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Mundial 2019

terça-feira, 19 de março de 2019
Olá, tudo bem?


Chegou a hora do Mundial 2019. Esse ano o evento será na cidade de Saitama, no Japão. A cidade tem 12 horas à frente do horário de Brasília.

Fonte

Os resultados do evento podem ser vistos aqui. Os streams podem ser buscados aqui.


Seguem as informações:

19/3/2019

22:30 - Pares curto



20/03/2019

3:05 - Feminino curto




22:30 - Pares longo



21/3/2019

4:00 - Masculino curto
 


22/3/2019

0:00 - Dança rítmica




5:30 - Feminino longo


23/3/2019

0:30 - Dança longo

5:30 - Masculino longo



Até mais!









Mundial de patinação 2018

terça-feira, 20 de março de 2018

Olá, tudo bem?

Enfim, chegamos ao Mundial de 2018, o último grande evento da temporada. Infelizmente, como é normal em um ano olímpico, há vários desfalques. Seja por lesão, aposentadoria ou mesmo por querer um período maior de descanso, vários atletas pularam o evento.

No feminino, temos as japonesas Satoko Miyahara e Wakaba Higuichi, que haviam sido indicadas para o evento desde o nacional japonês. Carolina Kostner vai participar. As russas Alina Zagitova Maria Sotskova também vão marcar presença, embora Evgenia Medvedeva tenha desistido do evento por causa de sua lesão. As canadenses Kaetlyn Osmond e Gabrielle Daleman também participam. Pelos EUA, Bradie Tennel, Mirai Nagasu participam, mas Karen Chen não. Finalmente, também teremos a participação da brasileira Isadora Williams.

No masculino, teremos apenas um dos medalhistas olímpicos participando: Shoma Uno. Boyang Jin e Nathan Chen também confirmaram presença. Temos ainda os russos Dmitri Aliev e Mikhail Kolyada.

O evento de pares nos traz os os medalhistas de ouro Aljona Savchenko / Bruno Massot, além de Vanessa James / Morgan Cipres.

Na dança, temos os medalhistas de prata Gabriella Papadakis / Guillaume Cizeron. Temos também os americanos Madison Chock / Evan Bates e Madison Hubbell / Zachary Donohue.
Fonte


O Mundial é disputado na cidade de Milão, na Itália, com 4 horas de diferença em relação ao horário de Brasília.

A página de resultados pode ser vista aqui. Streams podem ser procurados aqui.



21/ 03/2018


 7:00 - Feminino curto



14:20 - Pares curto

    Grupo 1
   
1     Elizaveta KASHITSYNA / Mark MAGYAR    
        HUN
2     Paige CONNERS / Evgeni KRASNOPOLSKI    
        ISR
3     Deanna STELLATO / Nathan BARTHOLOMAY    
        USA
4     Annika HOCKE / Ruben BLOMMAERT    
        GER

    Grupo 2
   
5     Anna DUSKOVA / Martin BIDAR    
        CZE
6     Ioulia CHTCHETININA / Mikhail AKULOV    
        SUI
7     Tae Ok RYOM / Ju Sik KIM    
        PRK
8     Zoe JONES / Christopher BOYADJI    
        GBR

    Grupo 3
   
9     Lola ESBRAT / Andrei NOVOSELOV    
        FRA
10     Camille RUEST / Andrew WOLFE    
        CAN
11     Miu SUZAKI / Ryuichi KIHARA    
        JPN
12     Lana PETRANOVIC / Antonio SOUZA-KORDEIRU    
        CRO

    Grupo 4
   
13     Laura BARQUERO / Aritz MAESTU    
        ESP
14     Kyueun KIM / Alex Kang Chan KAM    
        KOR
15     Kristina ASTAKHOVA / Alexei ROGONOV    
        RUS
16     Cheng PENG / Yang JIN    
        CHN

    Grupo 5
    
17     Ekaterina ALEXANDROVSKAYA / Harley WINDSOR    
        AUS
18     Alexa SCIMECA KNIERIM / Chris KNIERIM    
        USA
19     Kirsten MOORE-TOWERS / Michael MARINARO    
        CAN
20     Miriam ZIEGLER / Severin KIEFER    
        AUT

    Grupo 6
   
21     Valentina MARCHEI / Ondrej HOTAREK    
        ITA
22     Julianne SEGUIN / Charlie BILODEAU    
        CAN
23     Xiaoyu YU / Hao ZHANG    
        CHN
24     Nicole DELLA MONICA / Matteo GUARISE    
        ITA

    Grupo 7
   
25     Evgenia TARASOVA / Vladimir MOROZOV    
        RUS
26     Aljona SAVCHENKO / Bruno MASSOT    
        GER
27     Natalia ZABIIAKO / Alexander ENBERT    
        RUS
28     Vanessa JAMES / Morgan CIPRES    
        FRA

