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Review | Brasília Ice Park

terça-feira, 18 de julho de 2017
Olá, tudo bem?

Hoje vamos falar sobre a pista de patinação do Brasília Ice Park,  montada no Pontão, a beira do lago Paranoá.

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Para chegar a pista, é necessário primeiro entrar na área do evento, pagando R$5,00 de terça a sexta ou R$10,00 sábado e domingo. Para patinar, os preços são R$30,00 por meia hora de terça a sexta e R$50,00 por meia hora sábado e domingo. Além da patinação, há lugares para comer, cinema ao ar livre, brinquedos para as crianças e shows em alguns horários.

O principal problema começa antes de chegar a pista. O evento tem atraído muita gente e por causa disso, a fila de espera pode durar horas. Ao contrário de outras pistas, em que há uma fila e os patinadores compram e vão entrando direto, lá você compra a pulseira e entra numa lista de espera, para depois ser chamado e se preparar para entrar. Seria bem pensado, mas infelizmente a simples compra e colocação da pulseira pode demorar muito tempo. Outro problema é a falta de continuidade na saída e entrada de pessoas, que faz com que às vezes a pista fique mais vazia quando essa troca poderia ser mais rápida, diminuindo um pouco o tempo de espera.

Não testamos os equipamentos, mas os patins pareceram bem razoáveis. Claro que só dá para ter certeza usando.


A pista em si é boa. O gelo é bem arrumado, o tamanho é grande para os padrões brasileiros e a vista do lago é muito bonita. E o melhor de tudo: nada de pilastras, ao contrário de pelo menos 90% das pistas que vemos no Brasil.

Há também a possibilidade de fazer aulas de patinação no local. É uma oportunidade que raras vezes temos aqui no Brasil. Para saber mais, basta perguntar aos funcionários da pista.

Enfim, a pista em si é boa, mas entrar lá é difícil. O ideal é tentar ir em um horário bem alternativo, ou então esperar para ficar lá por horas. 


Até mais!


Review | Um casal quase perfeito 2

quinta-feira, 13 de julho de 2017
Olá, tudo bem?

Hoje vamos falar melhor sobre outro filme de patinação: Um casal quase perfeito 2 (The Cutting Edge: Going for Gold, de 2006).

Fonte


O filme narra a história de uma patinadora (Jackie) que sofreu uma lesão séria enquanto treinava na categoria feminina. Ela passa férias na praia e lá encontra um surfista/patinador inline (Alex) com quem tem um encontro. As coisas não dão certo, eles brigam e ela volta da viagem. Após voltar, Jackie resolve migrar para a categoria pares, mas tem uma grande dificuldade em encontrar um parceiro. É aí que ela encontra Alex, que migrou do inline para o gelo somente para fazer o teste. A partir daí, eles seguem entre brigas e momentos de ternura, dispostos a tentar o ouro nas Olimpíadas.

O filme é muito mais uma comédia romântica do que uma história sobre patinação, que é meio deixada de lado. O foco é totalmente na relação dos dois. Daí segue o episódio mais bizarro que eu já vi em um filme de patinação: um patinador inline treinar 3 meses com garotinhas de 10 anos e se tornar um patinador de gelo profissional, que inclusive tinha chances de ir às Olimpíadas. Sim, é um filme casual, mas isso é de um absurdo tão grande que me tirou completamente da história. Não houve cuidado nenhum em ser minimamente fiel ao esporte.

A parte da comédia não me empolgou muito também. Mas eu sou suspeito, já que tenho tendência a não gostar muito de comédia, principalmente comédia romântica. O ponto mais fraco é um personagem que é jogado no roteiro só para fazer um triângulo amoroso, mas que é tão apagado e gratuito que fiquei me perguntando o tempo todo de onde apareceu. A impressão é que foi um elemento colocado de última hora, que não foi nem um pouco desenvolvido.

Para não dizer que só falei mal, os atores principais até que tem alguma química. Pena que não tiveram um roteiro melhor para ajuda-los.

O filme é uma sequência de The Cutting Edge, de 1992. Ainda não vi esse, mas parece que o filme fez um certo sucesso na época.

Enfim, é um filme que vale para passar o tempo, mas está longe de ser uma obra prima. A não ser que você seja como eu e não consiga esquecer dos 3 meses treinando com menininhas iniciantes.

Para ver mais posts sobre filmes clique aqui (review do filme sonhos no gelo), aqui (lista com filmes de patinação) e aqui (filmes de patinação disponíveis na Netflix).


