitos quádruplos nos seus programas. Ultimamente vem tentando melhorar a parte artística. Venceu vários eventos de grande porte e é inegavelmente um dos favoritos. Conta a favor dele o fato de que tem tido boas atuações nas últimas competições.

Confiram o post falando de mais detalhes sobre a vida e carreira dele.


Shouma Uno


Fonte



Desde que estreou na categoria sênior, Shouma vem melhorando a cada ano. É muito regular. A única competição que o vi  se apresentar abaixo de sua capacidade foi o Mundial de Boston, há duas temporadas atrás. Além de ser constante, também tem saltos quádruplos e apresentações bonitas a seu favor. Assim como Nathan, vem tendo boas atuações nos últimos tempos.

Confiram o post falando de mais detalhes sobre a vida e carreira dele.


Javier Fernandez

Fonte


Embora Javier não tenha tido bons resultados nas 2 últimas temporadas, ele é um competidor forte, que ganhou duas vezes seguidas o Mundial de Patinação. Quando está em seu melhor, ele é capaz de disputar de igual para igual com os outros favoritos. No Europeu desse ano, Javi teve uma atuação bem melhor do que o que vem apresentando. A dúvida é se vai conseguir continuar melhorando ou se foi uma melhora temporária.

Confiram o post falando de mais detalhes sobre a vida e carreira dele.

Outras medalhas


Boyang Jin

Fonte

Boyang é outro nome que de vez em quando aparece nos pódios dos eventos mais importantes. O chinês é um dos poucos patinadores a conseguirem quebrar a barreira dos 300 pontos. Uma das vezes foi no Campeonato dos Quatro Continentes, há pouco tempo atrás. Essa boa forma o qualifica para uma medalha olímpica.



Mikhail Kolyada

Fonte


Embora seja um nome tradicionalmente afastado das primeiras posições, Mikhail conseguiu chegar a final do Grand Prix dessa temporada, com atuações boas e sólidas. Embora tenha tido más atuações depois disso, o russo pode conquistar uma medalha caso consiga repetir sua melhor forma.



Feminino

Ouro


Evgenia Medvedeva

Fonte


Evgenia tem dominado a patinação feminina desde que chegou ao sênior em 2015. Ganhou tudo o que disputou, exceto o último Campeonato Europeu. É muito consistente, tem ótimos saltos (já fez inclusive uma combinação de 3 triplos) e tem uma boa parte artística. No entanto, ela se contundiu durante as etapas do Grand Prix e voltou somente no Europeu. Embora tenha tido uma boa atuação, não conseguiu fazer programas limpos e acabou perdendo a primeira posição, graças ao crescimento de Alina Zagitova. Pela primeira vez, Evgenia precisa de 100% de sua capacidade para vencer. A dúvida é se ela se recuperou o suficiente para conseguir fazer isso.

Confiram o post falando de mais detalhes sobre a vida e carreira dela.


Alina Zagitova

Fonte


Zagitova estreou no sênior nesta temporada. Vem evoluindo cada vez mais durante as competições, até o ponto em que conseguiu bater Medvedeva, com os programas curto e longo limpos. Salta muito bem e tem grande resistência, conseguindo deixar todos os saltos para a segunda metade do programa, o que leva a um bônus na pontuação. Não tem sido muito consistente, chegando a errar alguns elementos durante as apresentações, mas em geral lida bem com os erros. Com 15 anos, ela não é muito experiente, mas na categoria feminina nem sempre essa inexperiência acaba sendo um fator determinante.

Outras medalhas


Carolina Kostner

Fonte

Carolina é a atual medalhista de bronze, além de ser a patinadora mais velha competindo nas Olimpíadas, com 30 anos. Tem a parte artística diferenciada, o que torna suas apresentações muito agradáveis de assistir. Quando prestamos mais atenção nos detalhes, vemos o quanto cada movimento dela parece ser pensado para harmonizar com o programa. Parece que nada está fora do lugar. Embora não seja uma saltadora tão boa quanto as favoritas, Carolina não fica muito para trás nesse quesito também.

Confiram o post falando de mais detalhes sobre a vida e carreira dela.




Satoko Miyahara

Fonte

Satoko veio de uma lesão séria, que a vitimou no início do ano passado. Como consequência, suas atuações até aqui tem sido um tanto irregulares. Quando estava em boa forma, Satoko era sempre uma competidora forte para a medalha em qualquer competição internacional. Agora, fica a dúvida se ela realmente se recuperou totalmente da lesão e se vai conseguir entrar no ritmo. Satoko conseguiu vencer o disputadíssimo nacional japonês, que decidiu as 2 vagas do país nas Olimpíadas. Vamos ver se vai continuar mantendo a boa forma.


Kaori Sakamoto


Fonte


Kaori é uma grande surpresa. Estreou nesta temporada e chegou perto de se classificar para a final do Grand Prix. No nacional japonês ela conseguiu bater nomes fortes, como Mai Mihara e Wakaba Higuchi, ficando com a segunda vaga japonesa.