22/03/2018

6:05 - Masculino curto






14:55 - Pares longo




23/03/2018

7:00 - Dança curto




14:30 - Feminino longo




24/3/2018

6:00 - Masculino longo

Grupo 1
           
1     Julian Zhi Jie YEE    
        MAS
    21     72.43
2     Daniel SAMOHIN    
        ISR
    20     72.78
3     Slavik HAYRAPETYAN    
        ARM
    23     68.18
4     Brendan KERRY    
        AUS
    19     74.99
5     Phillip HARRIS    
        GBR
    22     68.59
6     Donovan CARRILLO    
        MEX
    24     68.13
   
Grupo 2
           
7     Max AARON    
        USA
    15     79.78
8     Romain PONSART    
        FRA
    16     79.55
9     Dmitri ALIEV    
        RUS
    13     82.15
10     Michal BREZINA    
        CZE
    17     78.01
11     Keiji TANAKA    
        JPN
    14     80.17
12     Matteo RIZZO    
        ITA
    18     77.43
   
Grupo 3
           
13     Alexander MAJOROV    
        SWE
    10     82.71
14     Kazuki TOMONO    
        JPN
    11     82.61
15     Paul FENTZ    
        GER
    12     82.49
16     Deniss VASILJEVS    
        LAT
    9     84.25
17     Misha GE    
        UZB
    8     86.01
18     Alexei BYCHENKO    
        ISR
    7     90.99
   
Grupo 4
           
19     Keegan MESSING    
        CAN
    6     93.00
20     Shoma UNO    
        JPN
    5     94.26
21     Boyang JIN    
        CHN
    4     95.85
22     Mikhail KOLYADA    
        RUS
    2     100.08
23     Vincent ZHOU    
        USA
    3     96.78
24     Nathan CHEN    
        USA
    1     101.94

11:20 - Dança longo

1 Shiyue WANG / Xinyu LIU CHN
2 Alisa AGAFONOVA / Alper UCAR TUR
3 Alexandra NAZAROVA / Maxim NIKITIN UKR
4 Kavita LORENZ / Joti POLIZOAKIS GER
5 Allison REED / Saulius AMBRULEVICIUS LTU

6 Carolane SOUCISSE / Shane FIRUS CAN
7 Marie-Jade LAURIAULT / Romain LE GAC FRA
8 Kaitlin HAWAYEK / Jean-Luc BAKER USA
9 Natalia KALISZEK / Maksym SPODYRIEV POL
10 Olivia SMART / Adrian DIAZ ESP

11 Kana MURAMOTO / Chris REED JPN
12 Charlene GUIGNARD / Marco FABBRI ITA
13 Alexandra STEPANOVA / Ivan BUKIN RUS
15 Tiffani ZAGORSKI / Jonathan GUERREIRO RUS

16 Anna CAPPELLINI / Luca LANOTTE ITA
17 Madison CHOCK / Evan BATES USA
18 Gabriella PAPADAKIS / Guillaume CIZERON FRA
19 Kaitlyn WEAVER / Andrew POJE CAN
20 Madison HUBBELL / Zachary DONOHUE USA


Fiquei de olho que vamos atualizar este post constantemente até o fim do evento.





Como funcionam as principais competições

domingo, 6 de agosto de 2017

Olá, tudo bem?

Hoje vamos falar um pouco sobre o funcionamento das principais competições.

Fonte

Nacionais



Começamos com os Nacionais. Esses eventos não são de responsabilidade da ISU, mas das federações de cada país. As regras podem variar conforme o país. Geralmente há competições regionais prévias para classificar os atletas para o evento em si, mas os principais nomes não costumam participar dessas etapas classificatórias. Além das categorias do sênior, há competições de júnior, novice e outras categorias. Esses eventos são muito importantes para a definição dos times de cada país. Para o atleta, ser escolhido para o time significa a possibilidade de participar dos principais eventos internacionais, como os Jogos Olímpicos, Mundial, Europeu e Campeonato dos Quatro Continentes.

É importante lembrar que a escolha do time nacional não necessariamente vai seguir a ordem do Nacional. Alguns países usam outros critérios para montar a equipe, como o desempenho no Grand Prix. É difícil que alguém que chegue na final do Grand Prix perca o lugar no time por causa de um mau  desempenho no Nacional, a não ser que muitos atletas do mesmo país cheguem a final.

Em geral, os nacionais acontecem após o Grand Prix e antes do Europeu e do Campeonato dos Quatro Continentes.

Campeonato Europeu


O Campeonato Europeu acontece entre o Grand Prix e o Mundial e envolve patinadores de toda a Europa, inclusive de Israel e Turquia. O número de vagas por país é escolhido com base nas colocações antigas no mesmo campeonato. Dependendo da performance anterior, as nações recebem 3, 2 ou 1 vaga. Ou seja, mesmo que um país tenha muitos atletas bons, no máximo poderá enviar 3 por categoria, abrindo espaço para patinadores de nível menor que defendem outros países. Há também um índice técnico mínimo para o atleta entrar no evento. Os países enviam os atletas classificados em seus times, podendo usar substitutos caso os patinadores do time não queiram ou não possam participar do evento.

Campeonato dos Quatro Continentes


O Campeonato dos Quatro Continentes funciona de forma semelhante ao Europeu, com a diferença de que participam atletas de todos os outros continentes que não sejam a Europa. Daí o nome "quatro continentes", que se refere a América, África, Ásia e Oceania.

