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Tessa Virtue e Scott Moir

quinta-feira, 19 de abril de 2018
Olá, tudo bem?

Hoje vamos falar da dupla de dança canadense Tessa Virtue e Scott Moir, bi-campeões olímpicos na categoria dança no gelo.

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Tessa nasceu na cidade de London, no Canadá, em 1989. Scott nasceu na mesma cidade, dois anos antes. Eles se conhecem desde crianças. Ambos patinavam e o tio de Scott era treinador de Tessa.

Aos 9 anos, Tessa teve que tomar uma importante decisão. Ela foi chamada para integrar a prestigiada Escola Nacional de Balé e recusou para dar seguimento à sua carreira como patinadora.

A carreira deles como patinadores começou a  ganhar destaque na temporada 2003-2004, com a primeira participação no Grand Prix Júnior, tendo como resultados um 4º e um 6º lugares. Na mesma temporada, eles venceram o campeonato júnior canadense e ficaram em 11º lugar no Mundial Júnior. Em 2004-2005, a dupla melhorou o resultado. Chegaram à final do Grand Prix Júnior, na qual ficaram com a medalha de prata, conquista repetida também no Mundial Júnior. Um quarto lugar no campeonato canadense sênior completa lista de conquistas.

Em 2005-2006, Tessa e Scott fizeram a transição para o sênior. Começaram ganhando o Grand Prix Júnior. Daí passaram para um 3º lugar no campeonato canadense e a classificação para o Campeonato dos Quatro Continentes, no qual conquistaram a medalha de bronze. Para terminar, a dupla venceu o Mundial Júnior. Os dois também chegaram a ser escolhidos como reservas para as Olimpíadas, mas não participaram do evento.

A temporada de 2006-2007 foi totalmente dedicada ao sênior. Nos eventos do Grand Prix, ficaram na 4º e na 2º posição. Ganharam a medalha de prata no canadense e o bronze no Quatro Continentes. Um sexto lugar no Mundial fechou a temporada.

Em 2007-2008, a dupla finalmente venceu um evento internacional sênior: o Quatro Continentes. Um segundo lugar no Mundial e na final do Grand Prix também foram feitos dignos de nota. Para completar, Tessa e Scott venceram o primeiro campeonato canadense.

O primeiro grande revés da dupla aconteceu na temporada 2008-2009. Tessa foi diagnosticada com síndrome compartimental crônica e teve que passar por uma cirurgia. Além do problema físico, os patinadores já disseram em entrevista que esse problema acabou por levar a um afastamento dos dois fora do gelo, já que passaram muito tempo sem conviver adequadamente. Em uma categoria em que a química entre os patinadores é fundamental, essa negligência foi outro problema com que a dupla teve que lidar, além da recuperação física de Tessa. Apesar disso, terminaram a temporada com uma prata no Campeonato dos Quatro Continentes e um bronze no Mundial.

2009-2010 marcou a estreia da dupla nos Jogos Olímpicos. Antes, obtiveram a medalha de prata na final do Grand Prix, perdendo para a dupla Meryl Davis/Charlie White, dos EUA. Já nos Jogos de Vancouver, a dupla terminou o programa curto 1,02 pontos atrás dos americanos, mas se recuperaram no longo e conquistaram a medalha de ouro sob os olhos do público canadense. Eles foram os primeiros campeões da categoria dança a vencerem logo em sua primeira participação em Olimpíadas. Como complemento para a temporada, eles venceram também o Mundial, batendo novamente Davis/White.

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A síndrome compartimental crônica voltou a atacar Tessa em 2010, levando a uma nova cirurgia. Eles tentaram voltar no Quatro Continentes, mas acabaram abandonando a dança longa, pois ela sentiu uma lesão. No Mundial, a dupla ficou em segundo lugar, superados por Davis/White.

Em 2011-2012, a dupla voltou à boa forma. Ficaram em 2º lugar na final do Grand Prix e venceram o Quatro Continentes e o Mundial. Na temporada seguinte, algumas lesões atrapalharam a dupla: um problema no pescoço de Scott os tirou de uma etapa do Grand Prix e cãibras na perna de Tessa pausaram a apresentação durante o Quatro Continentes. Apesar disso, eles terminaram na 2ª posição, mesmo lugar conquistado no Mundial daquele mesmo ano.