Kaetlyn Osmond

Fonte
Desde a temporada passada Kaetlyn vem disputando as primeiras posições com frequência. O seu ápice foi o segundo lugar no Mundial do ano passado. O destaque vai para seu programa curto, que frequentemente só é superado por Evgenia.



Gabrielle Daleman


Fonte


Gabrielle foi a grande surpresa do Mundial do ano passado, terminando na terceira posição. Apesar de não ter chegado a final do Grand Prix, Gabrielle venceu o campeonato canadense, superando Kaetlyn.



Bradie Tennell

Fonte

Bradie é talvez o maior enigma dessa lista. Ela participou de apenas uma etapa do Grand Prix desse ano e terminou na segunda posição. A atleta de 20 anos ainda não tinha nenhum feito expressivo nos profissionais. Comprovando que não era apenas um brilho momentâneo, Bradie venceu o campeonato nacional dos EUA. Agora vamos ver até onde ela pode ir nas Olimpíadas. Até aqui, ela se mostrou bem consistente e aguentou bem a pressão.


Maria Sotskova

Fonte

Completando a lista temos Maria Sotskova. A russa vem sendo muito consistente na temporada. Sua atuação foi premiada com um segundo lugar na final do Grand Prix. No caso de uma competição com atuações abaixo do esperado, a consistência de Maria pode leva-la ao pódio das Olimpíadas.


Para ler a segunda parte deste post clique aqui. Fiquem de olho no blog e nas redes sociais para ver mais novidades sobre as Olimpíadas!

Não esqueçam também de visitar o nosso guia básico sobre patinação!
Bom domingo!


Fantasy on Ice 2017

quarta-feira, 24 de maio de 2017
Boa noite!

A partir do dia 26/05 vai começar o tour Fantasy on Ice. Esse show acontece todos os anos no Japão e conta com a participação de ótimos patinadores. 




Este ano o evento acontecerá nas seguintes cidades:

Makuhari - do dia 26/05 ao dia 28/05
Kobe - do dia 09/06 ao dia 11/06
Niigata - do dia 16/06 ao dia 18/06


Aqui está a lista dos patinadores convidados: 

Japão
 
Yuzuru Hanyu
Shoma Uno
Mai Mihara
Marin Honda
Kaori Sakamoto
Rika Kihira
Nobunari Oda
Shizuka Akakawa
Miki Ando
Akiko Suzuki


Estrangeiros

Javier Fernandez
Deniss Vasiljevs
Elladj Balde
Evgenia Medvedeva
Carolina Kostner
Anna Pogorilaya
Evgeni Plushenko
Stephane Lambiel
Jeffrey Buttle
Johnny Weir


Dança no gelo
 
Gabriella Papadakis / Guillaume Cizeron
Anna Capellinni / Luca Lanotte


Acrobacias

Oleksiy Polishchuk / Vladimir Besedin


Artes circenses

Marie-pierre Leray
Alexander Chesna / Ekaterina Chesna


Além dos shows de patinação, o evento conta com outros artistas. Este ano terá a participação da Maki Ohguro, do Keizo Nakanishi, do Shinya Kiyozuka, da ANRI, do Norimasa Fujisawa e do Kohshi Kishita.


Esses shows devem ser incríveis, né?
 Se a gente achar algum link depois que o tour acabar, postaremos aqui.

Até o próximo post!



Shoma Uno

segunda-feira, 15 de maio de 2017
Olá, tudo bem?

Hoje vamos falar sobre o japonês Shoma Uno, que apesar da pouca idade já está entre os melhores patinadores da atualidade.
Shoma Uno nasceu em Nagoya no ano de 1997. Começou a patinar com 5 anos, passando a treinar no rink de Nagoya, o mesmo que produziu as campeãs Midori Ito, Miki Ando e Mao Asada. Algumas de suas primeiras impressões no gelo são dele tentando seguir Mao, que treinava lá naquela época.

Seu primeiro bom resultado foi um terceiro lugar no campeonato japonês júnior de patinação da temporada 2009/2010. Dois anos mais tarde, Shoma conseguiu duas medalhas nas Olimpíadas da Juventude: prata na categoria masculina e ouro nos times.  As medalhas no Mundial Júnior e na final do Grand Prix vieram mais tarde, na temporada 14/15. Nessa temporada, Shoma obteve o recorde júnior de programa curto, que detém até hoje.

A ida para os profissionais foi muito bem sucedida. Logo na primeira temporada chegou na final do Grand Prix e obteve a medalha de bronze, disputando contra patinadores consagrados e experientes como Patrick Chan, Yuzuru Hanyu e Javier Fernández. Após um quarto lugar no Campeonato dos Quadro Continentes, Shoma teve sua primeira grande decepção como profissional: uma má apresentação no programa longo o deixou apenas na sétima posição do Mundial.