Mundial


O Mundial acontece após o  Europeu e o Campeonato dos Quatro Continentes e envolve os atletas de todo o mundo. A distribuição de vagas por países funciona da mesma forma que esses outros campeonatos. Temos também os índices técnicos mínimos que devem ser atingido pelos atletas. Novamente vemos a importância do time nacional, que define os atletas que participarão desse evento. Esse é considerado o principal torneio de um ano que não tem Olimpíadas.

Grand Prix


O Grand Prix tem 6 etapas: NHK Trophy (Japão), Rostelecom Cup (Rússia), Cup of China (China), Skate América (EUA), Skate Canadá (Canadá) e Trophé de France (França). Geralmente, os patinadores participam de 2 eventos, mas há casos em que competem em apenas 1. Os lugares em que eles terminam a competição valem um determinado número de pontos (exemplo: 1º lugar 15, 2º 13). Soma-se os pontos dos dois eventos que o patinador participa. Os 6 melhores colocados após a disputa dos 6 eventos se classificam para a final. Caso um patinador participe de apenas uma etapa, ele ficará apenas com os pontos dela e é praticamente certo que não se classificará para a final.

Ao contrário dos outros eventos, as federações podem enviar mais do que 3 patinadores para disputar as etapas, com o limite de 3 para a mesma etapa. Por causa disso, ele acaba sendo a porta de entrada para nomes novos ou de segundo escalão de países com times muito fortes, como Rússia e Japão.

Também é importante lembrar que na final do Grand Prix competem sempre os 6 melhores, não importando que tenham mais de 3 patinadores de um país. Isso aconteceu recentemente na categoria feminina, em que tivemos 4 russas se apresentando na final de 2016/2017.

Olimpíadas


Finalmente, temos as Olimpíadas, a qual já demos maiores detalhes neste post. A regra é parecida com o Mundial: temos as vagas por país e índices mínimos. Na etapa de repescagem (Nebelhorn Trophy, em setembro) só serão decididas vagas únicas para cada país, já que todos os times que conquistaram 2 ou 3 vagas já as receberam no Mundial. No caso da Isadora, por exemplo, o que realmente está em disputa é uma vaga para o time do Brasil, que será composto de uma atleta. Como ela é a melhor atleta, acaba que a vaga já vai ser dela de qualquer forma. Imagino que seja esse o caso da maioria dos outros países que não se classificaram.

Por hoje ficamos por aqui.

Até mais!



[Tradução] Crescimento do poder japonês

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Olá pessoal, tudo bem?

Hoje vamos trazer a tradução de um artigo da IFS magazine, escrito por Akiko Tamura. Esse texto conta a história de sucesso da patinação no Japão até os dias de hoje. Vamos lá!


https://www.ifsmagazine.com/rise-japanese-powerhouse/

Crescimento do poder japonês

O espírito competitivo na patinação artística que vemos hoje no Japão é o resultado de um programa cuidadosamente planejado e bem executado que foi implementado há mais de duas décadas.

Muitos se perguntam como o Japão se tornou uma nação tão forte nos últimos anos, produzindo um campeão após o outro. Não há uma resposta simples, mas o resultado é uma combinação de vários fatores que contribuíram para a ascensão dessa nação nos estádios globais.

_________________________________________________

A patinação artística tem uma longa história no Japão que remonta ao final de 1920 na categoria masculina e meados de 1930 na categoria feminina.

A Federação Japonesa de Patinação (JSF) foi fundada em 1929. Kazuyoshi Oimatsu, o primeiro representante olímpico da federação, ficou em nono lugar nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1932 em Lake Placid, N.Y.

Etsuko Inada, que ganhou sete títulos nacionais, foi a primeira mulher a representar o Japão nos Jogos de Inverno. Em 1936, com 12, ficou em 10º num total de 23 competidoras.

Um dos primeiros patinadores a representar o Japão na era moderna foi Nobua Satō, que dominou o esporte nacionalmente por uma década, ganhando 10 títulos nacionais consecutivos de 1957 a 1966. É um recorde que não foi quebrado até hoje. 

O quarto lugar de Satō no Campeonato Mundial de 1965 marcou o maior resultado do Japão na competição global. Ele foi convidado a ir em uma turnê com os medalhistas, mas teve que sair antes de completar sua participação para competir nos campeonatos nacionais. "Quando eu estava competindo era uma era diferente", recordou Satō.

"Aquela era uma época em que todos acreditavam que se você fosse um estudante, a escola teria que vir em primeiro lugar. Assim, o Campeonato Japonês acontecia durante as férias de primavera em março. "

Satō, o pai da campeã mundial de 1994, Yuka Sato, e o treinador atual da Mao Asada, se aposentou após um quinto lugar no Mundial de 1966 e se tornou treinador. Kumiko Okawa, sua primeira aluna, ficou em quinto lugar no Campeonato Mundial de 1967 e 1968. Satō depois se casou com Okawa, que também é uma treinadora bem respeitada por mérito próprio.

Tsuguhiko Kozuka, três vezes campeão nacional, e seu filho, Takahiko Kozuka, medalhista de prata em 2011, foram treinados por Satō.

