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Campeonato brasileiro de patinação 2018

quinta-feira, 19 de julho de 2018
O campeonato brasileiro de patinação de 2018 acontece nos dias 21 e 22 de julho. A competição reúne atletas que treinam no Brasil.


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O evento ocorre no Snowland, em Gramado. Os ingressos podem ser comprados diretamente na página do parque, que pode ser vista aqui. Há uma página de Facebook oficial do evento.
 

O evento também recebe um projeto especial da ISU de capacitação destinado a juízes, técnicos e atletas. Os seminários vão durar ao todo 10 dias.


O cronograma é o seguinte:

19 a 22 de Julho - Treinamento de técnicos e oficiais
21 a 22 de Julho - Campeonato 
 23 a 24 de Julho - Treinamento de técnicos e atletas
25 a 28 de Julho - Treinamento de treinadores


Até mais!

Equipe brasileira de patinação artística no gelo

segunda-feira, 17 de abril de 2017
Boa noite!

Hoje vamos falar um pouco sobre os atletas que representam o Brasil na patinação no gelo. A nossa federação é a CBDG (Confederação Brasileira de Desportos no Gelo). Eles atuam desde de 1996 e são responsáveis por 7 modalidades de esportes no gelo, incluindo hóquei e curling. Vamos conferir?


Amanda Kalluf

Amanda é a patinadora mais nova da equipe! Ela patina desde que tinha 3 anos de idade. Ela nasceu nos Estados Unidos, mas seus pais são brasileiros. Amanda ficou em terceiro lugar no Open Chespeake de 2013. Ela também participou do Dream Program de 2016 e conquistou uma medalha de ouro. Seu sonho é participar dos jogos olímpicos de inverno.


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 Deborah Bell

Deborah tem 23 anos. Seu pai é inglês e sua mãe é brasileira. Ela nasceu em Natal, RN, mas se mudou para a Inglaterra quando tinha 9 anos. Deborah patina desde que tinha 12 anos de idade. No fim do ano passado ela esteve em Gramado, RS, fazendo shows no Snowland durante o Natal Luz. Ela também participou do Dragon Trophy em fevereiro deste ano.

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Felipe Kubo

Felipe patina há dois anos e mora em São Paulo. Já ficou em primeiro lugar nos campeonatos abertos de São Paulo e do Rio. Este ano também participou do Dream Program, na Coreia do Sul, programa que visa estimular o desenvolvimento de modalidades de inverno em países sem tradição nesses esportes.


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Giulia Flemming

Giulia nasceu em Campinas, SP e começou a patinar quando tinha 7 anos, idade que tinha quando se mudou para os Estados Unidos. Ela já conquistou 6 medalhas de ouro em categorias de base. Giulia também já participou de um show beneficente de patinação, ao lado de patinadores como Polina Edmunds e Max Aaron. Giulia tem treinado com afinco para começar a representar o Brasil em competições internacionais.


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Isadora Williams

Isadora dispensa apresentações. É nossa atleta mais conhecida, já que participou das Olimpíadas de 2014, em Sochi. Isadora nasceu nos Estados Unidos. Sua mãe é brasileira e daí surgiu o sonho de representar o Brasil. A patinadora de 21 anos participou do Mundial recentemente, visando uma vaga nos próximos jogos Olímpicos. Ela também foi a primeira patinadora a conquistar uma medalha de ouro para o Brasil em uma competição internacional. Isa já conquistou outras medalhas para o Brasil e amadureceu muito como patinadora nos últimos tempos. No mês passado ela deu uma entrevista exclusiva para o Figure Skating Brasil. Clique aqui para ler e conhecer um pouco mais sobre a Isadora.

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Karolina Calhoun

Karolina compete na categoria dança no gelo junto com Logan Leonesio. Ela nasceu nos Estados Unidos, mas sua mãe é brasileira. Ela sempre passava as férias no Brasil quando era criança e fala português muito bem. Ela começou a patinar com 5 anos de idade, depois de ir a festa de uma amiga num rink de patinação. Karolina competia no individual feminino, mas devido a uma lesão, resolveu mudar para a dança. Nesta temporada ela participou de duas etapas do Grand Prix Junior e estava tentando atingir o índice para participar do Mundial Junior, mas não conseguiu. Seu sonho é fazer a patinação no gelo ser mais conhecida no Brasil.