A temporada 2013-2014 marcou a segunda participação da dupla em Olimpíadas. Antes, Tessa/Scott ficaram em segundo lugar na final do Grand Prix, sendo superados novamente por Davis/White. Nos Jogos de Sochi, essa grande rivalidade ganhou mais um capítulo. Após o programa curto, Tessa/Scott ficaram atrás dos americanos, em uma disputa que gerou polêmica. O antigo patinador de dança Petri Kokko chegou a fazer um tweet afirmando que a dupla canadense deveria estar liderando. No programa longo, Tessa/Scott quebraram o recorde mundial, mas logo depois foram superados novamente por Davis/White. O jornal l´Équipe chegou a alegar que houve uma conspiração entre os juízes americanos e russos para beneficiar Davis/White e Adelina Sotnikova. No evento de times, Tessa/Scott participaram tanto do programa curto quanto do longo e terminaram na segunda colocação em ambos, também perdendo para Davis/White. O saldo daquelas Olimpíadas foi de duas pratas para a dupla canadense.

Após Sochi, Tessa e Scott pararam de competir por duas temporadas, pensando se retornariam ou não. Em 2016, eles voltaram à ativa, com novos treinadores (Marie-France Dubreuil e Patrice Lauzon). O resultado foi a conquista da final do Grand Prix, do Quatro Continentes e do Mundial na mesma temporada.

 Em uma nova temporada olímpica, as coisas começaram a não ficar tão fáceis para a dupla canadense. A final do Grand Prix acabou sendo vencida pela dupla francesa Gabriella Papadakis e Guillaume Cizeron. Sinal de que o reinado estava ameaçado, bem no momento em que os jogos olímpicos se aproximavam.

Nas Olimpíadas de PyeongChang, Tessa e Scott participaram novamente do evento de times no curto e no longo, vencendo com facilidade em ambas as ocasiões. Ao contrário de Sochi, aqui Tessa e Scott não tiveram que enfrentar seus maiores rivais, já que a França não enviou Gabriella e Guillaume para o evento de times. No geral, o Canadá ganhou com facilidade, trazendo mais uma medalha de ouro para a dupla.

Na competição individual, Tessa e Scott bateram seu recorde pessoal no curto e viram seus adversários principais terem problemas por causa do traje de Gabriella. No longo, os franceses se recuperaram e fizeram um dos melhores programas da carreira. Mas Tessa e Scott entraram depois e quebraram o recorde pessoal do longo, conquistando a medalha de ouro - a segunda individual e a terceira contando com o evento de times. Somando as duas outras medalhas de prata, os canadenses se tornaram os patinadores mais premiados em Olimpíadas.

Nas Olimpíadas, a dupla experimentou outro momento especial: foram escolhidos como porta-bandeiras da delegação olímpica canadense na cerimônia.

Após os Jogos, o futuro da dupla ainda é incerto. É provável que se aposentem. Em compensação, fica claro o quanto eles se divertem no gelo e isso pode fazer com que queiram patinar um pouco mais.

Como é o caso de muitas duplas, muitos especulam sobre envolvimento amoroso entre ambos. Segundo uma entrevista deles, a relação deles não tem espaço para isso. Curiosamente, eles já "namoraram" quando eram crianças por 8 meses, mas tudo terminou quando os colegas de Scott zombaram dele por causa disso.

Tessa e Scott já lançaram um livro, chamado "Tessa and Scott: Our Journey from Childhood Dream to Gold", no qual contam sobre a carreira e a vida pessoal. Vale lembrar que ele foi publicado em 2011, então nada do que veio depois está lá. O livro pode ser comprado pela Amazon e tem estoque aqui no Brasil no momento.

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Após as Olimpíadas, Tessa e Scott foram ao famoso programa da Ellen Degeneres Show e chegaram inclusive a fazer um teste de conhecimento para casais. O vídeo em inglês está no YouTube.

Há um blog interessante em inglês dedicado à dupla canadense, reunindo vídeos, entrevistas, fotos, etc... O link está aqui.

Tessa e Scott também possuem um blog próprio, que pode ser visto aqui.

Para comprar o livro deles pela Amazon clique aqui.