Minoru Sano conquistou a primeira medalha no Mundial, um bronze, no primeiro campeonato Mundial que o Japão sediou em Tokyo em 1977. Shoichiro Tsuzuki, um dos primeiros treinadores do Yuzuru Hanyu, era o treinador principal de Sano; Satō trabalhou com ele em figuras compulsórias. "Tivemos três homens fortes na época: Sano, Fumio Igarashi (duas vezes campeão do NHK Trophy e quarto no Mundial de 1981) e Mitsuru Matsumura (sexto no Campeonato Mundial de 1980)", lembrou Satō. "Os três desafiaram-se mutuamente e a rivalidade ajudou todos a se tornarem melhores patinadores. A rivalidade sempre foi a chave. "

Emi Watanabe foi a primeira mulher a conquistar uma medalha em um Campeonato Mundial, capturando o bronze em 1979. Filha de mãe filipina e pai japonês, Watanabe era fluente em japonês e Inglês. Seu treinador, Etsuko Inada, recomendou que ela fosse para os EUA para treinar, algo que era considerado altamente incomum na época. Aos 10 anos, Watanabe mudou-se para os EUA para treinar com Felix Kaspar, e mais tarde com Carlo Fassi.

Ao contrário de hoje, era raro naquela época para os patinadores japoneses treinar no exterior, devido à barreira da língua e as considerações financeiras. Esses fatores tornaram o caminho de sucesso de Watanabe algo difícil de seguir. Watanabe tornou-se a queridinha do Japão após o Campeonato Mundial e "Emi" foi o nome mais popular para as meninas nascidas naquele ano. Então veio Midori Ito, que revolucionou completamente a patinação artística feminina no Japão.


https://www.ifsmagazine.com/rise-japanese-powerhouse/

Mudança de perspectiva 

 Machiko Yamada, que competiu na década de 1960, lembrou o quão diferente era a patinação artística durante a sua época do que é hoje. "Eu não gostava de patinar porque meus treinadores eram muito rigorosos e eu tinha medo deles. Aquela era a geração - todos eram assim naquela época. "

Yamada não podia esperar para deixar de competir e, quando o fez, voltou-se para o treinamento. Décadas depois, Yamada, agora com 73 anos, ainda trabalha na mesma pista em Nagoya, onde treinou Ito para a glória internacional há tantos anos. Olhando para trás na sua própria carreira, Yamada disse que ela percebeu que se tivesse desfrutado mais a patinação, ela provavelmente teria feito melhor. "Quando comecei a treinar, não era como se eu tivesse uma grande ambição, mas eu decidi que eu teria certeza de que meus alunos gostavam de patinação."

Ela se lembra do dia em que viu pela primeira vez uma pequena Ito de 5 anos que patinava incansavelmente pela pista. "Não era como, 'Uau, ela tem talento!'" Yamada lembrou. "Eu a notei porque ela estava desfrutando tanto da patinação - ela nunca queria parar."

Pouco depois de ingressar na classe da Yamada, o talento de Ito se tornou aparente para todos. Ito dominou quatro saltos triplos diferentes enquanto ela ainda estava na escola primária. Yamada disse que ela era destemida como uma criança. Quando os pais de Ito se separaram e sua situação familiar se tornou complicada, ela começou a passar mais tempo na casa da Yamada, mudando-se permanentemente aos 10 anos. Yamada disse que seu objetivo inicial era que Ito pudesse se sustentar financeiramente no futuro através da sua patinação.

Yamada acabou guiando Ito a muito mais do que o objetivo inicial, levando-a para nove títulos nacionais, para a vitória no Mundial de 1989 e a prata olímpica em 1992.

Antes de Ito, Tóquio tinha sido o centro do universo da patinação no Japão e aqueles que treinavam fora da capital tinham de provar que podiam patinar. O sucesso de Ito colocou Nagoya no mapa nacional da patinação artística. Na época, a JSF estava constantemente procurando modelos fora do Japão, uma prática com a qual Yamada não concordava. "Naquela época, sempre olhávamos para os melhores patinadores ocidentais e tentávamos copiá-los", lembrou Yamada. "Mas eu senti que enquanto estivéssemos copiando alguém, nós nunca seríamos o número um."

Ito então começou a trabalhar no Axel triplo, um salto que nenhuma mulher tinha conseguido fazer, e no NHK Trophy de 1988 ela executou o primeiro Axel triplo limpo numa competição internacional. No ano seguinte, Ito se tornou a primeira asiática a ganhar um título mundial. A menina de Nagoya tinha se tornado uma sensação na patinação global.

Embora fosse a favorita para o título nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1992 em Albertville, Ito acabou ficando em segundo lugar atrás da Americana Kristi Yamaguchi. Mas a história pessoal de Ito e seu sucesso olímpico acenderam uma nova geração de meninas para assumir a patinação artística e o esporte começou a ganhar popularidade no Japão.


https://www.ifsmagazine.com/rise-japanese-powerhouse/

Uma nação em ascensão

 Sem dúvida, Ito foi o catalisador para as gerações que se seguiram, e foi através dela que a JSF ganhou muito conhecimento valioso. "Aprendemos que ter apenas um patinador talentoso não era bom o suficiente. Precisávamos construir uma equipe forte ", disse Noriko Shirota, a então diretora assistente da JSF. (Em 1994, ela se tornou a diretora da JSF, cargo que ocupou por 12 anos).