Fonte


Mais experiente e disposto a dar a volta por cima, Shoma teve uma atuação ainda melhor na temporada 16/17. Repetiu o terceiro lugar na final do Grand Prix, conseguiu a medalha de bronze no Campeonato dos Quatro Continentes, venceu o Nacional Japonês e também fez parte do time campeão no Troféu Mundial de Times. Mas sua grande conquista talvez tenha sido o segundo lugar no Mundial, mostrando que a distância entre ele e Yuzuru Hanyu diminuiu desde o último ano.

Shoma foi o primeiro atleta a conseguir pousar o quádruplo flip em uma competição. Ele atualmente tem 6 quádruplos em seus programas; 4 no longo e 2 no curto.


Uno é bastante tímido e diz que nunca foi bom em outros esportes além da patinação. Seu ídolo é Daisuki Takahashi. Uno admira a parte artística das apresentações dele e tenta vencer a timidez para fazer programas com mais elementos artísticos.


Hoje ficamos por aqui. 
Estamos sempre aceitando sugestões de patinadores para este tipo de post.

Até mais!
.


Top 5 | Melhores programas curtos da temporada 2016-2017

quarta-feira, 10 de maio de 2017
Olá, tudo bem?

 Hoje vamos falar sobre os nossos programas curtos favoritos da temporada. Não são exatamente os melhores programas, apenas os que mais gostamos. Dessa vez, preferimos não colocar uma ordem específica. Então, vamos a lista.

Fonte


Kaetlyn Osmond - Mundial




Kaetlyn fez uma ótima temporada. Era frequente ficar nas primeiras posições no programa curto, embora nem sempre conseguisse manter a boa atuação no longo. No fim do ano, ela conseguiu se aperfeiçoar e obteve a segunda posição no Mundial, com duas ótimas atuações.


Shoma Uno - Mundial




Shoma teve uma péssima experiência no mundial de 2016, no qual fez um programa longo péssimo e chegou a chorar no kiss and cry. Este ano ele estava determinado a sair com um sorriso em vez de lágrimas. E começou muito bem, ficando na liderança após o programa curto.


Evgenia Medvedeva - Mundial




Evgenia quebrou o recorde mundial diversas vezes ao longo da temporada. Mas apesar disso, o curto que mais gostamos dela foi o do Mundial, em que ela não quebrou o recorde. Sua consistência nos saltos e facilidade em interpretar é impressionante.


Boyang Jin - Mundial




Boyang não começou a temporada bem, mas foi crescendo bastante. O programa do Homem Aranha sempre teve muito potencial. Finalmente ele conseguiu acertar tudo no Mundial. É bom ver que ele vem crescendo cada vez mais.


Anna Pogorilaya - Europeu




A música escolhida por ela (o tango Por una cabeza) já foi usado por muitos patinadores, mas poucas vezes tão bem. A coreografia encaixa perfeitamente na música e os elementos foram bem executados.


E vocês, de quais programas curtos gostaram mais nessa temporada?

Até mais!

Campeonato dos Quatro Continentes - 2017

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Olá, tudo bem?

O Campeonato dos Quatro Continentes vai começar. A competição vai reunir atletas de todo mundo, exceto da Europa (como já explicamos aqui). O evento será disputado entre os dias 14 e 19 no mesmo local das próximas Olimpíadas de Inverno, no rink de gelo da cidade Gangneung, Coréia do Sul.


Fonte

Na dança, o destaque vai para Tessa Virtue/Scott Moir e  Maia Shibutani/Alex Shibutani. Nos pares, temos Meagan Duhamel/Eric Radford, Xiaoyu Yu/Hao Zhang e Cheng Peng/Yang Jin como destaques. 

No feminino, Satoko Miyahara está contundida e não poderá participar. Pode ser a grande chance de Kaetlyn Osmond vencer um evento de grande relevância. Mas vai ter que bater as japonesas Mai Mihara e Wakaba Higuichi e a americana Karen Chen, que recentemente desbancou Ashley Wagner e se tornou campeã americana.

O masculino talvez seja o evento mais forte. Quatro dos seis finalistas do Grand Prix estarão participando. Yuzuru Hanyu é o favorito, mas Shouma Uno, Patrick Chan e Nathan Chen também estão muito fortes. Há ainda Boyang Jin, que está em uma má fase, mas é um ótimo patinador.

Mais informações podem ser vistas na página do evento. 
Os streams podem ser vistos nesta página. 

O canal Sportv 3 vai fazer uma transmissão no dia 18/2 às 22:55. Pela hora, o que está mais próximo é o programa longo masculino (11:00 na Coreia e 0:00 no Brasil). Não sei o que vão passar na hora que antecede ao início do evento. Talvez o curto masculino.