O que vocês acharam de mais interessante sobre eles?


Até mais!


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Nathan Chen

quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Olá, tudo bem?

Hoje vamos falar de mais um patinador: Nathan Chen.

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Nathan nasceu em Salt Lake City, em 1999. Ele veio de uma família de imigrantes chineses que se mudou para os EUA em 1988. Ele começou a patinar com 3 anos. A sua mãe conta que a primeira vez que patinou, ele gostou tanto da experiência que chorou quando teve que sair do rink para que o gelo fosse arrumado.

Além da patinação, Nathan já fez balé e ginástica artística.

Em 2011-2012, ele venceu o nacional dos EUA na categoria júnior. Em 2012-2013, estreou no Grand Prix Junior, vencendo a etapa da Áustria. Mas uma lesão impediu que prosseguisse no evento. No Nacional Júnior ele conquistou o bronze.

Na temporada de 2013-2014, Nathan venceu as duas etapas no Grand Prix Júnior que participou e ficou em terceiro lugar na final. No Mundial Júnior, ele também ficou na terceira posição.

Em 2014-2015, Nathan ficou em segundo lugar na etapa da Croácia do Grand Prix e em quarto no Mundial Júnior. Pela primeira vez, ele participou da categoria sênior do Nacional, ficando em oitavo.

A temporada de 2015-2016 marcaria a transição definitiva para o sênior nas competições internacionais. Nathan participou do Grand Prix Júnior, vencendo a final pela primeira vez. No Nacional dos EUA, ele conseguiu a terceira posição. Ele participaria ainda dos Mundial Júnior e do Mundial, mas sofreu uma séria lesão na região do quadril. Como resultado, ele teve que fazer uma cirurgia e ficar 6 meses fora do gelo.

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Em 2016-2017, Nathan voltou às competições, ficando em quarto e em segundo lugar nas duas etapas em que participou. Foi na final que ele começou a surpreender, ficando em segundo lugar, deixando para trás nomes como Shouma Uno, Patrick Chan e Javier Fernandez.  No  Campeonato dos Quatro Continentes, ele obteve sua primeira vitória de uma competição sênior internacional, superando Yuzuru Hanyu. Em seu programa longo, Nathan foi o primeiro homem a conseguir executar com sucesso 5 quádruplos.

Nathan atualmente treina em Michigan e na Califórnia. Alguns de seus rivais acabaram se tornando seus amigos, como Adam Rippon e Patrick Chan.

A parte artística acabou ficando um pouco em segundo plano no desenvolvimento de Nathan como patinador. Ele se focou mais na parte atlética, chegando aos saltos quádruplos. Recentemente, ele vem trabalhando em melhorar o lado artístico.

Já falamos mais um pouco sobre a vida pessoal dele neste post aqui.

Até mais!


Sui Wenjing e Han Cong

domingo, 9 de julho de 2017
Olá, tudo bem?

Hoje vamos falar sobre o par chinês Sui Wenjing e Han Cong.


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Sui Wenjing e Han Cong nasceram na cidade de Harbin, no nordeste da China. Começaram a patinar com 6 anos, influenciados pelas Olimpíadas de 2002, na qual o par chinês Shen Xue/Hongbo Zhao obtiveram a medalha de bronze. Eles começaram a parceria em 2007. Sui não tinha nenhuma experiência anterior na categoria pares, mas Han teve outra parceira anteriormente, embora não tenha sido possível localizar o nome.

Em 2009-2010, o par venceu o campeonato chinês, o Grand Prix Junior e o Mundial Junior. Em 2010-2011, eles estrearam no sênior com um bronze na final do Grand Prix, além de vencer novamente o campeonato chinês. Nos juniores, venceram uma etapa do Grand Prix Junior e o Mundial.

Nessa mesma temporada, eles se envolveram em uma controvérsia relacionada à idade. Segundo a página da federação chinesa, Sui nascera em maio de 1997, enquanto no registro da ISU sua data de nascimento é de julho de 1995. Han tinha a data de março de 1989, enquanto na ISU constava agosto de 1992. Esse mesmo problema aconteceu com alguns outros patinadores chineses. No caso deles, isso levantava questões importantes, pois faria com que Han fosse velho demais e Sui nova demais para participar de algumas competições no júnior. A Federação Chinesa alegou que a discrepância fora causada por um erro interno e que a idade correta era aquela registrada junto à ISU.