Em 1992, Shirota e o pessoal da JSF fizeram um Acampamento de Verão de Desenvolvimento Juvenil, com o objetivo inicial de encontrar e desenvolver jovens talentos para se prepararem para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1998 em Nagano. No primeiro ano, cerca de 100 patinadores entre as idades de 8 e 12 anos foram selecionados de todas as partes do Japão para participar do acampamento.

Enquanto eles estavam sendo testados por suas habilidades de patinação, os jovens tiveram a oportunidade de conhecer seus rivais e testemunhar em primeira mão o que outros eram capazes de fazer, com a esperança de que isso ajudaria a cultivar seu espírito competitivo.

A JSF então começou a enviar patinadores novatos para competições internacionais para que eles pudessem ganhar experiência desde cedo. Esse programa continua até hoje e se tornou uma base importante para a construção de uma lista contínua de talentosos jovens patinadores.

Enquanto uma geração está competindo no nível de elite nos estágios internacionais, a seguinte está sendo preparada. Fumie Suguri, Daisuke Takahashi, Miki Ando, Mao Asada e Yuzuru Hanyu estão entre os que foram descobertos nos acampamentos de desenvolvimento nos anos seguintes.

Uma das maiores descobertas no acampamento inaugural foi Shizuka Arakawa. Seis anos depois, já com 16 anos, representou o Japão nos Jogos Olímpicos de 1998 e terminou em 13º lugar. "Quando eu competi em Nagano, eu não entendia completamente o significado de estar nas Olimpíadas. Eu apenas pensei que eu era sortuda, "Arakawa recordou.

Em 2004, ela ganhou o título mundial em Dortmund, na Alemanha. Todos ficaram surpresos, incluindo Arakawa. "Eu pensei que se eu patinasse de forma limpa, eu poderia ter uma chance de conseguir uma medalha, mas eu nunca pensei em ganhar o ouro", disse ela. "Meu objetivo era mostrar o melhor desempenho antes de me aposentar, e eu pensei que era um final agradável para minha carreira na patinação competitiva."
Embora ela estivesse pronta para seguir em frente, aqueles ao seu redor estavam questionando seu momento. Os próximos Jogos Olímpicos aconteceriam duas temporadas depois, então por que parar agora, eles perguntaram. Ao longo do tempo, Arakawa repensou sua decisão anterior, ajustou seu plano e começou a se concentrar na meta dos Jogos Olímpicos de 2006. "Em Nagano, eu estava feliz por estar lá, mas decidi que se eu fosse para Torino, eu estaria lá para competir", lembrou.

O investimento feito pela JSF começou a dar resultado durante a temporada 2003-2004, quando as mulheres japonesas dominaram o pódio internacional de elite. Miki Ando ganhou os títulos do mundial júnior e da final do Grand Prix júnior; Fumie Suguri reivindicou o ouro na final sênior do Grand Prix; Arakawa ganhou o título mundial e Yukina Ohta capturou a coroa no campeonato dos quatro continentes.

As coisas não foram tão bem na temporada seguinte, mas as sementes foram plantadas e um novo senso de rivalidade se desenvolveu. A equipe feminina dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006 foi selecionada após uma feroz batalha entre Suguri, Arakawa, Ando, Yoshie Onda e Yukari Nakano. Asada ficou em segundo lugar nesses nacionais, mas era inelegível para competir nos próximos Jogos Olímpicos devido à sua idade.

Três mulheres foram selecionadas: Ando, 18, era a única mulher a ter conseguido realizar um salto quádruplo (um Salchow); Suguri, 25, foi duas vezes medalha de bronze no mundial, e Arakawa, 23, a campeã mundial de 2004. Cada uma tinha uma chance razoável de ganhar uma medalha, de modo que nenhuma delas teve de suportar a pressão sozinha.

No final, foi Arakawa quem entrou para a história quando ela ganhou o título olímpico de 2006, a primeira atleta da Ásia a conseguir ouro olímpico na patinação artística. Foi a única medalha que o Japão ganhou nesses Jogos.

Ela se tornou uma estrela do dia para a noite, e 14 anos após a era Ito, a vitória de Arakawa criou mais uma onda enorme de febre de patinação artística. Shirota disse que a diferença entre Albertville e Torino era que o Japão tinha feito o investimento para desenvolver uma equipe que era altamente competitiva. Como ela havia dito depois dos Jogos em Albertville, o Japão precisava construir uma equipe forte e tinha conseguido fazer isso com sucesso, especialmente na categoria feminina. Osamu Kato, treinador oficial da JSF, se lembra de ter assistido Ando e Asada no Acampamento de Verão de Desenvolvimento Juvenil anos antes.

"Suas habilidades físicas excepcionais eram tão aparentes", disse ele. "Especialmente Mao, que teve uma primavera como ninguém mais - mesmo no chão ela estava saltando e pulando quando todo mundo estava andando".