Até mais!

Review | Sonhos no Gelo

sábado, 17 de junho de 2017
Olá, tudo bem?


Fonte

Já falamos um pouco sobre filmes de patinação aqui e aqui. Hoje vamos falar de uma das obras mais conhecidas. É o filme Sonhos no Gelo, produzido pela Disney. Em inglês o nome combina mais com a Disney: Ice Princess.

A trama conta a história de Casey Carlyle, uma adolescente comum que precisa de um projeto para tentar entrar na faculdade onde quer cursar algo relacionado ao campo da fisica. Casey teve a ideia de participar de treinos de patinação para fazer o projeto. Mas ela não sabia que iria se apaixonar perdidamente pelo esporte.

A história segue mostrando a luta e as dificuldades de Casey com a mãe, a treinadora e com as outras atletas. 

O filme é um drama adolescente bem ao estilo Disney, em que os protagonistas lutam para conquistar seus sonhos. O diferencial aqui é que a protagonista em determinado momento fica sem ninguém para apoiá-la e tem que continuar sozinha. Ela também tem alguma dificuldade em evoluir no próprio esporte, ao contrário de alguns casos em que o protagonista simplesmente é um gênio e faz as coisas sem precisar treinar.

A parte de patinação é muito criticada por mostrar uma garota do colegial começando a patinar e logo partindo para as competições. Isso é impossível na vida real. Mas depois de ver um filme em que alguém treina 3 meses e vai para as Olimpíadas, essa licença poética é até aceitável. As apresentações do filme são bem razoáveis. Várias patinadoras profissionais fizeram papéis no filme, como Kirsten Olson (faz Nikki Fletcher, a "pipoquinha") e Juliana Cannarozzo (faz Zoe Bloch). 

Michelle Trachtenberg, que fez o papel de Casey, não sabia patinar bem e teve que treinar por 8 meses, 5 horas por dia, 5 dias por semana, fora o treino de balé e de coreografia. Ela praticamente treinava como uma atleta. Apesar disso, muito do que vemos no filme é obra de dublê.

O filme contou com roteiro de Meg Cabot, famosa pela série O Diário da Princesa. 

Esse filme já passou várias vezes na TV, o que provavelmente o torna uma porta de entrada para a patinação para muita gente. E quem realmente gosta de patinação entende muito bem porque Casey está disposta a fazer tudo para continuar patinando. E pra mim essa é a parte que mais "pega" do filme. Afinal, esse amor ao esporte é algo muito verdadeiro.

Para quem espera um filme extremamente real, talvez esse não seja a obra certa. Mas quem gosta do estilo Disney e quer ver um filme mais despretensioso, Sonhos no Gelo pode garantir bons momentos de diversão.

Até mais!

Review | pista Américas on Ice, Rio de Janeiro

sábado, 27 de maio de 2017
Olá, tudo bem?


Hoje vamos fazer mais um review de pista. Dessa vez vamos falar do Estação  on Ice, do Américas Shopping, no Rio de Janeiro. Neste review, não vamos dar notas, pois chegam a conclusão de que simplesmente não dá para comparar pistas com propostas completamente diferentes. Um ginásio de gelo, principalmente de tamanho olímpico, sempre vai estar há léguas de distância de uma pista de shopping. Mas é meio injusto avaliar as duas com o mesmo critério, pois uma tem muito pouco a ver com a outra. Acho que as pessoas tem mais a ganhar com o que falamos de objetivo, mais do que com notas subjetivas.

Fonte



Também tem aulas de patinação, o que torna um lugar um pouco mais agradável e aberto para quem quer realmente aprender a patinar

Fomos apenas uma vez lá e faz um tempinho. Por isso pode ser que algumas coisas tenham mudado.

Infelizmente, ainda está bem longe do padrão de uma pista de competição e tem pilastras no meio dela, o que atrapalha um pouco. Mas considerando que é uma pista de shopping, o gelo é bem cuidado e até que o tamanho é razoável. Ela acaba quebrando o galho do pessoal do Rio que quer patinar de forma mais séria e não tem onde treinar.

Os funcionários foram bem atenciosos e gentis, o que costuma ser raro nas pistas (embora ultimamente eu esteja dando mais sorte nesse quesito).

