O primeiro dia de competição foi bom. Por muito pouco não tivemos quebra de recorde, embora infelizmente poucos favoritos tenham feito uma apresentação limpa.
Competição longa
Foram ao todo 30 participantes, fazendo com que o evento todo demorasse mais de 4 horas. Na patinação, os melhores quase sempre ficam nos grupos mais do final, então para não tem paciência vale a pena começar a assistir só da metade ou deixar a TV ligada sem prestar tanta atenção.
Achei que fosse dormir antes do fim, já que ando dormindo meio cedo, mas consegui aguentar. Era bem fácil espantar o sono com o último grupo.
Estreia
Um momento interessante foi ver a estreia do argentino Denis Margalik. Embora tenha ficado apenas em vigésimo nono, é interessante ver um atleta de um país com uma estrutura tão fraca conseguir chegar ao mundial. A Argentina tem apenas um rink com dimensões olímpicas e não fica na cidade de Buenos Aires, onde ele nasceu. Apesar dessa dificuldade, ele chegou lá, o que nos deixa a esperança de que um dia alguém que nasça aqui no Brasil também chegue.
Líderes
O último grupo trouxe muitos patinadores bons. Dos favoritos, Patrick Chan e Javier Fernandes acabaram tendo quedas que prejudicaram a apresentação. Embora o japonês Shouma Uno não tenha chegado a cair, teve algumas falhas sérias, como a execução de giros pouco centralizados.
Ao contrário de seus adversários, o favorito não decepcionou. Yuzuru Hanyu fez uma ótima apresentação e chegou perto de bater o recorde de pontos do programa curto, que já é seu desde a final do Grand Prix desta temporada. Ele fez 110,56 pontos, contra 110,94 da apresentação recordista.
A diferença entre os dois primeiros é muito grande, sendo difícil de alcançar mesmo que o Yuzuru esteja em um dia ruim. Não é impossível, mas é muito complicado. Imagino que Javier e Patrick também consigam se manter no pódium, embora outros atletas bons não estejam tão longe, como o Shouma e o Jin. Se eles bobearem, caem de posição.
Talvez a coisa mais
básica para saber sobre patinação seja diferenciar as categorias.
De início, pode parecer um detalhe pequeno, mas na verdade as
apresentações são muito diferentes entre si. Todos tem sua
categoria favorita. No meu caso, gosto mais das apresentações
femininas, mas também me interesso bastante pelas masculinas.Vamos às modalidades:
Masculino
Apresentação individual dos homens, onde eles apresentam
saltos, giros e outros elementos. Hoje em dia, o grande destaque são
os saltos quádruplos, no qual o patinador dá quatro voltas durante
um salto. Eles valem muitos pontos, e são usados pelos melhores
patinadores da atualidade.
Loop quádruplo
O principal nome nessa
categoria é Yuzuru Hanyu, do Japão. Ano passado ele quebrou o
recorde mundial nos programas curto e longo. Além disso, é o atual
campeão olímpico.
Yuzuru na final do Grand Prix de 2015
Feminino
Segue a
mesma lógica da apresentação masculina. As mulheres não tem tanta
força física quanto os homens, e por isso ainda não há nenhuma hoje em dia capaz de dar saltos quádruplos em competição. Em compensação, são mais
flexíveis, levando a giros mais difíceis e bonitos. O destaque da competição é o triplo axel, salto que pouquíssimas patinadoras
dominaram ao longo da história e que costuma fazer a diferença
quando bem executado.
Triplo axel
Combinação de giros
Ao contrário dos
homens, não há uma dominância tão grande de uma atleta. Mas o
destaque vai para a atual campeã do Grand Prix, Evgenia Medvedeva.
Evgenia na final do Grand Prix de 2015
Pares
Dupla
composta por um homem e uma mulher. Além de saltos e giros, há
movimentos específicos para pares, como a espiral da morte, os
saltos lançados e os levantamentos.
Modalidade
um pouco parecida com os pares, mas com algumas diferenças. Os
atletas não podem dar saltos, giros ou levantamentos que elevem a
mulher acima do ombro do homem. Em vez disso, o foco é no trabalho
de pés e nos movimentos que expressam a dança.
Há controvérsia
quanto a essa categoria por causa dos critérios subjetivos para
julgamento das notas, quando comparado aos pares e simples. Com toda
polêmica que a pontuação de um salto possa ter, ainda é mais
fácil julgar se as rotações foram feitas e se a postura estava certa do que observar a harmonia da dança. Apesar disso, a dança no gelo faz
parte inclusive das Olimpíadas de Inverno.
Competição que ainda não é disputada nas Olimpíadas, mas que vem
ganhando muito espaço. Em 2015, foi disputada pela primeira vez na
final do Grand Prix. São times de 8 a 20 patinadores que fazem
vários movimentos mantendo a harmonia entre os integrantes. A equipe faz algumas
figuras, como círculos e linhas.
Apresentação de patinação sincronizada Fonte
Vou ficando por aqui.
Quais são as suas categorias favoritas?
Até semana que vem!
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