O talento de Asada foi monitorado de perto desde o início. Uma admiradora de Ito, Asada tinha conseguido fazer uma combinação de triplo Axel-duplo toe loop em uma competição local quando tinha 13 anos. Quando ainda estava na sexta série, foi convidada para competir no campeonato nacional japonês, onde fez uma combinação de triplo flip-triplo loop-triplo toe loop.

"Gostaria de poder tê-la preservado em uma cápsula do tempo," lamentou Shirota.

Yamada, que era treinadora de Asada naquela época, dá todo o crédito para habilidades de salto da sua aluna. "Eu sei que as pessoas dizem que eu sou uma boa treinadora de salto, mas foi totalmente por acidente que bons saltadores vieram para mim", disse Yamada, que também treinou Onda e Nakano, ambas consideradas sólidas saltadoras. "Pessoalmente, eu sempre preferi patinadores expressivos. Quando vi as irmãs Asada, fiquei emocionada e pensei que podiam ser patinadoras de nível mundial. "

Asada deixou Yamada depois de seis anos e se mudou para os EUA para treinar com Rafael Arutyunyan. Mais tarde, ela se mudou para treinar com a russa Tatiana Tarasova na preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010.

A primeira patinadora japonesa a ganhar três títulos mundiais, Asada fez sucesso com idade precoce e sua ascensão nas etapas internacionais na década seguinte gerou mais ondas de entusiasmo na patinação artística no Japão.

O legado do  triplo Axel da Asada passou para a próxima geração. No Grand Prix Júnior na Eslovênia, em setembro, Rika Kihira, de 13 anos, conseguiu um triplo Axel em seu caminho para vencer a competição, derrotando sua companheira de equipe e atual campeã mundial júnior Marin Honda.

"A rivalidade parece ser sempre a chave para alcançar o próximo nível", disse Satō.


A ascensão dos homens

Ao contrário das mulheres, houve uma longa pausa entre a realização de Sano no Campeonato Mundial e o próximo japonês a se tornar uma estrela internacional. Takeshi Honda, que aos 14 anos se tornou o mais jovem a conquistar o título nacional, conseguiu ganhar duas medalhas de bronze consecutivas em 2002 e 2003.

Quando Honda se aposentou em 2006, outra estrela estava esperando para voar. Daisuke Takahashi fez sucesso aos 15 anos quando conseguiu o primeiro título mundial júnior do Japão em 2002.

Embora tenha lutado nos anos subsequentes para chegar ao pódio em competições sênior, tudo se realizou em uma noite no gelo olímpico de Vancouver em 2010. Lá, Takahashi escreveu sua própria parte na história quando ele reivindicou o bronze, e se tornou o primeiro japonês a conseguir medalha em Jogos Olímpicos de Inverno na patinação artística. Um mês depois, ele ganhou o título mundial, outra primeira vez não apenas para o Japão, mas também para a Ásia.

"Eu sempre invejei que eram as mulheres que recebiam toda a atenção. Eu estava esperando trazer alguns dos holofotes para os homens também ", disse Takahashi.

Suas conquistas marcaram um ponto de virada para a patinação artística masculina no Japão. Assim como esperava, mais atenção se concentrava nos patinadores masculinos. Os fãs começaram a participar em competições em massa e a mídia começou a levar o esporte a sério.

Nobunari Oda, outra grande estrela a sair do Japão, venceu o Campeonato Mundial Júnior de 2005, e em sua estreia sênior naquele ano, conquistou medalhas em suas duas etapas do Grand Prix.

Kozuka foi o próximo membro a aderir ao clube após sua vitória no Campeonato Mundial Júnior de 2006. Quando ele se juntou a Takahashi e Oda nos escalões mais altos na temporada seguinte, o Japão teve um trio de homens disputando o primeiro lugar no campeonato nacional. Esta rivalidade entre os três elevou os padrões dentro do país e apimentou os campeonatos nacionais. Todos os três capturaram o título em um momento ou outro durante um período de sete anos.

 A competição se tornou especialmente feroz quando um jovem de Sendai se juntou à batalha no outono de 2010. Hanyu, o vencedor de 2009 do Grand Prix Júnior e campeão mundial júnior de 2010, adorava Takahashi, mas isso não o impediu de reivindicar a coroa no nacional de 2012. Hanyu defendeu com êxito seu título na temporada seguinte e entrou nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 como o atual campeão nacional e a melhor esperança do Japão para uma medalha em Sochi.

Para surpresa de todos, Hanyu valsou com a medalha de ouro, tornando-se o primeiro homem asiático a ganhar um título de patinação artística olímpica. Em seus poucos anos no circuito internacional, ele redefiniu os padrões técnicos e fez história repetidamente. Ele detém o recorde de maior pontuação já concedida sob o sistema de julgamento atual, que ele ganhou na final do Grand Prix de 2015. Embora sua pontuação de 330,43 pareça intocável - pelo menos por enquanto - Hanyu não mostra nenhum sinal de desaceleração.

Ele abriu a temporada de 2016-2017 com outro feito histórico, conseguindo com sucesso o primeiro loop quadruplo ratificado no Skate Canadá Autumn Classic em Montreal em setembro. "Consegui o que consegui na temporada passada. É natural para mim avançar e tentar algo novo ", disse Hanyu, 21 anos.