Os equipamentos seguem aquele padrão de shopping. Capacetes, joelheiras e cotoveleiras são obrigatórias (para profundo desgosto de todo mundo que vê patinação como um esporte). Também é obrigatório o uso de luvas, então é altamente aconselhável levar as suas próprias, pois via de regra esses equipamentos para empréstimo não são as coisas mais limpas do mundo. Lá eles dão uns plásticos de proteção, mas ainda é nojento.

Os patins eram razoáveis. Não eram os piores que já pegamos em empréstimo mas estavam longe de serem os piores.

Um detalhe: quando fomos a pista estava quase toda vazia, o que foi uma maravilha. 

Para quem está no Rio, pode valer a pena conhecer, pois é uma pista de shopping bem arrumada. Mas se preparem: o Recreio dos Bandeirantes é um bairro bem afastado, a não ser que você esteja na região da Barra da Tijuca.


Até mais!





[Review da leitora] Eu comprei patins de gelo!

sábado, 8 de abril de 2017

Boa noite!
 
No post de hoje vamos postar um review bem útil escrito pela Fernanda! Ela comprou patins de gelo recentemente na loja Fulop e vai contar todos os detalhes para vocês. Ela também conta um pouco da paixão dela pela patinação artística no gelo. Tenho certeza que vai ter mais gente se identificando com o relato dela! Boa leitura! :)



Olá, pessoal!

    Me chamo Fernanda Fabricia, comprei patins de gelo e vou contar pra vocês como foi.
    Primeiro, vou contar um pouquinho sobre meu interesse na patinação artística de gelo. Desde criança, a patinação sobre o gelo me fascina, apesar de naquela época ter tido pouca oportunidade de assistir ao esporte e nenhuma de praticá-lo. Esporte pouco divulgado, assisti a uma ou outra coisa na TV aberta ou a cabo, mas foi o suficiente para me encantar. Felizmente, hoje temos a internet para nos salvar!

    E foi por esse encanto imediato que, aos onze anos, pedi para minha mãe de Natal um par de patins quad. Gostava bastante daqueles patins. Brinquei as férias todas, até o início do outono. Deixei de lado por um tempo mas, quando fui procurá-los, não encontrei: deixei-o na frente de casa e, como o muro era baixo, com certeza alguém entrou e o levou! Uma das lembranças que eu tenho daquele tempo é de eu ter feridas no lugar dos joelhos. A coisa era feia, pois eu era meio radical e queria saltar como as patinadoras e, ademais, as calçadas eram muito ruins: não tropeçar era uma arte que eu não dominava, principalmente em alta velocidade! Por anos eu deixei esse assunto de lado.

    Há uns anos, encontrei no Youtube a apresentação dos chineses Shen e Zhao com a música de “Turandot” e me apaixonei! “Viciei” no vídeo, assisti várias e várias vezes! Mas também foi o único, acabei não vendo outras coisas, nem deles e nem de ninguém mais. Mas, desde o início de 2016, eu retomei meu interesse pela patinação, e comecei a assistir apresentações femininas, e foi aí que descobri as grandes patinadoras, como a Yuna Kim. Comecei a assistir as apresentações e acompanhar as competições. Também comecei a estudar o funcionamento da patinação no que se refere à parte técnica como, por exemplo, os elementos das apresentações, os movimentos e a pontuação. Tarefa ingrata essa, afinal as informações em português são escassas em quantidade e qualidade. Há poucos meses conheci o Figure Skating Brasil Blogspot e fiquei realmente feliz, pois é um dos poucos do país com informações mais precisas e detalhadas sobre o esporte. Gosto muito da forma como as coisas são explicadas aqui, sempre com textos muito claros. Além disso, a Jennifer e o Marcos sempre postam notícias frescas sobre o mundo da patinação, nos deixando atualizados.
    Em julho do ano passado, estava já disposta a comprar patins quad pra poder satisfazer minha vontade de patinar. Claro que eu não estava muito feliz com a ideia, pois o que eu queria mesmo era patinar no gelo. Mas, cadê o gelo? Há alguns anos, num shopping da cidade, teve uma pista de gelo, mas durou pouco e eu nem cheguei a ir. Por que durou pouco? Porque, infelizmente, era muito caro pelo tempo que se ficava na pista, porque patinar não é tão simples mesmo, mas, principalmente, porque a patinação não é popular. E não é popular, a meu ver, não porque vivemos num país quente, como a maioria das pessoas pensa, mas por falta de interesse do poder público no esporte. Sim, o frio é um fator importante na questão da popularidade, isso é inegável, mas já há um tempo que se possui tecnologia para manter pistas de gelo em locais quentes. Exemplo disso são os rinks que existem em estados quentes dos Estados Unidos, como na Califórnia. O fato é que, excluindo-se o futebol, esporte nunca foi prioridade em nosso país. Triste!