Segue o calendário:


16/2/2017


0:00 Dança curto

Ordem




Resultado

Vídeos


3:15 Pares curto

Ordem



Resultado

Vídeos


7:30 Feminino curto

Ordem



Resultado

Vídeos (não tem no Youtube, tem apenas alguns no Dailymotion):

Mai Mihara

Mariah Bell

Dabin Choi

Zijun Li

Alaine Chartrand

Rika Hongo

Karen Chen

Mirai Nagasu

Kaetlyn Osmond

Gabrielle Daleman

Eizabet Tursynbaeva





17/2/2017

2:30 Dança longo

Ordem



Resultado


6:48 Masculino curto

Ordem




Resultado

Vídeos


18/2/2017

3:00 Pares longo

Ordem



Resultado

Vídeos


7:00 Feminino longo

Ordem



Resultado

Vídeos:

Alaine Chartrand
Ziguan Zhao
 Kailani Craine
Brooklee Han
Amy Lin
Xiangning Li
Wakaba Higuichi
Karen Chen
Mariah Bell
Rika Hongo
Zjun Li
Mirai Nagasu
Mai Mihara
Dabin Choi
Kaetlyn Osmond
Gabrielle Daleman
Elizabet Tursynbaeva


19/2/2017

0:00 Masculino longo

Ordem



Resultado



Até mais!

[Tradução] Crescimento do poder japonês

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Olá pessoal, tudo bem?

Hoje vamos trazer a tradução de um artigo da IFS magazine, escrito por Akiko Tamura. Esse texto conta a história de sucesso da patinação no Japão até os dias de hoje. Vamos lá!


https://www.ifsmagazine.com/rise-japanese-powerhouse/

Crescimento do poder japonês

O espírito competitivo na patinação artística que vemos hoje no Japão é o resultado de um programa cuidadosamente planejado e bem executado que foi implementado há mais de duas décadas.

Muitos se perguntam como o Japão se tornou uma nação tão forte nos últimos anos, produzindo um campeão após o outro. Não há uma resposta simples, mas o resultado é uma combinação de vários fatores que contribuíram para a ascensão dessa nação nos estádios globais.

_________________________________________________

A patinação artística tem uma longa história no Japão que remonta ao final de 1920 na categoria masculina e meados de 1930 na categoria feminina.

A Federação Japonesa de Patinação (JSF) foi fundada em 1929. Kazuyoshi Oimatsu, o primeiro representante olímpico da federação, ficou em nono lugar nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1932 em Lake Placid, N.Y.

Etsuko Inada, que ganhou sete títulos nacionais, foi a primeira mulher a representar o Japão nos Jogos de Inverno. Em 1936, com 12, ficou em 10º num total de 23 competidoras.

Um dos primeiros patinadores a representar o Japão na era moderna foi Nobua Satō, que dominou o esporte nacionalmente por uma década, ganhando 10 títulos nacionais consecutivos de 1957 a 1966. É um recorde que não foi quebrado até hoje. 

O quarto lugar de Satō no Campeonato Mundial de 1965 marcou o maior resultado do Japão na competição global. Ele foi convidado a ir em uma turnê com os medalhistas, mas teve que sair antes de completar sua participação para competir nos campeonatos nacionais. "Quando eu estava competindo era uma era diferente", recordou Satō.

"Aquela era uma época em que todos acreditavam que se você fosse um estudante, a escola teria que vir em primeiro lugar. Assim, o Campeonato Japonês acontecia durante as férias de primavera em março. "

Satō, o pai da campeã mundial de 1994, Yuka Sato, e o treinador atual da Mao Asada, se aposentou após um quinto lugar no Mundial de 1966 e se tornou treinador. Kumiko Okawa, sua primeira aluna, ficou em quinto lugar no Campeonato Mundial de 1967 e 1968. Satō depois se casou com Okawa, que também é uma treinadora bem respeitada por mérito próprio.

Tsuguhiko Kozuka, três vezes campeão nacional, e seu filho, Takahiko Kozuka, medalhista de prata em 2011, foram treinados por Satō.

Minoru Sano conquistou a primeira medalha no Mundial, um bronze, no primeiro campeonato Mundial que o Japão sediou em Tokyo em 1977. Shoichiro Tsuzuki, um dos primeiros treinadores do Yuzuru Hanyu, era o treinador principal de Sano; Satō trabalhou com ele em figuras compulsórias. "Tivemos três homens fortes na época: Sano, Fumio Igarashi (duas vezes campeão do NHK Trophy e quarto no Mundial de 1981) e Mitsuru Matsumura (sexto no Campeonato Mundial de 1980)", lembrou Satō. "Os três desafiaram-se mutuamente e a rivalidade ajudou todos a se tornarem melhores patinadores. A rivalidade sempre foi a chave. "

Emi Watanabe foi a primeira mulher a conquistar uma medalha em um Campeonato Mundial, capturando o bronze em 1979. Filha de mãe filipina e pai japonês, Watanabe era fluente em japonês e Inglês. Seu treinador, Etsuko Inada, recomendou que ela fosse para os EUA para treinar, algo que era considerado altamente incomum na época. Aos 10 anos, Watanabe mudou-se para os EUA para treinar com Felix Kaspar, e mais tarde com Carlo Fassi.

