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Tipos de botas: vantagens e desvantagens

domingo, 12 de maio de 2019
Olá, tudo bem?


Fonte


As botas de patinação são um componente muito importante. A escolha de botas inadequadas pode causar uma série de problemas, desde a piora de performance até lesões graves. É necessário pensar em algumas variáveis: a finalidade do patinador, a idade do patinador, a categoria em que o patinador treina, a disponibilidade financeira e as preferências pessoais.

Há uma série de botas no mercado para as mais diferentes situações. Desde as categorias mais simples, indicada para amadores que não queiram usar botas alugadas até as botas mais eficientes, usadas pelos melhores atletas, o que não falta são opções.

A finalidade (e nível) do patinador é um fator principal para escolha da bota. Os modelos mais simples não são possuem resistência o suficiente para suportar os saltos que forçam muito as botas. Além disso, esses modelos podem não tem a rigidez adequada para dar o suporte adequado aos movimentos. Algumas vezes, os modelos não se adaptam bem nos pés e nos tornozelos. Então, caso o patinador queira ser profissional e esteja no nível de treinar duplos ou triplos, é necessário pegar botas de melhor resistência e mais eficientes. Mas em caso de amadores que nem queiram aprender saltos, uma bota mais barata e menos resistente pode ser uma alternativa melhor.

A idade do patinador é outro ponto fundamental. Crianças perdem as botas muito rápido, o que gera um grande custo em equipamentos novos. Soma-se a isso o fato de patinadores muito novos não terem ainda aprendido os saltos mais complexos. Então, vale a pena investir numa bota que atenda o nível exato do patinador, com alguma margem para aprender coisas novas. Dependendo da idade, muitos pais acabam optando por botas usadas. Já os patinadores adultos tiram maior proveito de uma bota que cubra uma capacidade acima da deles, já que vão passar anos usando o mesmo equipamento. A exceção são os atletas profissionais, que mesmo depois de adultos perdem as botas rápido. Não porque crescem, mas porque nem os melhores equipamentos suportam as horas diárias de treinamento intenso por mais do que alguns meses. Mas para eles, é obrigatório usar sempre os modelos de ponta, pois dão saltos triplos e quádruplos.

A categoria é outro ponto importante. Há botas específicas para dança no gelo, que buscam entregar uma flexibilidade superior, quando comparadas às outras categorias. Há também botas mais baratas voltadas para amadores, que querem patinar por diversão e não vão precisar aprender nada mais complexo.

Finalmente, as preferências pessoais e disponibilidade financeira são elementos muito importantes. Por exemplo, há marcas que são famosas por demorarem mais tempo para  "amansar" a bota nova, enquanto outras tendem a tornar essa tarefa mais fácil, embora sejam mais caras. Aqui depende muito do gosto de cada um. O que pode ser ótimo para uma pessoa, pode não fazer uma diferença tão grande para outra. Outros podem também dar muito valor ao status de uma marca específica, ou mesmo ao design e beleza da bota.

Infelizmente, aqui no Brasil é difícil termos possibilidade de experimentar diferentes modelos antes de fazer a compra, já que geralmente temos que recorrer a lojas online. Caso haja a chance, é sempre bom experimentar vários modelos de bota antes de comprar. Claro que só dá para conhecer bem uma bota depois de passar algum tempo com ela, mas essa primeira impressão pode fazer alguma diferença.

E vocês, já compraram alguma bota? Gostariam de comprar alguma em especial?

Até mais!



História dos patins

quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Olá, tudo bem?

Hoje vamos ver um pouco mais sobre a história dos patins. Como surgiu esse equipamento que não  serve apenas para a prática de esportes, mas também para locomoção em ambientes gelados?

Antigo patins de osso



Os sinais mais antigos de um patins datam de 3000 A.C., com a descoberta de um antigo patins feito de ossos de animais em um lago no norte da Europa. O objetivo desses primeiros equipamentos era facilitar a locomoção nos ambientes gelados, melhorando a fuga e a caça. Esses primeiros patins não tinham um fio, como conhecemos hoje, e a locomoção era auxiliada por um bastão, que dava o impulso inicial. Com o tempo, a madeira também passou a ser utilizada para deslizar no gelo.

Antigos patins de madeira



Em 1250, os holandeses substituíram o osso ou a madeira pelo ferro, permitindo que o impulso inicial pudesse ser dado pelos próprios patins em vez do bastão. Era um patins bem mais parecido com o que temos hoje.

Até o século XVII, os patins ainda eram usados principalmente para o transporte. Curiosamente, chegaram inclusive a fazer parte de uma guerra. Durante a batalha de Ijsselmeer, os holandeses se utilizaram da mobilidade dos patins para surpreender os espanhóis.

Mas tudo começou a mudar com a viagem do rei inglês Carlos II, que se interessou pelos patins e os levou para a Inglaterra. Lá ganhou força o uso dos patins para diversão. Os patinadores gostavam especialmente de desenhar figuras no gelo para se entreter. Em 1742, surgiu o primeiro clube de patinação, em Edimburgo, Escócia. Em 1830, um clube específico de patinação artística abriu em Londres.

Em 1772, Robert Jones escreveu o livro A Treatise on Skating, o mais antigo livro conhecido sobre patinação. Lá se faz uma distinção entre patinação artística e patinação de velocidade.