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Kevin Bettencourt

Kevin nasceu em Toronto e é naturalizado brasileiro. Sua mãe é brasileira e seu pai português. Ele tem 26 anos e começou a patinar aos 7 e foi o primeiro patinador a representar o Brasil em uma competição da ISU (4CC de 2008). O patinador já participou do Mundial Junior em 2010. Kevin já representou o Brasil em diversas competições internacionais. Ele também é ator e cantor. Não conseguimos achar mais informações atuais sobre ele. Kevin ainda está na lista da CBDG, mas não conseguimos saber se ele ainda patina ou já se aposentou. Se alguém souber mais alguma coisa sobre ele por favor nos conte aí embaixo.

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Logan Leonesio

Logan é americano e faz dupla com a Karolina na dança no gelo. Ele começou a patinar aos 5 anos e mudou para dança no gelo aos 11. Antes disso ele tentou pares, mas não gostou muito desta modalidade.

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Luiz Manella

Luiz nasceu em Londrina, PR, mas mora nos Estados Unidos desde que tinha 8 anos. Ele tem 22 anos e já representou o Brasil em competições importantes, como o 4CC, o Mundial Junior e o Grand Prix Junior. Ela já conseguiu medalhas de ouro em campeonatos dos Estados Unidos e chegou perto de participar das Olimpíadas de Sochi. Em 2016 Luiz foi nomeado embaixador do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude. O patinador consegue executar saltos quádruplos e tem muito potencial. Atualmente parece que ele está tentando migrar para a categoria pares.


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Maria Eugênia Lopes

Maria nasceu nos Estados Unidos, mas seus pais são brasileiros. Ela já venceu várias competições nos Estados unidos, como o Middle Atlantic Figure Skating em 2010, o Cantiaque Trophy Cup em 2011 e o Regional Figure Skating de 2012.


Amanda, Isadora, Giulia, Maria, Karolina e Luiz em um workshop da CBDG - Fonte


Sophia Duchemin

Não consegui encontrar muitas informações sobre a Sophia, mas este ano ela representou o Brasil no Dream Program junto com Felipe Kubo. Ela sempre participa do Rio Open. Parece que ela mora e treina no Rio de Janeiro. Se alguém souber mais sobre a Sophia por favor compartilhe conosco para acrescentarmos aqui.





Para finalizar, eu gostaria de deixar registrado aqui outros atletas que já representaram o Brasil na patinação artística anteriormente, mas que agora não competem mais ou atuam como treinadores: Alessia Baldo, Stephanie Gardner, Simone Pastusiak, StacyPerfetti e Elena Rodrigues.

Se você patina e tem vontade de se filiar à CBDG, confira as instruções aqui.


Tenham uma ótima semana!


Entrevista | Isadora Williams

quarta-feira, 22 de março de 2017
Olá!

Para o post de hoje fizemos uma entrevista muito especial com a patinadora brasileira Isadora Williams. Ela nos contou sobre sua carreira e expectativas para o Mundial na próxima semana. Isadora competiu nas últimas Olimpíadas de Inverno e busca uma vaga nos jogos do próximo ano. Ela também conseguiu a primeira medalha de ouro para o Brasil na patinação artística no gelo no mês passado. Vamos conferir?




Isadora, primeiramente queremos te parabenizar pela sua conquista recente! Você conquistou a primeira medalha de ouro para o Brasil em uma competição internacional de patinação. Como você está se sentindo?

Esta medalha foi uma grande conquista antes do mundial. Eu estava determinada a conquistar esta medalha, treinei muito e vi que tinha grandes possibilidades. Tenho agora 5 medalhas conquistadas para o Brasil. É uma sensação muito boa subir ao podium e receber a medalha de ouro. 

Como e quando você começou a se interessar pela patinação? Como surgiu a ideia de competir pelo Brasil e qual é a sensação de representar o país?