    Moro em Foz do Iguaçu, no Paraná, cidade que faz fronteira com o Paraguai e Argentina, ao mesmo tempo: nossa região é conhecida por Tríplice Fronteira. Além disso, Foz do Iguaçu é uma cidade turística, onde se localizam as Cataratas do Iguaçu, a Usina Hidrelétrica de Itaipu (a maior usina hidrelétrica do mundo) e outras atrações. Hoje, minha cidade também vem se destacando, como polo universitário, pois abriga várias instituições de ensino superior, entre elas a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e a Universidade Federal da Integração Latino-America (Unila), sendo que a última recebe estudantes oriundos de toda América Latina e Caribe. Foz também se destaca como local de diversidade linguística e cultural, tanto pela proximidade com Argentina e Paraguai, quanto por abrigar mais de 80 etnias, destacando-se os paraguaios, os povos árabes, os coreanos e os chineses.

    Sobre patinar no gelo, isso me parecia uma possibilidade meio vaga, pois só poderia patinar se viajasse pra onde tivesse um rink. E, além disso, seria uma vez ou outra, e não com a frequência que eu gostaria. E confesso que isso me deixava um pouco triste...
    Até que, certo dia, conversando com meu colega, falei da minha frustração sobre ter que usar patins de rodas ao invés dos de gelo, aí ele me sai com essa: “Vai abrir uma pista de patinação no gelo ali num shopping do Paraguai!”. Gente, vocês não podem imaginar a minha alegria! Acho que a cara que eu fiquei foi essa, ó:



Ciudad Del Leste, no Paraguai, é colada com Foz do Iguaçu: é só atravessar a Ponte da Amizade pra chegar lá. A pista de patinação fica no Shopping Paris, no Snow Park, que é um parque de neve, com pista, tobogã, neve, etc. Lá eles emprestam os patins (que são patins de recreação), mais o capacete e agasalho (blusa, luva, touca, etc.). Falarei mais dele depois.

    Quando inaugurou o parque, fui e fui sozinha mesmo: a impopularidade da patinação é tão grande que nenhum amigo meu ou alguém da minha família quis ir comigo (#chateada)!
    No primeiro dia, caí entre 19 e 22 tombos (a dor foi tanta que me atrapalhou a contagem). Eu poderia justificar, dizendo que tinha muita gente e eu estava afobada, queria andar rápido, etc. e etc., mas a verdade é que eu era ruim mesmo! Lá tem andadores para o pessoal ir se segurando, mas só usei na primeira volta, depois fui sem, porque sou metida! Confesso que ter andado quando criança ajudou bastante, pois é como andar de bicicleta, a gente não esquece. E comecei ir sempre que podia. O pessoal de lá me achava meio estranha, pois eu era (e ainda sou!) a cliente mais assídua e, além disso, sempre ia sozinha! Como eu fiz para não ficar sozinha? Fiz amigos lá, oras!
    Patins de recreação, vocês sabem, é um problema: são desengonçados, não se adaptam bem aos pés (são muito largos e com numeração ampla, sendo que um número serve para muitos tamanhos e tipos de pés), não dão flexibilidade lateral e nem no tornozelo, as lâminas são ruins e cegas, e tem o problema que todo mundo usa.

    Assisti a uns tutoriais da internet sobre manobras básicas, como os swizzles, pumps, crossover, e fiz o que pude para aprender com aqueles patins, mas era desanimador, porque não dava pra fazer direito. Claro, para desenvolver habilidade precisa ir com bastante frequência, o que nem sempre era possível (minha frequência era a cada 15 dias, sempre no final de semana). Com o tempo, comecei a me convencer de que sem um par de patins adequado, eu não conseguiria me divertir do jeito que eu queria. Na verdade, meus sonhos são bem modestos: fazer uns spins, o crossover, three turns, essas coisas. Dei uma olhada nos preços dos patins e fiquei meio desanimada, afinal, não são baratos mesmo. Mas a questão é que quanto mais eu usava os patins alugados, mais eu me convencia de que eu não evoluiria com eles. Até parei de ir por umas semanas, pois não queria ir para não aprender nada.