Ao contrário de hoje, era raro naquela época para os patinadores japoneses treinar no exterior, devido à barreira da língua e as considerações financeiras. Esses fatores tornaram o caminho de sucesso de Watanabe algo difícil de seguir. Watanabe tornou-se a queridinha do Japão após o Campeonato Mundial e "Emi" foi o nome mais popular para as meninas nascidas naquele ano. Então veio Midori Ito, que revolucionou completamente a patinação artística feminina no Japão.


https://www.ifsmagazine.com/rise-japanese-powerhouse/

Mudança de perspectiva 

 Machiko Yamada, que competiu na década de 1960, lembrou o quão diferente era a patinação artística durante a sua época do que é hoje. "Eu não gostava de patinar porque meus treinadores eram muito rigorosos e eu tinha medo deles. Aquela era a geração - todos eram assim naquela época. "

Yamada não podia esperar para deixar de competir e, quando o fez, voltou-se para o treinamento. Décadas depois, Yamada, agora com 73 anos, ainda trabalha na mesma pista em Nagoya, onde treinou Ito para a glória internacional há tantos anos. Olhando para trás na sua própria carreira, Yamada disse que ela percebeu que se tivesse desfrutado mais a patinação, ela provavelmente teria feito melhor. "Quando comecei a treinar, não era como se eu tivesse uma grande ambição, mas eu decidi que eu teria certeza de que meus alunos gostavam de patinação."

Ela se lembra do dia em que viu pela primeira vez uma pequena Ito de 5 anos que patinava incansavelmente pela pista. "Não era como, 'Uau, ela tem talento!'" Yamada lembrou. "Eu a notei porque ela estava desfrutando tanto da patinação - ela nunca queria parar."

Pouco depois de ingressar na classe da Yamada, o talento de Ito se tornou aparente para todos. Ito dominou quatro saltos triplos diferentes enquanto ela ainda estava na escola primária. Yamada disse que ela era destemida como uma criança. Quando os pais de Ito se separaram e sua situação familiar se tornou complicada, ela começou a passar mais tempo na casa da Yamada, mudando-se permanentemente aos 10 anos. Yamada disse que seu objetivo inicial era que Ito pudesse se sustentar financeiramente no futuro através da sua patinação.

Yamada acabou guiando Ito a muito mais do que o objetivo inicial, levando-a para nove títulos nacionais, para a vitória no Mundial de 1989 e a prata olímpica em 1992.

Antes de Ito, Tóquio tinha sido o centro do universo da patinação no Japão e aqueles que treinavam fora da capital tinham de provar que podiam patinar. O sucesso de Ito colocou Nagoya no mapa nacional da patinação artística. Na época, a JSF estava constantemente procurando modelos fora do Japão, uma prática com a qual Yamada não concordava. "Naquela época, sempre olhávamos para os melhores patinadores ocidentais e tentávamos copiá-los", lembrou Yamada. "Mas eu senti que enquanto estivéssemos copiando alguém, nós nunca seríamos o número um."

Ito então começou a trabalhar no Axel triplo, um salto que nenhuma mulher tinha conseguido fazer, e no NHK Trophy de 1988 ela executou o primeiro Axel triplo limpo numa competição internacional. No ano seguinte, Ito se tornou a primeira asiática a ganhar um título mundial. A menina de Nagoya tinha se tornado uma sensação na patinação global.

Embora fosse a favorita para o título nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1992 em Albertville, Ito acabou ficando em segundo lugar atrás da Americana Kristi Yamaguchi. Mas a história pessoal de Ito e seu sucesso olímpico acenderam uma nova geração de meninas para assumir a patinação artística e o esporte começou a ganhar popularidade no Japão.


https://www.ifsmagazine.com/rise-japanese-powerhouse/

Uma nação em ascensão

 Sem dúvida, Ito foi o catalisador para as gerações que se seguiram, e foi através dela que a JSF ganhou muito conhecimento valioso. "Aprendemos que ter apenas um patinador talentoso não era bom o suficiente. Precisávamos construir uma equipe forte ", disse Noriko Shirota, a então diretora assistente da JSF. (Em 1994, ela se tornou a diretora da JSF, cargo que ocupou por 12 anos).

Em 1992, Shirota e o pessoal da JSF fizeram um Acampamento de Verão de Desenvolvimento Juvenil, com o objetivo inicial de encontrar e desenvolver jovens talentos para se prepararem para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1998 em Nagano. No primeiro ano, cerca de 100 patinadores entre as idades de 8 e 12 anos foram selecionados de todas as partes do Japão para participar do acampamento.

Enquanto eles estavam sendo testados por suas habilidades de patinação, os jovens tiveram a oportunidade de conhecer seus rivais e testemunhar em primeira mão o que outros eram capazes de fazer, com a esperança de que isso ajudaria a cultivar seu espírito competitivo.

A JSF então começou a enviar patinadores novatos para competições internacionais para que eles pudessem ganhar experiência desde cedo. Esse programa continua até hoje e se tornou uma base importante para a construção de uma lista contínua de talentosos jovens patinadores.