Em 1848, E. V. Bushnell desenvolveu patins com a lâmina presa diretamente na bota, em vez da plataforma entre os dois. Isso permitia que o patinador mudasse de direção sem perder as lâminas.

Lâminas de ferro com plataforma de madeira

O próximo passo da evolução veio do desenvolvimento das lâminas de aço. O americano Jackson Haines as desenvolveu em 1865. Mais tarde, ele desenvolveu o toe pick. A partir daí já era possível realizar os saltos, spins e outros elementos que vemos hoje.

Jackson Haines



Até aqui a patinação dependia do congelamento natural. O fato de termos uma pequena era do gelo durante o século XIX ajudou. O primeiro rink artificial, chamado Glaciarium foi construído na Inglaterra, em 1876. Apesar de bonito, ele tinha um grande defeito: o cheiro ruim, graças à mistura de substâncias usadas para fabricar o gelo, como gordura de porco e sal.

Gravura mostrando o Glaciarium



Por fim, temos a inovação trazida por John E. Strauss, um imigrante alemão que se fixou nos EUA. Em 1914, Strauss criou um patins mais leve e mais forte, graças às suas habilidades e técnicas em trabalhar o aço adquiridas durante o trabalho em um arsenal na cidade italiana de Nápoles.

Patins de velocidade de Strauss


Os patins continuaram se desenvolvendo e hoje temos uma grande variedade de botas e lâminas, cada vez mais leves, confortáveis e resistentes. 


Até mais!





Fontes:

http://www.mnopedia.org/multimedia/john-e-strauss-sr-inside-strauss-skate-shop

https://ice.riedellskates.com/2012/evolution-of-ice-skating

https://www.telegraph.co.uk/news/uknews/1573590/Scandinavians-invented-ice-skating-in-3000-BC.html

https://www.sciencefriday.com/articles/history-ice-skates/

https://www.thoughtco.com/history-of-ice-skates-1991654

https://www.washingtonpost.com/news/capital-weather-gang/wp/2016/01/13/cold-winters-fueled-the-ice-skating-boom-of-the-19th-and-early-20th-centuries-photos-and-prints/?noredirect=on&utm_term=.3363f2958ef1

https://www.smithsonianmag.com/smart-news/first-artificial-skating-rinks-looked-pretty-smelled-terrible-180963486/


Dá para usar patins alugados nas aulas de patinação?

quinta-feira, 28 de junho de 2018
Olá!

Hoje vamos falar sobre o uso dos patins alugados nas aulas de patinação artística no gelo. Quando você só patina por diversão patins alugados são uma boa opção. Quando você está querendo praticar patinação artística, você pode começar usando patins alugados também (até você ter certeza que quer prosseguir com as aulas ou poder comprar). Isso é bom especialmente para crianças, que podem não gostar tanto assim e desistir. Geralmente os treinadores aceitam que alunos iniciantes usem patins alugados. Assim que você tiver certeza que quer continuar a praticar o esporte, recomendamos comprar seus próprios patins assim que possível.


 Fonte



Desvantagens de usar patins alugados


Já demos dicas para quem patina por lazer e usa patins alugados aqui. Vale a pena dar uma lida para aproveitar o melhor possível. Agora vamos falar algumas desvantagens:

Como são usados por muitas pessoas, o estado deles nem sempre é bom. As botas podem estar quebradas, pois não recebem muita manutenção. Muitas vezes as botas não são higienizadas adequadamente e ficam com um cheiro bem ruim. Além disso, podem ser desconfortáveis por não caberem perfeitamente nos seus pés. Isso pode atrapalhar bastante sua experiência.

As lâminas podem passar por dois tipos de problemas: afiação em excesso ou pouca afiação. Quando são afiadas demais, o toe pick pode sumir, e isso atrapalha bastante. Por outro lado, lâminas que nunca são afiadas perdem os fios e fica impossível fazer os movimentos que serão propostos nas aulas sem eles. Além disso, as lâminas usadas nos patins alugados geralmente são de baixa qualidade e voltadas mais para quem patina por diversão. Elas não são capazes de suportar muitos movimentos importantes, como saltos, por exemplos. Mas como dissemos anteriormente, podem ser usadas por iniciantes, sim.


Dica para fazer aulas com patins alugados


Caso você tenha começado a fazer aulas e esteja usando patins alugados, tente encontrar um patins que fique o mais confortável possível nos seus pés e tente checar com seu professor ou gerente da pista se ele pode marcar e reservar para você usar o mesmo par em todas as aulas.


Está fazendo aulas e quer comprar seus patins sem gastar muito? 


Patinar com seus próprios patins vai te proporcionar uma experiência muito melhor! Mas sabemos que é um investimento alto e que tem botas e lâminas específicas para cada nível. Muitos professores recomendam que você já faça um investimento um pouco maior e já compre patins que poderão ser usados durante vários estágios do seu aprendizado. Vejam algumas dicas de como economizar e fazer uma boa escolha:

Algumas marcas como a Riedell e a Jackson oferecem patins a preços bem razoáveis e de boa qualidade para iniciantes. Não compre os patins mais baratos que você encontrar. Cheque se eles são adequados para o seu nível. Evite comprar em lojas de departamentos ou lojas de esportes normais. Procure lojas especializadas em patinação no gelo.