    Eu estava achando caro e resistindo à compra, até que fiz umas contas e percebi que seria um ótimo investimento do ponto de vista da saúde mental e física: a patinação exercita bastante o corpo, relaxa a mente, a autoestima e confiança aumentam quando aprendemos a fazer algo, fiz novos amigos… enfim! (Na verdade, não sei se são argumentos tão bons assim, mas eu não ia discutir comigo mesma!).


Como foi comprar na loja Folup

    Logo comecei a pesquisar onde comprar aqui no Brasil. Isso foi meio chatinho de fazer, pois tem pouquíssimas lojas que vendem aqui no Brasil. Além disso, precisei buscar informações sobre patins, como a qualidade da bota e da lâmina. Acessei alguns sites em português e inglês, e encontrei muita coisa útil nas postagens aqui do blog e que me ajudaram muitíssimo: Tipos de Patins, Como cuidar de seus patins: botas, Como comprar seus patins e Como cuidar de seus patins: lâminas. Com informações a tiracolo, fui atrás dos patins.

    Em dezembro passado, já havia mandado um e-mail para a Patins Fulop, pedindo um orçamento e, assim, retomei a conversa. Entrei em contato também com Likyane Academy, mas não tive retorno. Conversei por telefone com o Ricardo (o dono) e gostei de negociar com ele, pois ele foi bem prático.
    A bota e a lâmina, pela Fulop, são vendidas separadamente: escolhem-se os modelos pelo catálogo e a loja monta e envia. Quem mora em São Paulo pode retirar pessoalmente.

    O tamanho do pé é acertado com base na numeração do calçado social (calço 36 e os patins são 36/37). Não foi preciso mandar a medida do meu pé. Mas a largura também é algo importante nessa conta: segundo o Ricardo, se meu pé fosse largo, seria necessária uma numeração maior. Escolhi uma bota Risport , modelo Antares. Essa é uma marca italiana, que patrocina, entre outros patinadores, a Mao Asada (confesso que isso tem um efeito psicológico muito bom! Pensar que uso a mesma marca que a Mao me faz pensar que somos do “mesmo clube”: “Com licença, eu uso a mesma marca que a Mao Asada. Por favor, não atrapalhem meu treino!”). Ele vende também botas da Edea e da Ragstar, mas achei mais bonita a da Risport, mesmo. A escolha da lâmina foi feita com base no preço e na minha necessidade de uso, que é a recreação. Ou seja, para fazer movimentos mais complexos e precisos, é necessário outro tipo de lâmina. Comprei a John Wilson, modelo Arrow 9,75. Sobre botas e lâminas, existem muitos detalhes técnicos que influenciam bastante na qualidade da patinação. Não domino bem esse assunto, até hoje só usei os meus patins, a minha patinação é bem básica e comecei a patinar recreativamente há pouco, então não tenho nem ideia de como esses detalhes influenciam na prática.

    A compra não é feita diretamente pelo site, mas, sim, via e-mail e confesso que isso me deixou um pouco insegura, já que a compra seria por cartão de crédito. Assim, saí pedindo ajuda para quem patinava e incomodei alguns patinadores: pedi ajuda para o Felipe Kubo (falei com a mãe dele, a Tatiana, que foi muito atenciosa!), Marcele Cataldo, Simone Pastusiak e até pedi ajuda para o pessoal da CBDG. Tive ótimas referências do Ricardo Fulop, da seriedade de seu trabalho e então decidi realizar a compra.

    Mas, veja, toda a compra foi feita com base em muita insegurança, pois nunca tinha visto um par de patins de gelo ao vivo na vida e, como disse acima, não domino o assunto. Uma das coisas que achei legal em negociar com o Ricardo foi, além da praticidade, o fato de que ele me ajudou a economizar na compra. Por exemplo, ele me falou que não era preciso gastar dinheiro com uma bolsa especial para os patins e também que não eram necessários cadarços extras. Muito bom, já que muitos vendedores possuem o feio costume de ficar empurrando coisas desnecessárias. De fato, em vez de comprar uma bolsa de R$ 130,00, gastei R$ 50 numa malinha bem firme, que vai me servir para outras coisas. 
No final das contas, meu orçamento ficou assim:

Botas Risport Antares 255(36/37)....R$  740,00
Lâminas JW Arrow 9,75....................R$  460,00
Afiação.............................................R$     40,00
Protetor lâmina Risport  PRETO........R$     90,00
Sedex com seguro IGU......................R$  110,00
Total:............................................... R$1.440,00

    Não comprei os soakers, porque não vi a tempo matéria aqui do blog que fala sobre os cuidados com as lâminas, só vi depois que eu tinha fechado a compra. Agora já sabem: de olho no blog! Mas também não sei se a Fulop tem esse produto, pois na tabela de preços ele não aparece.
Assim, o jeito foi improvisar: meias e borrachinhas estão fazendo as vezes de soakers!
    Depois da confirmação do pagamento, os patins são enviados em até dois dias úteis. Nisso eu me desesperei “um pouco”, pois pensei que não chegaria a tempo de patinar no final de semana que eu teria livre! Mas aí estão as minhas belezinhas: “My precious!”.