Eu comecei a patinar desde os 5 anos de idade, comecei com aulas em grupo,  me divertia muito no gelo e daí por diante nunca mais tirei os patins dos meus pés. Por volta dos 9 anos eu comecei a dizer para a minha mãe que queria representar o Brasil, ela achava engraçado. Até que em Novembro de 2009 o meu treinador enviou um vídeo para a CBDG e eu fui convidada para representar o Brasil e no ano seguinte eu fui para a Holanda na minha primeira competição internacional era o campeonato júnior mundial, na época eu já tinha o salto duplo axel.
Representar o Brasil tem muitas alegrias e também grandes desafios. Não tenho patrocínio. Eu conto com apoio da minha confederação a CBDG do Comitê Olímpico Brasileiro e Bolsa Atleta. Como existe a diferença cambial entre o dólar e o real eu  preciso trabalhar nos finais de semana para completar os meus treinos. 




Você participou das Olimpíadas de Sochi e dentro do Brasil acabou ganhando um destaque muito maior do que antes. Toda essa repercussão teve algum impacto na sua rotina?

Sim, teve um impacto enorme perante a mídia. O Brasil se apaixonou pela patinação no gelo, eu recebo mensagens lindas do norte ao Sul do Brasil. Eles me chamam de princesa do gelo, o que para mim é uma honra. A repercussão foi ótima, eu pensei que poderia atrair atenção de futuros patrocinadores mas infelizmente não atraí. Os patrocinadores no Brasil querem atletas de momento, veja o que esta acontecendo com os atletas que participaram da ultima olimpíada de verão. A fama somente não me basta eu preciso de patrocinadores. 

Agora você busca a classificação para os jogos de PyeongChang. Que lições você vai levar da experiência nas últimas Olimpíadas? Quais são as suas expectativas para o Mundial?

Eu tenho boas chances e vou lutar com todas as minhas forças para conseguir a vaga. A conquista de uma vaga olímpica é uma guerra como no filme Jogos Vorazes todas nós estamos famintas pela vaga olímpica. Eu amadureci como pessoa e patinadora, competi mais e mudei para uma  pista de patinação onde posso ter uma qualidade melhor de treinamento e cursar a faculdade ao mesmo tempo. Estou treinando muito e me preparando física e mentalmente para este mundial.

Você tem algum ídolo na patinação artística? Como foi dividir o pódio com a patinadora italiana Carolina Kostner no Golden Spin de 2012?

Sempre tive uma admiração pela  Karolina Kostner. Ela é simplesmente uma atleta maravilhosa. Ela me inspira muito o que a determinação e a força de vontade podem fazer dos seus sonhos uma realidade. Ela conversou muito comigo em Zagreb, me contou dos seus altos e baixos da carreira e foi ali que a minha admiração por ela aumentou.


  Fonte


Quantas horas por dia você treina? Você pratica atividades extras para aprimorar sua patinação (como balé, pilates, musculação...)?

Eu treino de 3 a 4 horas por dia. Faço alongamentos diários, faço academia 2 vezes por semana o que inclui classes de ballet, pilates e musculação. Tenho que dormir cedo e acordar cedo, beber muita agua, ter uma boa alimentação. Tudo isto faz parte da minha rotina. 

Existem atletas que gostam mais de saltos, outros de spins e outros da interpretação. Do que você mais gosta na apresentação?


Eu gosto de saltar, e estou trabalhando muito na minha sequência de piruetas que também é muito importante. Eu também gosto do lado teatral de interpretar a música. 

Um aspecto muito importante na patinação é o equilíbrio emocional. Como você lida com o nervosismo antes das competições?


Não é muito difícil controlar as emoções. Estou fazendo um trabalho psicológico com a minha treinadora Kristen que é formada em Psicologia do Esporte o que esta me ajudando muito. Eu estava tão frustrada por não ter conseguido a pontuação para o Mundial que cada vez que eu ia para uma competição eu entrava num conflito emocional enorme, era uma tormenta mental para mim. E foi aí que o trabalho da Kristen me ajudou muito a não pensar somente na pontuação mas em fazer uma boa apresentação.




Atualmente você está frequentando a universidade e se dedicando à patinação. Ainda estuda português? Como é conciliar o treino com os estudos?