Considere comprar patins usados. Você pode conseguir patins de alta qualidade por um bom preço. Cheque se as botas e lâminas estão em bom estado. As lâminas, por exemplo, ainda têm que ter muito espaço disponível para futuras afiações. As botas não devem estar quebradas e devem caber perfeitamente em você.

Botas macias são bem mais baratas e ótimas para quem está patinando por diversão. Caso você já tenha, pode usar nas aulas iniciantes e providenciar novos patins quando subir de nível. Uma vantagem das botas macias é que elas são bem confortáveis e não precisam de tempo para amaciar.

Comprar kits prontos de botas + lâminas também são uma opção vantajosa. Geralmente esses kits são mais baratos do que comprar as botas e patins separadamente. Geralmente patinadores profissionais compram os dois itens separadamente, mas para iniciantes não faz muita diferença, desde que as botas e lâminas sejam voltadas para o seu estágio de aprendizagem. As lâminas afetam a qualidade dos spins e dos saltos. Vale a pena checar direitinho se está comprando lâminas adequadas ao seu nível (mesmo que seja num kit pronto).

Converse com seu professor para encontrar um bom modelo que se adeque ao que você vai aprender. Já fizemos um post sobre os principais fabricantes de botas e outro sobre os principais fabricantes de lâminas.




Alguém aqui faz aulas de patinação? Sentiram alguma diferença usando patins alugados e os próprios patins? Compartilhe conosco sua experiência nos comentários.

Até a próxima!

Principais fabricantes de patins | lâminas

sexta-feira, 13 de abril de 2018
Olá!

Finalmente fizemos a segunda parte do post sobre fabricantes de patins. Primeiro falamos sobre os fabricantes de botas. Hoje vamos listar as empresas que produzem lâminas. As lâminas são muito importantes na patinação, e tem modelos diferentes para cada nível e objetivo.



Jackson Ultima
[Site]

Já falamos bastante sobre essa empresa no post sobre os fabricantes de botas. A Jackson Ultima foi fundada em 1966 e produz tanto botas quanto lâminas. É uma empresa que se preocupa muito com a tecnologia e a qualidade dos produtos. As lâminas da Jackson Ultima são usadas por patinadores de alto nível. Alguns patinadores que usam Jackson Ultima: Anna Pogorilaya, Maria Sotskova, Gillaume Cizeron e Jason Brown.


http://www.jacksonultima.com/en/Index.aspx?product=suT7oFRhpKwmqqUDp/ISgw1A2B3C4D5E1A2B3C4D5E




MK
[Site]

A Mitchel & King (MK) Skates foi fundada em 1946 na Inglaterra. Durante 60 anos todos os campeões do Europeu, do Mundial e das Olimpíadas na Dança no Gelo usavam as lâminas da MK. O objetivo da MK é fazer lâminas milimetricamente perfeitas. Sua lâminas são robustas e flexíveis, feitas com um aço temperado superior. Essa empresa combina alta tecnologia com artesãos habilidosos para produzir as lâminas. Alguns patinadores que usam lâminas da MK são: Gabriella Papadakis, Tessa Virtue, Scott Moir, Maia Shibutani, Alex Shibutani, Misha Ge, Patrick Chen e Boyang Jin. Aqui tem uma lista de patinadores famosos que foram medalhistas usando as lâminas da MK.


https://www.mkblades.com/products
Fonte




John Wilson
[Site]

John Wilson foi um fabricante de ferramentas no século XVII e fez patins para a corte real britânica. A própria rainha Vitória encomendou patins para ela e seu marido com John. A empresa vem produzindo lâminas com aço da mais alta qualidade a mais de 300 anos. As lâminas dessa marca tem sido usadas por campeões olímpicos, nacionais e mundiais há décadas. Yuzuru Hanyu, Shoma Uno, Nathan Chen, Evgenia Medvedeva, Carolina Kostner, Mirai Nagasu são alguns dos patinadores que usam lâminas John Wilson (vejam mais aqui).


https://www.johnwilsonskates.com/products
Fonte




Riedell / Eclipse blades
[Site]
A Riedell é fabricante de botas, por isso falamos sobre ela anteriormente. Essa empresa foi criada há mais de 70 anos por Paul Riedell e sua esposa Sophia com o objetivo de oferecer os patins de melhor qualidade disponíveis no mercado. O objetivo do fundador era disponibilizar patins que pudessem ser usados por pessoas de todas as idades e habilidades a um preço acessível. Essa marca é bem popular entre iniciantes e nas competições de níveis mais baixos. Costuma ser a primeira marca de muitos patinadores. Eles também oferecem patins para os níveis mais avançados. Eles fabricam as lâminas Eclipse. Patinadores que usam Riedell/Eclipse: Elena Radionova, Pipper Guilles, Paul Poirier, Brandon Frazier e Haven Denney.

https://www.shop-ice.riedellskates.com/Catalog/Eclipse-Blades/Advanced-Series/Pinnacle-Titanium-Blade
Fonte




Paramount
[Site]

A Paramount é uma fabricante americana. A missão da marca é produzir as lâminas mais leves, fortes e precisas do mercado usando uma engenharia inovadora. Eles oferecem 3 padrões de lâminas que se aproximam bastante dos modelos da MK e da Wilson. Suas lâminas suportam saltos quádruplos e são 50% mais leves e fortes. A Paramount é a única fabricante que oferece a possibilidade de customizar as lâminas com uma infinidade de cores. Javier Fernandez e Nicole Rajicova são patinadores que usam lâminas da Paramount.


https://www.paramountskates.com/blade-colors
Fonte




Essas são as marcas mais conhecidas e usadas por patinadores bem famosos. 