(Foto: “The ‘One’ Skaters”.)


    Quando fui estreá-los, fiz o maior sucesso!
    Os pés doeram no primeiro dia e fiquei na dúvida se era normal isso, ou seja, se aconteceria sempre, pois com os patins alugados era. Mas, conforme li, é normal doer um pouco no início, pois os patins são duros e, conforme o uso, os pés vão “moldando” o interior da bota, de acordo com o formato de cada pé (uma ótima desculpa para eu não emprestá-los para NIN-GUÉM!).
    Só me decepcionei com uma coisa: pensei que fossem mágicos, que eu sairia dando Axels, mas não foi assim! Ou seja, não tenho mais desculpas de patins ruins, se eu não aprender a patinar, é porque a coisa é comigo mesma!


Como é a pista de patinação do Snow Park




    Sobre a pista que eu patino, no Paraguai: fica dentro do Snow Park, que é um parque de neve. A pista é comprida (uns 40-45 m), mas é estreita (uns 8-10 m). Tem aquele problema que parece ser bastante comum no Brasil, que são as colunas no meio da pista, já que fica dentro de um shopping. Ou seja, não é propriamente um rink para a prática do esporte, mas sim uma pista para o pessoal brincar um pouco. E tem outro problema também: como é um parque de neve, frequentemente os clientes brincam de guerra de bola de neve na pista, que endurecem e formam pedras, o que pode ser bem perigoso, principalmente para quem está aprendendo a patinar. Estou aprendendo a patinar de costas e as possíveis pedras sempre se tornam uma preocupação a mais e desnecessária. Além disso, o acesso ao tobogã e ao Túnel do Pirata é feita pela pista, então sempre tem gente transitando a pé por ela.

    Outra coisa que não gosto (e pelo jeito não sou a única) é a obrigatoriedade de uso de capacetes. Isso é bastante comum no Brasil, mas incomoda muito, atrapalha a visão, aperta o pescoço e fora que todo mundo usa. Mas, depois dos patins novos, eu tenho “esquecido” de colocar o capacete (olhem só que coisa!). 

    Mas, apesar disso, eu não posso reclamar, afinal tem uma pista pertinho de casa! Uma das vantagens é o preço. Para mim, que fico sempre mais de quatro horas, compensa: R$ 42,00 (esse é o preço para adultos moradores da região, que pagam menos. As crianças moradoras da região pagam R$ 30,00. O preço para quem é de fora fica R$ 70,00 adultos e R$ 50,00 crianças). Tem gente que acha que não compensa, pois ficam pouco tempo lá. E, ademais, patinar não é tão simples mesmo. E também não tem instrutores para ajudar e, além disso, tem o frio que nem sempre todo mundo suporta (a temperatura fica em torno de 11º C). O parque é frequentado mais por turistas que visitam a região do que por moradores. Tem uma lanchonete bem legal, com lanches deliciosos e bem mais baratos que no Brasil. E o pessoal que trabalha lá é muito bacana: viraram meus amigos!

    Fico torcendo para que a pista continue aberta por muito tempo, pois patinar realmente me deixa feliz. Na verdade, não gosto dessa insegurança, de termos que ficar na dependência de empresários que mantém pistas, pois eles podem fechar a qualquer tempo, deixando patinadores amadores e profissionais a ver navios. Infelizmente, essa é uma triste história que tem se repetido há décadas em nosso país, ceifando o sonho de muitas pessoas e, por falta de estrutura no país, acabamos vivenciando situações como a que vivemos hoje, de muitos patinadores brasileiros nascidos no exterior construindo suas carreiras em terras estrangeiras. Penso que a patinação e outros esportes sobre o gelo devessem receber fomento dos governos e que existissem rinks mantidos pelo poder público. Afinal, se o dono da pista decide fechar, com quem vamos reclamar? Uma opção um pouco melhor que pistas particulares seriam rinks mantidos por associações, que tivessem, além das medidas adequadas, um gelo de boa qualidade para a prática da patinação e os outros esportes sobre o gelo. Ah, a tempo: a Tríplice Fronteira é realmente muito quente! No verão, as temperaturas sempre ficam entre 35º e 45º C. Isso é prova que só é preciso boa vontade e interesse para termos rinks no Brasil.