Eu tenho um horário a ser cumprido, tenho horário para tudo. Tenho uma relação complicada com o Português. Eu quero falar fluentemente e sem sotaque. Sei que isto não é possível. Eu falo Português mas não sou fluente, eu gostaria de passar um tempo no Brasil e viver a cultura de uma modo geral. Mas devido aos treinos extensivos e faculdade não é possível.

O que tem a dizer para os brasileiros que sonham em se tornar patinadores?


O Brasil ainda não tem uma pista de patinação com medidas oficiais. A patinação é um esporte maravilhoso tanto a nível de competição ou como de recreação. A nível de recreação não tem idade para começar. A nível profissional tem que começar muito cedo e com treinadores com uma boa formação profissional.  Para ser um patinador com aspirações de uma olimpíada atualmente as melhores condições de treinos são fora do Brasil. 

Você pode deixar uma mensagem para os leitores do Figure Skating Brasil?

Olá galera do Figure Skating Brasil. Conto com vocês na torcida para conquistar a vaga olímpica no Mundial da Finlândia. Torçam por mim. Beijos

Agradecemos muito pela entrevista. Boa sorte no Mundial!






Esperamos muito que vocês tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre a Isadora. Ela é uma patinadora muito dedicada. Vamos torcer muito por ela na próxima semana!!! 

 Aproveitamos para deixar nosso agradecimento para a Isadora, que foi muito gentil em nos conceder esta entrevista! :)


Boa noite e até o próximo post!


Sophia Trophy | Primeira medalha de ouro do Brasil na patinação artística!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Olá pessoal!

Resolvemos fazer este post extra para falar sobre o Sophia Trophy. Esse evento aconteceu no último fim de semana e teve a participação da patinadora brasileira Isadora Williams. 




Sobre o Sophia Trophy

O Sophia Trophy é um evento internacional oficial, que consta no calendário da ISU. É disputado todo ano na cidade de Sofia, Bulgária. Não é um evento tão prestigiado como o Grand Prix e Mundial, mas já atraiu algumas boas promessas ou atletas de nível olímpico nas suas duas edições. Este ano, por exemplo, contou com Alexander Petrov, o terceiro colocado no nacional russo masculino.

Primeira medalha de ouro para o Brasil

Talvez o melhor modo de ter alguma ideia do que significa essa vitória e o que esperar para o futuro seja ver a nota da Isadora e as suas principais adversárias na competição.

Anita Ostlund é uma patinadora vinda dos júniores recentemente. Esta temporada conseguiu a terceira colocação no campeonato sueco sênior. Terminou em segundo lugar no Sophia Trophy. Micol Cristini é uma patinadora mais experiente. Recentemente obteve a quarta colocação no campeonato italiano. Ficou na terceira posição no torneio. Gerli Liinamae foi a quarta colocada. É a atual vice-campeã estoniana.

A nota de Isadora foi  144.75, sendo 50,99 no programa curto. Vamos então compara-la ao Mundial do ano passado. É uma comparação muito imprecisa, já que o julgamento na patinação depende de fatores subjetivos e alguns dias os juízes podem ser mais ou menos severos. Mas acho que dá para tirar algo daí.

Se tivesse tirado essa nota do mundial do ano passado, Isadora teria passado para o programa longo e no total teria ficado na 22ª posição, de 38 competidoras. Pelos meus cálculos, teria se classificado para as Olimpíadas se fosse o evento qualificatório.

 Descontando a flutuação de nota normal para essa competição, não podemos esperar que ela lute por medalhas no Mundial, mas tem chances reais de passar para o programa longo e até mesmo de se classificar para as Olimpíadas.

Isso é bom? Para mim, é ótimo. O Brasil simplesmente não tem locais apropriados para treino dentro do país. O post sobre escolas de patinação é um dos mais procurados do blog e infelizmente a maioria das pessoas deve ter se decepcionado com a falta de opções ao lê-lo. É até triste imaginar quantos talentos são perdidos assim. Poucos países chegam nas Olimpíadas, e a grande maioria deles tem muito mais tradição e investimentos no esporte do que o Brasil. A Itália, a Suécia e a Estônia, por exemplo, tem bons rinks, escolas de patinação e tradição no esporte.