Até o próximo post!


Principais fabricantes de patins | botas

terça-feira, 29 de agosto de 2017
Boa noite!

Se você está pensando em comprar patins de gelo, pode estar se perguntando qual marca comprar. Tem uma infinidade de fabricantes de botas e nem sempre será possível experimentar antes de comprar. 

Algumas marcas são muito famosas, pois são usadas por patinadores top, como Edea e Risport. Elas são realmente muito boas e investem pesado em tecnologia. Já leram este post com review enviado por uma leitora? Ela conta o critério que utilizou para escolher a marca de seu patins e todo o processo de compra. Neste post não vamos falar sobre a melhor marca, apenas vamos apresentar algumas delas para vocês e mostrar as escolhas de alguns patinadores.

Ao comprar uma bota, você deve levar em consideração os seguintes fatores: seu peso, o tamanho dos seus pés (comprimento e largura), a frequência que você patina, seu nível e o nível que você quer alcançar usando essas botas. Se você patina apenas como recreação (e quer parar de usar patins alugados), pode comprar uma bota bem básica. Se você faz aulas já é melhor investir num modelo mais avançado, que suporte as manobras que você vai aprender. Depois vamos fazer um post falando sobre os tipos de botas e para que servem.


http://ice.edeaskates.com/en/


EDEA
[Site]

A Edea é uma marca italiana que está sempre inovando. Tudo começou quando o avô começou a fazer patins para os habitantes locais em sua oficina. A segunda geração da família continuou fabricando patins e abriram a empresa. Agora a terceira geração continua a tradição e ambicionam criar o patins perfeito. Ao desenvolver as botas, eles focam nas necessidades dos patinadores. 

Alguns patinadores que usam Edea: Yuzuru Hanyu, Evgenia Medvedeva, Gabriella Papadakis, Boyang Jin, Kaetlyn Osmond, Gabrielle Daleman, Patrick Chan, Gracie Gold, Mai Mihara, Meagan Duhamel, Eric Radford, Satoko Miyahara, Alina Zagitova, Jun Hwan Cha, Julia Lipnitskaya, Madison Hubbell, Zachary Donohue, Polina Tsurskaya, Rika Hongo, Max Aaron, Han Yan, Maé Bérénice Méité, Isadora Williams e Deniss Vasiljevs.


RISPORT
[Site]

A Risport também é uma marca italiana bem tradicional. Sua fábrica está localizada em Montebelluna, província conhecida como o lar dos mais finos sapateiros e artesãos desde 1808. A cidade é conhecida como o centro mundial dos sapatos esportivos, sendo os patins (de gelo e roller) as especialidades do local. Suas botas são de alta tecnologia.

Alguns patinadores que usam Risport: Mao Asada, Shoma Uno, Ekaterina Bobrova, Marin Honda, Wakaba Higuchi, Yuna Kim, Elizabeta Tuktamisheva, Kevin Reynolds, Adelina Sotnikova, Wenjing Sui e Kong Han.


JACKSON ULTIMA
[Site]

Empresa fundada pelo patinador Don Jackson em 1966. A empresa ficou na família por muitos anos e depois foi administrada por outras pessoas, mas sempre mantendo a mesma missão de ser "A companhia de patinação no gelo", sempre se preocupando com a tecnologia e qualidade dos produtos. 

Alguns patinadores que usam Jackson Ultima: Anna Pogorilaya, Maria Sotskova, Gillaume Cizeron, Alexei Bychenko, Nam Nguyen, Alaine Chartrand, Nathan Chen, Karen Chen, Mariah Bell, Adam Rippon, Jason Brown, Jeremy Abbott e Michal Brezina.


RIEDELL
[Site]

Empresa criada há mais de 70 anos por Paul Riedell e sua esposa Sophia com o objetivo de oferecer os patins de melhor qualidade disponíveis no mercado. Paul está no hall da fama tanto na patinação no gelo quanto no roller. Ele queria disponibilizar patins que pudessem ser usados por pessoas de todas as idades e habilidades, e que fossem confortáveis, de boa qualidade e tivessem um preço acessível. Essa marca é bem popular entre iniciantes e nas competições de níveis mais baixos. Costuma ser a primeira marca de muitos patinadores. Eles também oferecem patins para os níveis mais avançados.

Alguns patinadores que usam Riedell: Elena Radionova, So Youn Park, Vincent Zhou, Pipper Guilles, Paul Poirier, Brandon Frazier e Haven Denney


GAM
[Site]

Em 1989 a fabricante de patins Daoust resolveu parar de fazer patins de patinação artística e se concentrar apenas na fabricação de patins de hóquei. Dois funcionários da Daoust, François Legris e Pierre Fournier decidiram criar sua própria empresa, para suprir a demanda por patins de patinação artística no gelo. Eles utilizaram a tecnologia empregada na fabricação de patins de hóquei para fazer melhorias nunca vistas antes nos patins de figure skating.