Enquanto uma geração está competindo no nível de elite nos estágios internacionais, a seguinte está sendo preparada. Fumie Suguri, Daisuke Takahashi, Miki Ando, Mao Asada e Yuzuru Hanyu estão entre os que foram descobertos nos acampamentos de desenvolvimento nos anos seguintes.

Uma das maiores descobertas no acampamento inaugural foi Shizuka Arakawa. Seis anos depois, já com 16 anos, representou o Japão nos Jogos Olímpicos de 1998 e terminou em 13º lugar. "Quando eu competi em Nagano, eu não entendia completamente o significado de estar nas Olimpíadas. Eu apenas pensei que eu era sortuda, "Arakawa recordou.

Em 2004, ela ganhou o título mundial em Dortmund, na Alemanha. Todos ficaram surpresos, incluindo Arakawa. "Eu pensei que se eu patinasse de forma limpa, eu poderia ter uma chance de conseguir uma medalha, mas eu nunca pensei em ganhar o ouro", disse ela. "Meu objetivo era mostrar o melhor desempenho antes de me aposentar, e eu pensei que era um final agradável para minha carreira na patinação competitiva."
Embora ela estivesse pronta para seguir em frente, aqueles ao seu redor estavam questionando seu momento. Os próximos Jogos Olímpicos aconteceriam duas temporadas depois, então por que parar agora, eles perguntaram. Ao longo do tempo, Arakawa repensou sua decisão anterior, ajustou seu plano e começou a se concentrar na meta dos Jogos Olímpicos de 2006. "Em Nagano, eu estava feliz por estar lá, mas decidi que se eu fosse para Torino, eu estaria lá para competir", lembrou.

O investimento feito pela JSF começou a dar resultado durante a temporada 2003-2004, quando as mulheres japonesas dominaram o pódio internacional de elite. Miki Ando ganhou os títulos do mundial júnior e da final do Grand Prix júnior; Fumie Suguri reivindicou o ouro na final sênior do Grand Prix; Arakawa ganhou o título mundial e Yukina Ohta capturou a coroa no campeonato dos quatro continentes.

As coisas não foram tão bem na temporada seguinte, mas as sementes foram plantadas e um novo senso de rivalidade se desenvolveu. A equipe feminina dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006 foi selecionada após uma feroz batalha entre Suguri, Arakawa, Ando, Yoshie Onda e Yukari Nakano. Asada ficou em segundo lugar nesses nacionais, mas era inelegível para competir nos próximos Jogos Olímpicos devido à sua idade.

Três mulheres foram selecionadas: Ando, 18, era a única mulher a ter conseguido realizar um salto quádruplo (um Salchow); Suguri, 25, foi duas vezes medalha de bronze no mundial, e Arakawa, 23, a campeã mundial de 2004. Cada uma tinha uma chance razoável de ganhar uma medalha, de modo que nenhuma delas teve de suportar a pressão sozinha.

No final, foi Arakawa quem entrou para a história quando ela ganhou o título olímpico de 2006, a primeira atleta da Ásia a conseguir ouro olímpico na patinação artística. Foi a única medalha que o Japão ganhou nesses Jogos.

Ela se tornou uma estrela do dia para a noite, e 14 anos após a era Ito, a vitória de Arakawa criou mais uma onda enorme de febre de patinação artística. Shirota disse que a diferença entre Albertville e Torino era que o Japão tinha feito o investimento para desenvolver uma equipe que era altamente competitiva. Como ela havia dito depois dos Jogos em Albertville, o Japão precisava construir uma equipe forte e tinha conseguido fazer isso com sucesso, especialmente na categoria feminina. Osamu Kato, treinador oficial da JSF, se lembra de ter assistido Ando e Asada no Acampamento de Verão de Desenvolvimento Juvenil anos antes.

"Suas habilidades físicas excepcionais eram tão aparentes", disse ele. "Especialmente Mao, que teve uma primavera como ninguém mais - mesmo no chão ela estava saltando e pulando quando todo mundo estava andando".

O talento de Asada foi monitorado de perto desde o início. Uma admiradora de Ito, Asada tinha conseguido fazer uma combinação de triplo Axel-duplo toe loop em uma competição local quando tinha 13 anos. Quando ainda estava na sexta série, foi convidada para competir no campeonato nacional japonês, onde fez uma combinação de triplo flip-triplo loop-triplo toe loop.

"Gostaria de poder tê-la preservado em uma cápsula do tempo," lamentou Shirota.

Yamada, que era treinadora de Asada naquela época, dá todo o crédito para habilidades de salto da sua aluna. "Eu sei que as pessoas dizem que eu sou uma boa treinadora de salto, mas foi totalmente por acidente que bons saltadores vieram para mim", disse Yamada, que também treinou Onda e Nakano, ambas consideradas sólidas saltadoras. "Pessoalmente, eu sempre preferi patinadores expressivos. Quando vi as irmãs Asada, fiquei emocionada e pensei que podiam ser patinadoras de nível mundial. "

Asada deixou Yamada depois de seis anos e se mudou para os EUA para treinar com Rafael Arutyunyan. Mais tarde, ela se mudou para treinar com a russa Tatiana Tarasova na preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010.