Então, a medalha foi sim uma ótima surpresa. Torço para que muitas pessoas aqui dentro tomem gosto pelo sucesso e passem a apostar mais na patinação como um esporte, e não só como um passatempo para crianças no shopping. Ou então nossos atletas no mínimo terão que viver no exterior desde a infância.



Isadora Williams

Isadora nasceu nos Estados Unidos e tem dupla cidadania. Seu pai é americano e sua mãe brasileira. Patina desde os 5 anos de idade e representa o Brasil desde que tinha 13. Foi a primeira mulher a representar o Brasil na patinação nos jogos olímpicos de inverno de Sochi (2014).
Ela já conseguiu medalha de bronze no Golden Spin of Zagreb de 2012. Ela também conquistou a medalha de prata no Santa Claus Cup. Ela também já participou do Campeonato Mundial em 2013 e do Campeonato dos 4 Continentes em 2015. Recentemente competiu no Sophia Trophy e levou a medalha de ouro! Agora Isadora se prepara para o Campeonato Mundial deste ano, que será em Helsinque, na Finlândia.


Brasileira no Dragon Trophy

No último fim de semana outra brasileira também representou o Brasil no Dragon Trophy, na Eslovênia. Deborah Bell treina na Inglaterra e é a mais nova integrante da seleção brasileira de patinação artística no gelo. Sua pontuação total foi 86.07 (31.62 no programa curto e 54.45 no longo).


Uma medalha de ouro é uma grande conquista para um país onde a patinação artística ainda está engatinhando. Com certeza isso pode aumentar o interesse pelo esporte e quem sabe no futuro não teremos um país mais forte na patinação? 
Vamos torcer!


Até mais!

Notícias - resultado do Rio Open e brasileiros no JPG St. Gervais

quinta-feira, 28 de julho de 2016
Olá, tudo bem?

No post de notícias dessa semana, vamos ver os resultados do Rio Open e as inscrições para a etapa inicial do Grand Prix Junior.

Rio Open

O torneio Rio Open, disputado nos dias 16 e 17 de julho de 2016, já teve seus resultados divulgados. Na categoria FS8 Adulto I, Simone Pastusiak fez 37,43 e na categoria FS8 Adulto I Masculino, Rafael Andrade Braga fez 37,87 pontos.

O resultado completo pode ser visto aqui.

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Brasileiros no JPG St. Gervais

Saiu a lista de atletas que vão participar da primeira etapa do Grand Prix Junior de patinação nos dias 24 a 28 de agosto de 2016, na cidade de St. Gervais, França. Serão disputadas as categorias feminina, masculina e dança.

A novidade é a participação da brasileira Karolina Elizabeth Calhoun, que faz dupla com o americano Logan Tyler Leonesio. Os dois patinarão representando o Brasil na competição de dança.

Os eventos do Grand Prix Junior são transmitidos por YouTube pela ISU. Fiquem ligados nos próximos posts, pois vamos avisar com antecedência os horários e links.

Até mais!




Review - pista de patinação do Taguatinga Shopping

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Estou inaugurando uma nova seção aqui. Para quem gosta de acompanhar competições de patinação, nada melhor do que aproveitar as horas de lazer... patinando! É um hábito mais comum em outros países, que contam com pistas fixas e aulas de patinação. Infelizmente, aqui no Brasil as pistas são vistas apenas como uma atração de shopping para atrair as pessoas ao estabelecimento, principalmente as crianças. É mais como uma experiência , não como um esporte ou um hobby. Com raras exceções, o que se espera é que somente frequentem o local clientes que vão lá ter uma experiência, mas que dificilmente irão voltar mais do que uma ou duas vezes. Uma pena.

Por causa disso, temos que aproveitar quando tem alguma pista por perto. Para quem mora no Distrito Federal, há uma pista no Taguatinga Shopping que ficará aberta até depois do Carnaval. Algumas informações sobre a pista:


Preços

Segunda a quinta

30 minutos - R$ 30,00
1 hora - R$ 50,00

Sexta, sábado e domingo

30 minutos - R$ 35,00
1 hora - R$ 60,00


Endereço

Taguatinga Shopping – 1º piso (Av. Arniqueira Qs 01 Rua 210, lote 40 – Taguatinga, Brasília – DF)


Período

De 08 de dezembro de 2015 a 14 de fevereiro de 2016.