GRAF
[Site]

A Graf é uma companhia suíça fundada em 1921. Quando a empresa começou, produzia sapatos para diversos esportes, como futebol, bicicleta, escalada, tênis etc. Em 1937 produziram seu primeiro patins de gelo e a partir de 1974 se tornaram especialistas na fabricação de patins para hóquei e patinação artística no gelo. O objetivo da empresa é produzir patins que se encaixem perfeitamente nos pés.


SP-TERI
[Site]

Marca criada em 1963 por Joseph Spiteri. A SP-Teri é conhecida por produzir patins que se encaixam perfeitamente aos pés. Seus patins são muito utilizados nos níveis intermediários e é uma das marcas mais escolhidas quando um patinador quer comprar seu primeiro patins de alta qualidade.

Uma patinadora que usa as botas da SP-Teri é a Mirai Nagasu.


HARLICK
[Site]

Empresa com mais de 70 anos de tradição na fabricação de botas. Seus produtos são de alta qualidade e eles oferecem uma larga possibilidade de customização. A Harlick não produz botas para iniciantes. São mais usadas por patinadores de níveis avançados. 

Patinadores que usaram / usam as botas da marca: Denise Biellmann, Kristi Yamaguchi, Brian Boitano e Tara Lipinski. o Disney on Ice também já utilizou as botas da Harlick. 



Existem muitos outros fabricantes disponíveis. Não se prendam a marcas. O importante é que suas botas atendam bem as suas necessidades.

Não deixe de checar este post para saber como cuidar das suas botas para que elas durem bastante!

Até o próximo post!

5 Dicas para usar patins alugados

domingo, 2 de julho de 2017
Olá!

Resolvemos falar um pouco sobre estes patins, que são os mais acessíveis para quem está começando ou patina apenas por diversão. Ainda mais no Brasil, onde não temos muito acesso a esse tipo de equipamento. 

https://static1.squarespace.com/static/55dcb353e4b013c87219bdfc/t/55ef4455e4b0848db7baa2a0/1441738424080/


Uma desvantagem de usar patins alugados é que muitos rinks não fazem as manutenções e substituições adequadamente, pois tudo isso tem um custo. Além disso, inevitavelmente os patins ficam com um cheiro ruim por causa do suor e da umidade. Infelizmente alguns rinks não higienizam os patins com a frequência necessária (especialmente os temporários, que tem uma rotatividade muito grande). Aqui estão algumas dicas para ter uma boa experiência mesmo usando patins alugados:

Amarre os patins corretamente.

Não use mais de um par de meias ao mesmo tempo.

Se os patins não forem do tamanho dos seus pés ou forem muito desconfortáveis, peça para trocar.

Cheque se as lâminas estão afiadas. Você deve sentir os dois fios da lâmina, o externo e o interno.

Verifique também se as lâminas não estão enferrujadas.


Infelizmente muitas vezes os patins alugados não são muito bons, e isso acaba atrapalhando a experiência da patinação, especialmente para quem está patinando pela primeira vez. Já vi muitas gente desistir depois da primeira vez achando que não conseguiria aprender nunca, justamente porque os patins estavam largos/apertados demais ou não estavam afiados. Muitas vezes a pessoa vai mal e pensa que foi por sua culpa, que não consegue se equilibrar, quando na verdade os patins não estavam bons o suficiente.

Para saber mais sobre os tipos de patins clique aqui.
Se está pensando em comprar seus patins leia este post e este também.


Até o próximo post!



[Review da leitora] Eu comprei patins de gelo!

sábado, 8 de abril de 2017

Boa noite!
 
No post de hoje vamos postar um review bem útil escrito pela Fernanda! Ela comprou patins de gelo recentemente na loja Fulop e vai contar todos os detalhes para vocês. Ela também conta um pouco da paixão dela pela patinação artística no gelo. Tenho certeza que vai ter mais gente se identificando com o relato dela! Boa leitura! :)



Olá, pessoal!

    Me chamo Fernanda Fabricia, comprei patins de gelo e vou contar pra vocês como foi.
    Primeiro, vou contar um pouquinho sobre meu interesse na patinação artística de gelo. Desde criança, a patinação sobre o gelo me fascina, apesar de naquela época ter tido pouca oportunidade de assistir ao esporte e nenhuma de praticá-lo. Esporte pouco divulgado, assisti a uma ou outra coisa na TV aberta ou a cabo, mas foi o suficiente para me encantar. Felizmente, hoje temos a internet para nos salvar!

    E foi por esse encanto imediato que, aos onze anos, pedi para minha mãe de Natal um par de patins quad. Gostava bastante daqueles patins. Brinquei as férias todas, até o início do outono. Deixei de lado por um tempo mas, quando fui procurá-los, não encontrei: deixei-o na frente de casa e, como o muro era baixo, com certeza alguém entrou e o levou! Uma das lembranças que eu tenho daquele tempo é de eu ter feridas no lugar dos joelhos. A coisa era feia, pois eu era meio radical e queria saltar como as patinadoras e, ademais, as calçadas eram muito ruins: não tropeçar era uma arte que eu não dominava, principalmente em alta velocidade! Por anos eu deixei esse assunto de lado.