A primeira patinadora japonesa a ganhar três títulos mundiais, Asada fez sucesso com idade precoce e sua ascensão nas etapas internacionais na década seguinte gerou mais ondas de entusiasmo na patinação artística no Japão.

O legado do  triplo Axel da Asada passou para a próxima geração. No Grand Prix Júnior na Eslovênia, em setembro, Rika Kihira, de 13 anos, conseguiu um triplo Axel em seu caminho para vencer a competição, derrotando sua companheira de equipe e atual campeã mundial júnior Marin Honda.

"A rivalidade parece ser sempre a chave para alcançar o próximo nível", disse Satō.


A ascensão dos homens

Ao contrário das mulheres, houve uma longa pausa entre a realização de Sano no Campeonato Mundial e o próximo japonês a se tornar uma estrela internacional. Takeshi Honda, que aos 14 anos se tornou o mais jovem a conquistar o título nacional, conseguiu ganhar duas medalhas de bronze consecutivas em 2002 e 2003.

Quando Honda se aposentou em 2006, outra estrela estava esperando para voar. Daisuke Takahashi fez sucesso aos 15 anos quando conseguiu o primeiro título mundial júnior do Japão em 2002.

Embora tenha lutado nos anos subsequentes para chegar ao pódio em competições sênior, tudo se realizou em uma noite no gelo olímpico de Vancouver em 2010. Lá, Takahashi escreveu sua própria parte na história quando ele reivindicou o bronze, e se tornou o primeiro japonês a conseguir medalha em Jogos Olímpicos de Inverno na patinação artística. Um mês depois, ele ganhou o título mundial, outra primeira vez não apenas para o Japão, mas também para a Ásia.

"Eu sempre invejei que eram as mulheres que recebiam toda a atenção. Eu estava esperando trazer alguns dos holofotes para os homens também ", disse Takahashi.

Suas conquistas marcaram um ponto de virada para a patinação artística masculina no Japão. Assim como esperava, mais atenção se concentrava nos patinadores masculinos. Os fãs começaram a participar em competições em massa e a mídia começou a levar o esporte a sério.

Nobunari Oda, outra grande estrela a sair do Japão, venceu o Campeonato Mundial Júnior de 2005, e em sua estreia sênior naquele ano, conquistou medalhas em suas duas etapas do Grand Prix.

Kozuka foi o próximo membro a aderir ao clube após sua vitória no Campeonato Mundial Júnior de 2006. Quando ele se juntou a Takahashi e Oda nos escalões mais altos na temporada seguinte, o Japão teve um trio de homens disputando o primeiro lugar no campeonato nacional. Esta rivalidade entre os três elevou os padrões dentro do país e apimentou os campeonatos nacionais. Todos os três capturaram o título em um momento ou outro durante um período de sete anos.

 A competição se tornou especialmente feroz quando um jovem de Sendai se juntou à batalha no outono de 2010. Hanyu, o vencedor de 2009 do Grand Prix Júnior e campeão mundial júnior de 2010, adorava Takahashi, mas isso não o impediu de reivindicar a coroa no nacional de 2012. Hanyu defendeu com êxito seu título na temporada seguinte e entrou nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 como o atual campeão nacional e a melhor esperança do Japão para uma medalha em Sochi.

Para surpresa de todos, Hanyu valsou com a medalha de ouro, tornando-se o primeiro homem asiático a ganhar um título de patinação artística olímpica. Em seus poucos anos no circuito internacional, ele redefiniu os padrões técnicos e fez história repetidamente. Ele detém o recorde de maior pontuação já concedida sob o sistema de julgamento atual, que ele ganhou na final do Grand Prix de 2015. Embora sua pontuação de 330,43 pareça intocável - pelo menos por enquanto - Hanyu não mostra nenhum sinal de desaceleração.

Ele abriu a temporada de 2016-2017 com outro feito histórico, conseguindo com sucesso o primeiro loop quadruplo ratificado no Skate Canadá Autumn Classic em Montreal em setembro. "Consegui o que consegui na temporada passada. É natural para mim avançar e tentar algo novo ", disse Hanyu, 21 anos.

Shoma Uno, seu rival de pátria de 18 anos, executou com sucesso um quad-flip no Team Challenge Cup em abril passado. Ele é o único patinador a ter realizado este salto na competição até esta data.

A patinação artística japonesa percorreu um longo caminho desde que Sano ganhou a primeira medalha mundial do Japão, há quase 40 anos. Na última década, patinadores japoneses reivindicaram sete títulos mundiais e 12 outras medalhas de cores variadas; Duas coroas olímpicas, além de duas pratas e um bronze, e conquistaram cinco títulos no Mundial Júnior.

Cada nação tem seus altos e baixos, mas o desenvolvimento do programa de patinação japonês tem visto ele evoluir de ser uma nação de tentativa e erro para uma das mais fortes do mundo.