Horário de funcionamento

De segunda a sexta, das 12h às 22h. Sábado, das 10h às 22h. Domingo e feriados, das 12h às 20h.


Tamanho da pista

 380 m²



Agora, vamos ao que interessa. Das vezes que fui lá, não tive problemas com lotação, e olha que fui no fim de semana. Em alguns momentos, estava um pouco cheio, mas nada demais.




O gelo em geral estava razoável. Nas primeiras vezes que eu fui, parece que eles faziam manutenção mais vezes do que nas últimas, mas comparado com outras pistas que vemos no Brasil, não estava dos piores.

Mas aí é que começam os problemas. Havia só um equipamento manual de limpar o gelo, o que significa que eles demoram muito tempo para arrumar. Leva mais de 20 minutos, sendo otimista. Não chego nem a querer que eles tenham um carrinho de gelo, mas custava alguma coisa pelo menos ter outro equipamento mais eficiente para fazer o serviço no dobro da velocidade?

Um problema maior do que esse foi o patins. Da primeira vez que eu fui, peguei um completamente sem fio. No início estava até parecendo que eu nunca tinha patinado antes, porque estava difícil ficar de pé nele. Ao deslizar com o pé direito em vez de cortar o gelo para frente, o patins continuava indo para a direita como se estivesse com um protetor nas lâminas. Com o tempo eu me acostumei e deu para andar razoavelmente, mas  continuou incomodando um pouco. Para não ser muito ranzinza, nas outras vezes que fui lá o patins parecia um pouco melhor, embora ainda escorregasse um pouco.

Mas certamente a pior parte é o malfadado "equipamento de segurança obrigatório", que consiste em cotoveleiras, joelheiras e capacete. Esse equipamento é tão importante, mas tão importante, que os monitores da empresa não usam. Mas você, caro cliente da pista, não passa de um idiota que é incapaz de decidir se você precisa ou não usar aquela tralha. Mesmo que você já tenha experiência patinando. Mesmo assinando um termo de compromisso que teoricamente te faz assumir os riscos decorrentes da atividade (teoricamente, já que obrigar alguém a usar um equipamento que não é essencial para a segurança poderia ser interpretado como uma responsabilização pela sua integridade). 

Infelizmente, essa obrigatoriedade parece ser uma praga que vem se alastrando no Brasil nos últimos tempos. E o pior é que uma invenção tipicamente tupiniquim, já que no exterior ninguém te obriga a fazer nada disso. Desconfio que se soubessem disso começariam a rir, já que salvo em casos específicos, não faz mesmo nenhum sentido usar esse tipo de equipamento. Se querem fazer algo pela segurança dos clientes, seria muito melhor dar uma rápida explicação sobre como cair. Afinal, é bem mais provável alguém em velocidade baixa cair no chão apoiando as mãos abertas, bem na posição para alguém patinar sobre os dedos dela, do que cair de cabeça. Saudades da pista de São Lourenço (MG), que embora modesta, não tinha nenhuma dessas frescuras.

E o que pode ser pior do que os responsáveis pela pista te tratarem como um bebê que é incapaz de saber se deve ou não usar um capacete inútil que foi feito para ciclistas? Claro, te dar um capacete fedido. Sim, os equipamentos de proteção não são devidamente higienizados. Na última vez, minha esposa pegou um capacete que fedia tanto que era impossível usar. Ela pediu para trocar e o outro também estava deplorável. A funcionária disse que nem adiantava trocar, pois todos estavam na mesma situação. Eles dão toucas descartáveis, mas elas não impedem que boa parte dele encoste em você, principalmente a parte que você prende no pescoço, que é a mais nojenta. As cotoveleiras e joelheiras estão tão detonadas que soltam sozinha.

A conclusão é que infelizmente falta respeito aos usuários. Uma pena que muita gente nem ligue para isso, já que as pessoas acabam aceitando qualquer coisa. Também não ajuda o fato de não ter concorrência. Como disse antes, no Brasil pouca gente realmente dá alguma importância para a patinação. Por tudo isso, a nota da pista é 4/10. Só não ganha nota pior porque já vi muito absurdo por aí...

Até mais!

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