Em 2011-2012, o par continuou se dividindo entre as competições júnior e sênior. Nas primeiras eles obtiveram vitórias na final do Grand Prix e no Mundial Júnior. Já entre os profissionais, o ponto alto foi a vitória no Campeonato dos Quatro Continentes, a primeira deles em um grande evento sênior. A temporada 2012-2013 foi marcada por uma lesão, que deixou o par longe dos primeiros lugares. Sui teve uma inflamação em um osso.

Na temporada olímpica de 2013-2014, os resultados nos eventos do Grand Prix e o segundo lugar no campeonato chinês não foram o suficiente para que eles fossem selecionados para o time que foi para Sochi (a China só tinha uma vaga nos pares para as Olimpíadas). Apesar disso, eles conseguiram vencer o Campeonato dos Quatro Continentes pela segunda vez na carreira. Já em 2014-2015, o par teve um bom desempenho no Grand Prix (medalha de bronze) e no Mundial (medalha de prata).

Em 2015-2016, o par passou por uma situação difícil. Sui teve uma séria lesão bem no início da temporada e teve que fazer cirurgia nas duas pernas. Segundo ela, foi necessário reaprender a andar após o procedimento. Enquanto isso, Han tentou treinar sozinho.

Por fim, Sui voltou aos treinos. Segundo ela, a experiência fez com que valorizasse mais a patinação. Eles voltaram às competições no Campeonato dos Quatro Continentes, vencendo pela terceira vez a competição. Mas o mais importante foi a vitória no Mundial, com um programa longo emocionante. Com o resultado, o par ainda ajudou a garantir 3 vagas para China, o que torna mais fácil a classificação deles para as Olimpíadas.


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Muito se especula sobre um relacionamento entre os dois, já que não é incomum na China que duplas de dança ou pares acabem formando um casal. No entanto, não parece ser o caso deles. Embora sejam muito próximos, eles são apenas amigos.


Por hoje ficamos por aqui.

Até mais!


Review | pista Américas on Ice, Rio de Janeiro

sábado, 27 de maio de 2017
Olá, tudo bem?


Hoje vamos fazer mais um review de pista. Dessa vez vamos falar do Estação  on Ice, do Américas Shopping, no Rio de Janeiro. Neste review, não vamos dar notas, pois chegam a conclusão de que simplesmente não dá para comparar pistas com propostas completamente diferentes. Um ginásio de gelo, principalmente de tamanho olímpico, sempre vai estar há léguas de distância de uma pista de shopping. Mas é meio injusto avaliar as duas com o mesmo critério, pois uma tem muito pouco a ver com a outra. Acho que as pessoas tem mais a ganhar com o que falamos de objetivo, mais do que com notas subjetivas.

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Também tem aulas de patinação, o que torna um lugar um pouco mais agradável e aberto para quem quer realmente aprender a patinar

Fomos apenas uma vez lá e faz um tempinho. Por isso pode ser que algumas coisas tenham mudado.

Infelizmente, ainda está bem longe do padrão de uma pista de competição e tem pilastras no meio dela, o que atrapalha um pouco. Mas considerando que é uma pista de shopping, o gelo é bem cuidado e até que o tamanho é razoável. Ela acaba quebrando o galho do pessoal do Rio que quer patinar de forma mais séria e não tem onde treinar.

Os funcionários foram bem atenciosos e gentis, o que costuma ser raro nas pistas (embora ultimamente eu esteja dando mais sorte nesse quesito).

Os equipamentos seguem aquele padrão de shopping. Capacetes, joelheiras e cotoveleiras são obrigatórias (para profundo desgosto de todo mundo que vê patinação como um esporte). Também é obrigatório o uso de luvas, então é altamente aconselhável levar as suas próprias, pois via de regra esses equipamentos para empréstimo não são as coisas mais limpas do mundo. Lá eles dão uns plásticos de proteção, mas ainda é nojento.

Os patins eram razoáveis. Não eram os piores que já pegamos em empréstimo mas estavam longe de serem os piores.

Um detalhe: quando fomos a pista estava quase toda vazia, o que foi uma maravilha. 