Nos bastidores, há uma riqueza de talentos surgindo com bom desempenho, e a nação parece praticamente garantida para continuar o sucesso que tem desfrutado ao longo dos últimos 15 anos.


Publicado originalmente na edição de Novembro/Dezembro da International Figure Skating magazine.



Título original: RISE OF THE JAPANESE POWERHOUSE
Escrito por Akiko Tamura
Traduzido por Jennifer Claro



Espero que vocês tenham gostado do texto!
Nós já fizemos um post semelhante aqui no blog falando sobre a nova geração de patinadores coreanos. Vale a pena dar uma olhada na nossa teoria :)

Até mais!

Campeonatos nacionais - temporada 2016/2017

domingo, 18 de dezembro de 2016
Olá, tudo bem?

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Shouma Uno, Yuzuru Hanyu e Takahito Mura formaram o pódio do campeonato japonês masculino do ano passado

Terminado o Grand Prix, agora é hora dos campeonatos nacionais. Este ano a importância desses eventos é muito maior do que o normal. É através dessas competições que os países escolhem os atletas que participarão dos torneios internacionais, dentre eles o Mundial de 2017, onde serão decididas 80% das vagas dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018. Um desastre no campeonato nacional pode significar o fim do sonho olímpico. Podemos dizer que as Olimpíadas começam com essas competições.

Vamos ver o calendário dos campeonatos mais importantes:

Campeonato russo - 22 a 25 de dezembro

Campeonato japonês - 22 a 25 de dezembro

Campeonato sul coreano - 6 a 8 de janeiro

Campeonato canadense - 16 a 22 de janeiro

Campeonato americano - 19 a 22 de janeiro


Fiquem ligados, porque logo traremos mais informações sobre os campeonatos japonês e russo.


Até mais!

Grand Prix 2016 - Rostelecom cup

quinta-feira, 3 de novembro de 2016
O terceiro evento do Grand Prix 2016 será disputado em Moscou, Rússia, dos dias 4 a 6 de novembro de 2016.

Fonte
As transmissões online ao vivo poderão ser vistas na página do Facebook. Geralmente só dá para saber quais vão estar funcionando na hora do evento.

Informações gerais podem ser vistas na página do evento.

No masculino teremos como destaque Shouma Uno, que já venceu o Skate America, e Javier Fernandez, atual campeão mundial. No feminino temos uma boa chance de ter um pódio russo. Yulia Lipnitskaya, Elena Radionova e Anna Pogorilaya são grandes nomes. Já os EUA e o Japão não enviaram seus maiores nomes para este evento. Mas vamos ver se há alguma surpresa.

Horários e ordem de apresentação


4/11

9:45 - Dança curto



11:25 - masculino curto


14:00 - pares curto





15:40 - Feminino curto


5/11

9:00 - dança longo



10:50 - masculino longo



13:05 - pares longo



14:50 - feminino longo



Resultados 

 

Dança

Masculino

Pares

Feminino

 

Vídeos (melhores após programa curto)

 

 Dança

Tiffany ZAHORSKI / Jonathan GUERREIRO
Curto

Longo

Charlene GUIGNARD / Marco FABBRI
Curto

Longo

Ekaterina BOBROVA / Dmitri SOLOVIEV
Curto

Longo

Madison CHOCK / Evan BATES
Curto

Longo

  Masculino

Elladj BALDE
Curto

Longo

Alexei BYCHENKO
Curto

Longo

Chafik BESSEGHIER
Curto

Longo

Mikhail KOLYADA
Curto

Longo

Shoma UNO
Curto

Longo

Javier FERNANDEZ
Curto

Longo


Pares


Valentina MARCHEI / Ondrej HOTAREK
Curto

Longo

Kristina ASTAKHOVA / Alexei ROGONOV
Curto

Longo

Aliona SAVCHENKO / Bruno MASSOT
Curto

Longo

Natalia ZABIIAKO / Alexander ENBERT
Curto

Longo


Feminino

Elizabet TURSYNBAEVA
Curto

Longo

Zijun LI
Curto



Longo

Courtney HICKS
Curto

Longo

Julia LIPNITSKAIA
Curto

Longo

Elena RADIONOVA
Curto


Longo

Anna POGORILAYA
Curto

Longo



O fato mais triste da competição ocorreu durante o programa longo de Yulia Lipnitskaya. Após um bom início, Yulia abortou um salto e logo depois parou a sua apresentação. Após alguns minutos de conversas com seu técnico e os juízes, ela continuou a apresentação, visivelmente com algum problema físico.

Durante o aquecimento ela já tinha apresentado um comportamento estranho. Em certo momento, o técnico dela massageia a mesma perna que parece machucada durante o programa longo (vídeo aqui). Em entrevista após o evento, o técnico de Yulia,  Alexei Urmanov, disse que a atleta teria ficado com a perna esquerda dormente. Infelizmente, não temos informações mais detalhadas sobre a saúde dela. Sabemos apenas que Yulia já tinha desistido do evento Skate América por problemas físicos.

Até mais!





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