    Há uns anos, encontrei no Youtube a apresentação dos chineses Shen e Zhao com a música de “Turandot” e me apaixonei! “Viciei” no vídeo, assisti várias e várias vezes! Mas também foi o único, acabei não vendo outras coisas, nem deles e nem de ninguém mais. Mas, desde o início de 2016, eu retomei meu interesse pela patinação, e comecei a assistir apresentações femininas, e foi aí que descobri as grandes patinadoras, como a Yuna Kim. Comecei a assistir as apresentações e acompanhar as competições. Também comecei a estudar o funcionamento da patinação no que se refere à parte técnica como, por exemplo, os elementos das apresentações, os movimentos e a pontuação. Tarefa ingrata essa, afinal as informações em português são escassas em quantidade e qualidade. Há poucos meses conheci o Figure Skating Brasil Blogspot e fiquei realmente feliz, pois é um dos poucos do país com informações mais precisas e detalhadas sobre o esporte. Gosto muito da forma como as coisas são explicadas aqui, sempre com textos muito claros. Além disso, a Jennifer e o Marcos sempre postam notícias frescas sobre o mundo da patinação, nos deixando atualizados.
    Em julho do ano passado, estava já disposta a comprar patins quad pra poder satisfazer minha vontade de patinar. Claro que eu não estava muito feliz com a ideia, pois o que eu queria mesmo era patinar no gelo. Mas, cadê o gelo? Há alguns anos, num shopping da cidade, teve uma pista de gelo, mas durou pouco e eu nem cheguei a ir. Por que durou pouco? Porque, infelizmente, era muito caro pelo tempo que se ficava na pista, porque patinar não é tão simples mesmo, mas, principalmente, porque a patinação não é popular. E não é popular, a meu ver, não porque vivemos num país quente, como a maioria das pessoas pensa, mas por falta de interesse do poder público no esporte. Sim, o frio é um fator importante na questão da popularidade, isso é inegável, mas já há um tempo que se possui tecnologia para manter pistas de gelo em locais quentes. Exemplo disso são os rinks que existem em estados quentes dos Estados Unidos, como na Califórnia. O fato é que, excluindo-se o futebol, esporte nunca foi prioridade em nosso país. Triste!

    Moro em Foz do Iguaçu, no Paraná, cidade que faz fronteira com o Paraguai e Argentina, ao mesmo tempo: nossa região é conhecida por Tríplice Fronteira. Além disso, Foz do Iguaçu é uma cidade turística, onde se localizam as Cataratas do Iguaçu, a Usina Hidrelétrica de Itaipu (a maior usina hidrelétrica do mundo) e outras atrações. Hoje, minha cidade também vem se destacando, como polo universitário, pois abriga várias instituições de ensino superior, entre elas a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e a Universidade Federal da Integração Latino-America (Unila), sendo que a última recebe estudantes oriundos de toda América Latina e Caribe. Foz também se destaca como local de diversidade linguística e cultural, tanto pela proximidade com Argentina e Paraguai, quanto por abrigar mais de 80 etnias, destacando-se os paraguaios, os povos árabes, os coreanos e os chineses.

    Sobre patinar no gelo, isso me parecia uma possibilidade meio vaga, pois só poderia patinar se viajasse pra onde tivesse um rink. E, além disso, seria uma vez ou outra, e não com a frequência que eu gostaria. E confesso que isso me deixava um pouco triste...
    Até que, certo dia, conversando com meu colega, falei da minha frustração sobre ter que usar patins de rodas ao invés dos de gelo, aí ele me sai com essa: “Vai abrir uma pista de patinação no gelo ali num shopping do Paraguai!”. Gente, vocês não podem imaginar a minha alegria! Acho que a cara que eu fiquei foi essa, ó:



Ciudad Del Leste, no Paraguai, é colada com Foz do Iguaçu: é só atravessar a Ponte da Amizade pra chegar lá. A pista de patinação fica no Shopping Paris, no Snow Park, que é um parque de neve, com pista, tobogã, neve, etc. Lá eles emprestam os patins (que são patins de recreação), mais o capacete e agasalho (blusa, luva, touca, etc.). Falarei mais dele depois.

    Quando inaugurou o parque, fui e fui sozinha mesmo: a impopularidade da patinação é tão grande que nenhum amigo meu ou alguém da minha família quis ir comigo (#chateada)!
    No primeiro dia, caí entre 19 e 22 tombos (a dor foi tanta que me atrapalhou a contagem). Eu poderia justificar, dizendo que tinha muita gente e eu estava afobada, queria andar rápido, etc. e etc., mas a verdade é que eu era ruim mesmo! Lá tem andadores para o pessoal ir se segurando, mas só usei na primeira volta, depois fui sem, porque sou metida! Confesso que ter andado quando criança ajudou bastante, pois é como andar de bicicleta, a gente não esquece. E comecei ir sempre que podia. O pessoal de lá me achava meio estranha, pois eu era (e ainda sou!) a cliente mais assídua e, além disso, sempre ia sozinha! Como eu fiz para não ficar sozinha? Fiz amigos lá, oras!
    Patins de recreação, vocês sabem, é um problema: são desengonçados, não se adaptam bem aos pés (são muito largos e com numeração ampla, sendo que um número serve para muitos tamanhos e tipos de pés), não dão flexibilidade lateral e nem no tornozelo, as lâminas são ruins e cegas, e tem o problema que todo mundo usa.