Para quem está no Rio, pode valer a pena conhecer, pois é uma pista de shopping bem arrumada. Mas se preparem: o Recreio dos Bandeirantes é um bairro bem afastado, a não ser que você esteja na região da Barra da Tijuca.


Até mais!





Evgenia Medvedeva

domingo, 10 de julho de 2016
Evgenia Medvedeva recentemente chamou a atenção de boa parte do público que não acompanha patinação por se apresentar vestida de Sailor Moon com a música Moonlight Densetsu, antiga abertura do anime. Muita gente deve se perguntar quem é essa patinadora e qual é sua história. E é por isso que vamos conhecer mais sobre ela hoje.

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Carreira


Evgenia Medvedeva nasceu em 19/11/1999. Embora sua mãe seja uma patinadora, Medvedeva não começou a patinar para ser profissional, mas para melhorar sua postura. Inicialmente, não chamava a atenção, tendo desempenho inferior a outras patinadoras. Com o tempo e muito esforço, conseguiu evoluir a ponto de se tornar uma atleta de ponta.

Medvedeva  estreou no campeonato russo em 2012, terminando em oitavo lugar no sênior. Na temporada 2013-2014, Medvedeva disputou o Grand Prix Junior, atuando na etapas da Polônia e Letônia, vencendo nas duas oportunidades. Na final, disputada  em Fukuoka, no Japão, ela ficou em terceiro lugar. No mundial junior da mesma temporada, ela também ficou em terceiro lugar.

Na temporada de 2014-2015, Medvedeva venceu as etapas da Polônia e Letônia do Grand Prix Junior e também a final, bem como o mundial junior.

A temporada de 2015-2016 marcou a estreia da atleta nas competições sênior internacionais. E foi uma estreia fantástica. Medvedeva venceu a etapa Skate America e ficou em segundo lugar na Rostelecom Cup. Na final do Grand Prix, venceu com facilidade. O campeonato europeu e o campeonato russo também terminaram com vitória dela. Finalmente, no mundial, Medvedeva não somente venceu como quebrou o recorde mundial do programa longo. Ou seja, ela venceu praticamente todos os campeonatos importantes em sua temporada de estreia.

A grande dúvida é: será que ela vai manter o desempenho nos próximos anos? Como tem 16 anos, ainda terá que passar por algumas mudanças físicas que acabam incomodando algumas patinadoras. Mas em compensação, Medvedeva já mostrou ter grande equilíbrio emocional, o que realmente pode contar a seu favor nas batalhas que virão pela frente.

Vida pessoal


Na vida pessoal Medvedeva é conhecida por admirar a cultura japonesa. Além de adorar a culinária do Japão, gosta de assistir animes e até mesmo começou a estudar japonês por conta própria. Daí veio a ideia de se apresentar no show Dreams on Ice com um programa baseado em Sailor Moon, um de seus animes favoritos. Segue a apresentação:




Outra curiosidade é que Medvedeva consegue andar na rua com relativa facilidade mesmo sendo uma atleta famosa, sem ser muito abordada por fãs. Talvez porque ela pareça um pouco diferente sem a maquiagem que usa para patinar ou porque ainda não participou de nenhuma Olimpíada, evento que acaba deixando o atleta muito mais em evidência.

Há um documentário de uma TV russa com legendas em inglês que fala um pouco da vida de Medvedeva, principalmente a relação dela com a treinadora. Segue o vídeo abaixo. As legendas podem ser atividas no youtube.



 

Aspectos técnicos

A marca registrada de Medvedeva é colocar a mão sobre a cabeça ao executar diversos saltos, uma posição chamada de tano, que aumenta a dificuldade (e a pontuação) dos saltos. Além disso, ela tem algumas combinações de saltos bem interessantes, como 3 flip - 3 toe (3F-3T), 3 Salchow - 3 toe (3S-3T), 3 Lutz - 3 toe (3Lz-3T), 3 loop - 3 toe (3Lo-3T) e 2 Axel - 3 toe (2A-3T).


Hoje ficamos por aqui. E você, acha que Medvedeva vai manter seu desempenho e se tornar uma das melhores patinadoras de todos os tempos? Ou será que sua temporada incrível foi um ponto fora da curva?


Até mais!



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