Shoma Uno, seu rival de pátria de 18 anos, executou com sucesso um quad-flip no Team Challenge Cup em abril passado. Ele é o único patinador a ter realizado este salto na competição até esta data.

A patinação artística japonesa percorreu um longo caminho desde que Sano ganhou a primeira medalha mundial do Japão, há quase 40 anos. Na última década, patinadores japoneses reivindicaram sete títulos mundiais e 12 outras medalhas de cores variadas; Duas coroas olímpicas, além de duas pratas e um bronze, e conquistaram cinco títulos no Mundial Júnior.

Cada nação tem seus altos e baixos, mas o desenvolvimento do programa de patinação japonês tem visto ele evoluir de ser uma nação de tentativa e erro para uma das mais fortes do mundo.

Nos bastidores, há uma riqueza de talentos surgindo com bom desempenho, e a nação parece praticamente garantida para continuar o sucesso que tem desfrutado ao longo dos últimos 15 anos.


Publicado originalmente na edição de Novembro/Dezembro da International Figure Skating magazine.



Título original: RISE OF THE JAPANESE POWERHOUSE
Escrito por Akiko Tamura
Traduzido por Jennifer Claro



Espero que vocês tenham gostado do texto!
Nós já fizemos um post semelhante aqui no blog falando sobre a nova geração de patinadores coreanos. Vale a pena dar uma olhada na nossa teoria :)

Até mais!

Top 5 melhores apresentações curtas da temporada 2015-2016

domingo, 22 de maio de 2016

Olá, tudo bem?

Hoje vamos relembrar um pouco a temporada que terminou.  Fiz um top 5 com as apresentações em programa curto que mais gostei da temporada passada. Lembro que isso é um ranking pessoal, feito puramente com o que me pareceu mais legal. Não quer dizer que sejam as melhores apresentações técnicas, são só as que lembro de terem me marcado. São elas:


5) Polina Edmunds - nacional dos EUA

Polina não era considerada favorita por ninguém. Tinha tido apresentações medíocres em campeonatos anteriores na temporada. Além disso, tinha que enfrentar Gracie Gold e Ashley Wagner, sempre consideradas favoritas. Mas ela conseguiu. Fez uma apresentação muito superior às outras e chegou ao programa longo em primeiro lugar. Para seu azar, Gracie Gold fez uma ótima apresentação no programa longo e conseguiu tomar o primeiro lugar. Seu azar não parou por aí: uma lesão a tirou do Campeonato dos Quatro Continentes e do Mundial, bem na hora que vinha crescendo. Uma pena.



4) Yuzuru Hanyu-Mundial


Foi um início de competição difícil para Yuzuru. No aquecimento ele se desentendeu com Denis Ten, a quem acusou de invadir seu espaço na hora dos saltos por três vezes, causando risco de choque e fazendo com que o Yuzuru caísse uma vez. Mas ele superou isso tudo e conseguiu fazer uma boa apresentação, chegando muito perto do recorde mundial, batido por ele mesmo na final do Grand Prix. Infelizmente, fez um programa longo desastroso e acabou ficando em segundo no campeonato.





3) Gracie Gold - Mundial


Considerada uma atleta que sempre acaba se sabotando por causa de sua instabilidade psicológica, Gracie aproveitou o calor da torcida americana para surpreender e ficar em primeiro lugar no programa curto. Pena que não tenha conseguido manter o desempenho no programa longo. Acabou ficando em quarto lugar no final.




2) Evgenia Medvedeva- final do Grand Prix 2015


Medvedeva foi campeã júnior do Grand Prix anterior e agora voltava como uma das favoritas no sênior. Ela não se intimidou com a responsabilidade e fez essa bela apresentação. Ao contrário de todos os atletas da lista até agora, ela manteve o padrão no programa longo e venceu o campeonato.




1) Yuzuru Hanyu- final do Grand Prix 2015


O primeiro lugar não poderia ficar com outra apresentação. Esse foi simplesmente o recorde mundial. Em uma noite em que tivemos ótimas apresentações, Yuzuru conseguiu se destacar. Para coroar sua apresentação, Yuzuru quebrou o recorde também no programa longo e foi o campeão do Grand Prix





Então, o que acharam das escolhas? Faltou alguma apresentação? De quais apresentações vocês mais gostaram?

Até mais!

Mundial de patinação 2016 - curto masculino

sexta-feira, 1 de abril de 2016
Olá, tudo bem?

O primeiro dia de competição foi bom. Por muito pouco não tivemos quebra de recorde, embora infelizmente poucos favoritos tenham feito uma apresentação limpa.

Competição longa

 

Foram ao todo 30 participantes, fazendo com que o evento todo demorasse mais de 4 horas. Na patinação, os melhores quase sempre ficam nos grupos mais do final, então para não tem paciência vale a pena começar a assistir só da metade ou deixar a TV ligada sem prestar tanta atenção.

Achei que fosse dormir antes do fim, já que ando dormindo meio cedo, mas consegui aguentar. Era bem fácil espantar o sono com o último grupo.