    Assisti a uns tutoriais da internet sobre manobras básicas, como os swizzles, pumps, crossover, e fiz o que pude para aprender com aqueles patins, mas era desanimador, porque não dava pra fazer direito. Claro, para desenvolver habilidade precisa ir com bastante frequência, o que nem sempre era possível (minha frequência era a cada 15 dias, sempre no final de semana). Com o tempo, comecei a me convencer de que sem um par de patins adequado, eu não conseguiria me divertir do jeito que eu queria. Na verdade, meus sonhos são bem modestos: fazer uns spins, o crossover, three turns, essas coisas. Dei uma olhada nos preços dos patins e fiquei meio desanimada, afinal, não são baratos mesmo. Mas a questão é que quanto mais eu usava os patins alugados, mais eu me convencia de que eu não evoluiria com eles. Até parei de ir por umas semanas, pois não queria ir para não aprender nada.

    Eu estava achando caro e resistindo à compra, até que fiz umas contas e percebi que seria um ótimo investimento do ponto de vista da saúde mental e física: a patinação exercita bastante o corpo, relaxa a mente, a autoestima e confiança aumentam quando aprendemos a fazer algo, fiz novos amigos… enfim! (Na verdade, não sei se são argumentos tão bons assim, mas eu não ia discutir comigo mesma!).


Como foi comprar na loja Folup

    Logo comecei a pesquisar onde comprar aqui no Brasil. Isso foi meio chatinho de fazer, pois tem pouquíssimas lojas que vendem aqui no Brasil. Além disso, precisei buscar informações sobre patins, como a qualidade da bota e da lâmina. Acessei alguns sites em português e inglês, e encontrei muita coisa útil nas postagens aqui do blog e que me ajudaram muitíssimo: Tipos de Patins, Como cuidar de seus patins: botas, Como comprar seus patins e Como cuidar de seus patins: lâminas. Com informações a tiracolo, fui atrás dos patins.

    Em dezembro passado, já havia mandado um e-mail para a Patins Fulop, pedindo um orçamento e, assim, retomei a conversa. Entrei em contato também com Likyane Academy, mas não tive retorno. Conversei por telefone com o Ricardo (o dono) e gostei de negociar com ele, pois ele foi bem prático.
    A bota e a lâmina, pela Fulop, são vendidas separadamente: escolhem-se os modelos pelo catálogo e a loja monta e envia. Quem mora em São Paulo pode retirar pessoalmente.

    O tamanho do pé é acertado com base na numeração do calçado social (calço 36 e os patins são 36/37). Não foi preciso mandar a medida do meu pé. Mas a largura também é algo importante nessa conta: segundo o Ricardo, se meu pé fosse largo, seria necessária uma numeração maior. Escolhi uma bota Risport , modelo Antares. Essa é uma marca italiana, que patrocina, entre outros patinadores, a Mao Asada (confesso que isso tem um efeito psicológico muito bom! Pensar que uso a mesma marca que a Mao me faz pensar que somos do “mesmo clube”: “Com licença, eu uso a mesma marca que a Mao Asada. Por favor, não atrapalhem meu treino!”). Ele vende também botas da Edea e da Ragstar, mas achei mais bonita a da Risport, mesmo. A escolha da lâmina foi feita com base no preço e na minha necessidade de uso, que é a recreação. Ou seja, para fazer movimentos mais complexos e precisos, é necessário outro tipo de lâmina. Comprei a John Wilson, modelo Arrow 9,75. Sobre botas e lâminas, existem muitos detalhes técnicos que influenciam bastante na qualidade da patinação. Não domino bem esse assunto, até hoje só usei os meus patins, a minha patinação é bem básica e comecei a patinar recreativamente há pouco, então não tenho nem ideia de como esses detalhes influenciam na prática.

    A compra não é feita diretamente pelo site, mas, sim, via e-mail e confesso que isso me deixou um pouco insegura, já que a compra seria por cartão de crédito. Assim, saí pedindo ajuda para quem patinava e incomodei alguns patinadores: pedi ajuda para o Felipe Kubo (falei com a mãe dele, a Tatiana, que foi muito atenciosa!), Marcele Cataldo, Simone Pastusiak e até pedi ajuda para o pessoal da CBDG. Tive ótimas referências do Ricardo Fulop, da seriedade de seu trabalho e então decidi realizar a compra.

    Mas, veja, toda a compra foi feita com base em muita insegurança, pois nunca tinha visto um par de patins de gelo ao vivo na vida e, como disse acima, não domino o assunto. Uma das coisas que achei legal em negociar com o Ricardo foi, além da praticidade, o fato de que ele me ajudou a economizar na compra. Por exemplo, ele me falou que não era preciso gastar dinheiro com uma bolsa especial para os patins e também que não eram necessários cadarços extras. Muito bom, já que muitos vendedores possuem o feio costume de ficar empurrando coisas desnecessárias. De fato, em vez de comprar uma bolsa de R$ 130,00, gastei R$ 50 numa malinha bem firme, que vai me servir para outras coisas. 
No final das contas, meu orçamento ficou assim:

Botas Risport Antares 255(36/37)....R$  740,00
Lâminas JW Arrow 9,75....................R$  460,00
Afiação.............................................R$     40,00
Protetor lâmina Risport  PRETO........R$     90,00
Sedex com seguro IGU......................R$  110,00
Total:............................................... R$1.440,00

    Não comprei os soakers, porque não vi a tempo matéria aqui do blog que fala sobre os cuidados com as lâminas, só vi depois que eu tinha fechado a compra. Agora já sabem: de olho no blog! Mas também não sei se a Fulop tem esse produto, pois na tabela de preços ele não aparece.
Assim, o jeito foi improvisar: meias e borrachinhas estão fazendo as vezes de soakers!
    Depois da confirmação do pagamento, os patins são enviados em até dois dias úteis. Nisso eu me desesperei “um pouco”, pois pensei que não chegaria a tempo de patinar no final de semana que eu teria livre! Mas aí estão as minhas belezinhas: “My precious!”.