    Amo patinar, isso realmente me deixa muito feliz. Na verdade, poucas pessoas entendem certas paixões. Mas é simples: não tem gente apaixonada pelo futebol? Então, é assim comigo com a patinação.    

(Fernanda Fabricia Fernandes)

 
 

Esperamos que vocês tenham gostado do relato tanto quanto a gente. Foi muito legal saber como é comprar patins na Fulop e saber mais sobre a história da Fernanda, que foi muito gentil em escrever esse review e compartilhar conosco. A dica do parque no Paraguai também é ótima, já que Foz do Iguaçu é um ponto turístico bem importante do Brasil e quem viajar para lá pode aproveitar para patinar! Muito obrigada mesmo Fernanda!  

Bom fim de semana!


Review | Skating Club, Barcelona

quarta-feira, 8 de março de 2017
 Olá, tudo bem?


Hoje vamos falar sobre um rink de patinação que conhecemos em Barcelona, na Espanha, quando fomos na final do Grand Prix de 2015.

Uma bela foto da cidade de Barcelona


 Fonte

A pista fica perto da Sagrada Família. A localização é muito boa, chegávamos lá com uma caminhada de 15 minutos a partir do hotel. Por isso fomos lá diversas vezes.


Fonte

O rink não chega perto do tamanho olímpico, mas ainda assim é um paraíso para quem só pode ir a pistas pequenas de shopping. Não havia colunas no meio da pista e o gelo era limpo regularmente. Como é de praxe em vários países, você paga para usar a pista pelo período que quiser, sem limites de tempo. 
Ainda não tínhamos patins, então tivemos que alugar. Eles eram razoáveis e mais bem higienizados do que o que estamos acostumados por aqui.

A melhor parte: sem cotoveleiras, joelheiras, capacetes para te atrapalharem. O único item obrigatório lá é a luva. É um alívio poder patinar sem nada pesando ou limitando seus movimentos.

Outra coisa legal é ver gente que patina bem. É muito bom estar em um rink com gente que realmente sabe patinar e que aproveita para treinar vários movimentos. Não gente querendo se mostrar, mas realmente treinando. Você acaba se animando para aprender coisas novas também e patinar igual àquelas pessoas.

Para quem já cansou de patinar ou está acompanhando alguém, há uma lanchonete, onde dá para ter uma boa visão da pista. Não comemos nada lá, então não podemos avaliar a qualidade.


Fonte

Na época que a gente estava lá, eles anunciavam algumas aulas intensivas de férias, aproveitando os feriados de Natal e Ano Novo. Até gostamos da ideia, mas além da dificuldade com a língua (não sabemos nem espanhol muito bem, quanto mais catalão), tudo estava marcado para uma época em que já teríamos voltado para o Brasil.

Para quem se interessar, a pista tem uma página na internet dando mais informações. Não temos base para comparar com outras pistas de Barcelona, pois fomos apenas nesta.

Fica a dica para quem planeja visitar Barcelona.
É sempre bom aproveitar as viagens para patinar!


Até mais!


Review - pista de patinação do Taguatinga Shopping

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Estou inaugurando uma nova seção aqui. Para quem gosta de acompanhar competições de patinação, nada melhor do que aproveitar as horas de lazer... patinando! É um hábito mais comum em outros países, que contam com pistas fixas e aulas de patinação. Infelizmente, aqui no Brasil as pistas são vistas apenas como uma atração de shopping para atrair as pessoas ao estabelecimento, principalmente as crianças. É mais como uma experiência , não como um esporte ou um hobby. Com raras exceções, o que se espera é que somente frequentem o local clientes que vão lá ter uma experiência, mas que dificilmente irão voltar mais do que uma ou duas vezes. Uma pena.

Por causa disso, temos que aproveitar quando tem alguma pista por perto. Para quem mora no Distrito Federal, há uma pista no Taguatinga Shopping que ficará aberta até depois do Carnaval. Algumas informações sobre a pista:


Preços

Segunda a quinta

30 minutos - R$ 30,00
1 hora - R$ 50,00

Sexta, sábado e domingo

30 minutos - R$ 35,00
1 hora - R$ 60,00


Endereço

Taguatinga Shopping – 1º piso (Av. Arniqueira Qs 01 Rua 210, lote 40 – Taguatinga, Brasília – DF)


Período

De 08 de dezembro de 2015 a 14 de fevereiro de 2016.