Estreia

 

Um momento interessante foi ver a estreia do argentino Denis Margalik. Embora tenha ficado apenas em vigésimo nono, é interessante ver um atleta de um país com uma estrutura tão fraca conseguir chegar ao mundial. A Argentina tem apenas um rink com dimensões olímpicas e não fica na cidade de Buenos Aires, onde ele nasceu. Apesar dessa dificuldade, ele chegou lá, o que nos deixa a esperança de que um dia alguém que nasça aqui no Brasil também chegue.

Líderes

 

O último grupo trouxe muitos patinadores bons. Dos favoritos, Patrick Chan e Javier Fernandes acabaram tendo quedas que prejudicaram a apresentação. Embora o japonês Shouma Uno não tenha chegado a cair, teve algumas falhas sérias, como a execução de giros pouco centralizados.

Ao contrário de seus adversários, o favorito não decepcionou. Yuzuru Hanyu fez uma ótima apresentação e chegou perto de bater o recorde de pontos do programa curto, que já é seu desde a final do Grand Prix desta temporada. Ele fez 110,56 pontos, contra 110,94 da apresentação recordista.

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Fonte


Classificação final

 

FPl.NameNationPointsSPFS
1Yuzuru HANYU

JPN
110.561
2Javier FERNANDEZ

ESP
98.522
3Patrick CHAN

CAN
94.843
4Shoma UNO

JPN
90.744
5Boyang JIN

CHN
89.865
6Mikhail KOLYADA

RUS
89.666
7Adam RIPPON

USA
85.727
8Max AARON

USA
81.288
9Ivan RIGHINI

ITA
81.179
10Deniss VASILJEVS

LAT
81.0710
11Michal BREZINA

CZE
79.2911
12Denis TEN

KAZ
78.5512
13Maxim KOVTUN

RUS
78.4613
14Jorik HENDRICKX

BEL
77.7214
15Misha GE

UZB
77.4315
16Grant HOCHSTEIN

USA
74.8116
17Brendan KERRY

AUS
71.0417
18June Hyoung LEE

KOR
70.0518
19Alexei BYCHENKO

ISR
69.8619
20Chafik BESSEGHIER

FRA
69.2320
21Phillip HARRIS

GBR
68.5321
22Julian Zhi Jie YEE

MAS
67.6022
23Michael Christian MARTINEZ

PHI
66.9823
24Ivan PAVLOV

UKR
65.2024
Javier RAYA

ESP
FNR25
Han YAN

CHN
FNR26
Nam NGUYEN

CAN
FNR27
Franz STREUBEL

GER
FNR28
Denis MARGALIK

ARG
FNR29
Slavik HAYRAPETYAN

ARM
FNR30

 

O que esperar do programa longo?

 

A diferença entre os dois primeiros é muito grande, sendo difícil de alcançar mesmo que o Yuzuru esteja em um dia ruim. Não é impossível, mas é muito complicado. Imagino que Javier e Patrick também consigam se manter no pódium, embora outros atletas bons não estejam tão longe, como o Shouma e o Jin. Se eles bobearem, caem de posição.

E vocês, o que acharam da competição?

Até mais!




Campeonato mundial

sábado, 26 de março de 2016
Boa tarde!

Entre os dias 30 de março e 3 de abril será disputado o campeonato mundial de patinação no gelo em Boston, nos Estados Unidos. Esse é o mais importante campeonato da temporada, junto com a final do Grand Prix.

patinação, patinagem, worlds2016, figure skating
Fonte


Segue o calendário das apresentações:

30 de março

11:45 - 16:14 - curto dança
18:00 - 18:45 - cerimônia de abertura
19:15 - 23:51 - curto masculino

31 de março

13:10 - 18:54 - curto feminino
20:30 - 23:49 - longo dança

1 de abril

14:15 - 17:53 - curto pares
19:45 - 23:52 - longo masculino

2 de abril

13:54 - 16:53 - longo pares
20:00 - 23:55 - longo feminino

3 de abril

15:00 - 17:15 - exibição


Atualização

O evento será transmitido pelo canal Sportv. No dia 30, a transmissão ao vivo está marcada para 19:10 (se for mesmo ao vivo será o curto masculino). No dia 31, o horário é 20:25, também ao vivo (horário do longo de dança). No dia 1º, há dois horários: 7:30 (não tem indicação de ser ao vivo) e 19:40 (ao vivo, longo masculino). Ainda não tem programação bem arrumada para o dia 2, mas eu chutaria que devem passar o longo feminino por volta de 20 horas e talvez os pares por volta das 14. Todas as transmissões serão no canal Sportv 2, exceto pela de 19:40 do dia 1º de abril, que está marcada para a Sportv 1.
Mais informações estão disponíveis no site da Sportv aqui

Minha ideia é acompanhar os eventos masculino e feminino conforme forem acontecendo. Geralmente demoro muito para ver os campeonatos, mas como vai ser transmitido pela TV e é o campeonato mais importante do final da temporada, vou  tentar acompanhar de perto essas categorias. Então, esperem mais posts do blog sobre isso.


 
Até mais!

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