(Foto: “The ‘One’ Skaters”.)


    Quando fui estreá-los, fiz o maior sucesso!
    Os pés doeram no primeiro dia e fiquei na dúvida se era normal isso, ou seja, se aconteceria sempre, pois com os patins alugados era. Mas, conforme li, é normal doer um pouco no início, pois os patins são duros e, conforme o uso, os pés vão “moldando” o interior da bota, de acordo com o formato de cada pé (uma ótima desculpa para eu não emprestá-los para NIN-GUÉM!).
    Só me decepcionei com uma coisa: pensei que fossem mágicos, que eu sairia dando Axels, mas não foi assim! Ou seja, não tenho mais desculpas de patins ruins, se eu não aprender a patinar, é porque a coisa é comigo mesma!


Como é a pista de patinação do Snow Park




    Sobre a pista que eu patino, no Paraguai: fica dentro do Snow Park, que é um parque de neve. A pista é comprida (uns 40-45 m), mas é estreita (uns 8-10 m). Tem aquele problema que parece ser bastante comum no Brasil, que são as colunas no meio da pista, já que fica dentro de um shopping. Ou seja, não é propriamente um rink para a prática do esporte, mas sim uma pista para o pessoal brincar um pouco. E tem outro problema também: como é um parque de neve, frequentemente os clientes brincam de guerra de bola de neve na pista, que endurecem e formam pedras, o que pode ser bem perigoso, principalmente para quem está aprendendo a patinar. Estou aprendendo a patinar de costas e as possíveis pedras sempre se tornam uma preocupação a mais e desnecessária. Além disso, o acesso ao tobogã e ao Túnel do Pirata é feita pela pista, então sempre tem gente transitando a pé por ela.

    Outra coisa que não gosto (e pelo jeito não sou a única) é a obrigatoriedade de uso de capacetes. Isso é bastante comum no Brasil, mas incomoda muito, atrapalha a visão, aperta o pescoço e fora que todo mundo usa. Mas, depois dos patins novos, eu tenho “esquecido” de colocar o capacete (olhem só que coisa!). 

    Mas, apesar disso, eu não posso reclamar, afinal tem uma pista pertinho de casa! Uma das vantagens é o preço. Para mim, que fico sempre mais de quatro horas, compensa: R$ 42,00 (esse é o preço para adultos moradores da região, que pagam menos. As crianças moradoras da região pagam R$ 30,00. O preço para quem é de fora fica R$ 70,00 adultos e R$ 50,00 crianças). Tem gente que acha que não compensa, pois ficam pouco tempo lá. E, ademais, patinar não é tão simples mesmo. E também não tem instrutores para ajudar e, além disso, tem o frio que nem sempre todo mundo suporta (a temperatura fica em torno de 11º C). O parque é frequentado mais por turistas que visitam a região do que por moradores. Tem uma lanchonete bem legal, com lanches deliciosos e bem mais baratos que no Brasil. E o pessoal que trabalha lá é muito bacana: viraram meus amigos!

    Fico torcendo para que a pista continue aberta por muito tempo, pois patinar realmente me deixa feliz. Na verdade, não gosto dessa insegurança, de termos que ficar na dependência de empresários que mantém pistas, pois eles podem fechar a qualquer tempo, deixando patinadores amadores e profissionais a ver navios. Infelizmente, essa é uma triste história que tem se repetido há décadas em nosso país, ceifando o sonho de muitas pessoas e, por falta de estrutura no país, acabamos vivenciando situações como a que vivemos hoje, de muitos patinadores brasileiros nascidos no exterior construindo suas carreiras em terras estrangeiras. Penso que a patinação e outros esportes sobre o gelo devessem receber fomento dos governos e que existissem rinks mantidos pelo poder público. Afinal, se o dono da pista decide fechar, com quem vamos reclamar? Uma opção um pouco melhor que pistas particulares seriam rinks mantidos por associações, que tivessem, além das medidas adequadas, um gelo de boa qualidade para a prática da patinação e os outros esportes sobre o gelo. Ah, a tempo: a Tríplice Fronteira é realmente muito quente! No verão, as temperaturas sempre ficam entre 35º e 45º C. Isso é prova que só é preciso boa vontade e interesse para termos rinks no Brasil.

    Amo patinar, isso realmente me deixa muito feliz. Na verdade, poucas pessoas entendem certas paixões. Mas é simples: não tem gente apaixonada pelo futebol? Então, é assim comigo com a patinação.    

(Fernanda Fabricia Fernandes)

 
 

Esperamos que vocês tenham gostado do relato tanto quanto a gente. Foi muito legal saber como é comprar patins na Fulop e saber mais sobre a história da Fernanda, que foi muito gentil em escrever esse review e compartilhar conosco. A dica do parque no Paraguai também é ótima, já que Foz do Iguaçu é um ponto turístico bem importante do Brasil e quem viajar para lá pode aproveitar para patinar! Muito obrigada mesmo Fernanda!  

Bom fim de semana!


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