Horário de funcionamento

De segunda a sexta, das 12h às 22h. Sábado, das 10h às 22h. Domingo e feriados, das 12h às 20h.


Tamanho da pista

 380 m²



Agora, vamos ao que interessa. Das vezes que fui lá, não tive problemas com lotação, e olha que fui no fim de semana. Em alguns momentos, estava um pouco cheio, mas nada demais.




O gelo em geral estava razoável. Nas primeiras vezes que eu fui, parece que eles faziam manutenção mais vezes do que nas últimas, mas comparado com outras pistas que vemos no Brasil, não estava dos piores.

Mas aí é que começam os problemas. Havia só um equipamento manual de limpar o gelo, o que significa que eles demoram muito tempo para arrumar. Leva mais de 20 minutos, sendo otimista. Não chego nem a querer que eles tenham um carrinho de gelo, mas custava alguma coisa pelo menos ter outro equipamento mais eficiente para fazer o serviço no dobro da velocidade?

Um problema maior do que esse foi o patins. Da primeira vez que eu fui, peguei um completamente sem fio. No início estava até parecendo que eu nunca tinha patinado antes, porque estava difícil ficar de pé nele. Ao deslizar com o pé direito em vez de cortar o gelo para frente, o patins continuava indo para a direita como se estivesse com um protetor nas lâminas. Com o tempo eu me acostumei e deu para andar razoavelmente, mas  continuou incomodando um pouco. Para não ser muito ranzinza, nas outras vezes que fui lá o patins parecia um pouco melhor, embora ainda escorregasse um pouco.

Mas certamente a pior parte é o malfadado "equipamento de segurança obrigatório", que consiste em cotoveleiras, joelheiras e capacete. Esse equipamento é tão importante, mas tão importante, que os monitores da empresa não usam. Mas você, caro cliente da pista, não passa de um idiota que é incapaz de decidir se você precisa ou não usar aquela tralha. Mesmo que você já tenha experiência patinando. Mesmo assinando um termo de compromisso que teoricamente te faz assumir os riscos decorrentes da atividade (teoricamente, já que obrigar alguém a usar um equipamento que não é essencial para a segurança poderia ser interpretado como uma responsabilização pela sua integridade). 

Infelizmente, essa obrigatoriedade parece ser uma praga que vem se alastrando no Brasil nos últimos tempos. E o pior é que uma invenção tipicamente tupiniquim, já que no exterior ninguém te obriga a fazer nada disso. Desconfio que se soubessem disso começariam a rir, já que salvo em casos específicos, não faz mesmo nenhum sentido usar esse tipo de equipamento. Se querem fazer algo pela segurança dos clientes, seria muito melhor dar uma rápida explicação sobre como cair. Afinal, é bem mais provável alguém em velocidade baixa cair no chão apoiando as mãos abertas, bem na posição para alguém patinar sobre os dedos dela, do que cair de cabeça. Saudades da pista de São Lourenço (MG), que embora modesta, não tinha nenhuma dessas frescuras.

E o que pode ser pior do que os responsáveis pela pista te tratarem como um bebê que é incapaz de saber se deve ou não usar um capacete inútil que foi feito para ciclistas? Claro, te dar um capacete fedido. Sim, os equipamentos de proteção não são devidamente higienizados. Na última vez, minha esposa pegou um capacete que fedia tanto que era impossível usar. Ela pediu para trocar e o outro também estava deplorável. A funcionária disse que nem adiantava trocar, pois todos estavam na mesma situação. Eles dão toucas descartáveis, mas elas não impedem que boa parte dele encoste em você, principalmente a parte que você prende no pescoço, que é a mais nojenta. As cotoveleiras e joelheiras estão tão detonadas que soltam sozinha.

A conclusão é que infelizmente falta respeito aos usuários. Uma pena que muita gente nem ligue para isso, já que as pessoas acabam aceitando qualquer coisa. Também não ajuda o fato de não ter concorrência. Como disse antes, no Brasil pouca gente realmente dá alguma importância para a patinação. Por tudo isso, a nota da pista é 4/10. Só não ganha nota pior porque já vi muito absurdo por aí...

Até mais!

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