Entrevista | Isadora Williams

quarta-feira, 22 de março de 2017
Olá!

Para o post de hoje fizemos uma entrevista muito especial com a patinadora brasileira Isadora Williams. Ela nos contou sobre sua carreira e expectativas para o Mundial na próxima semana. Isadora competiu nas últimas Olimpíadas de Inverno e busca uma vaga nos jogos do próximo ano. Ela também conseguiu a primeira medalha de ouro para o Brasil na patinação artística no gelo no mês passado. Vamos conferir?




Isadora, primeiramente queremos te parabenizar pela sua conquista recente! Você conquistou a primeira medalha de ouro para o Brasil em uma competição internacional de patinação. Como você está se sentindo?

Esta medalha foi uma grande conquista antes do mundial. Eu estava determinada a conquistar esta medalha, treinei muito e vi que tinha grandes possibilidades. Tenho agora 5 medalhas conquistadas para o Brasil. É uma sensação muito boa subir ao podium e receber a medalha de ouro. 

Como e quando você começou a se interessar pela patinação? Como surgiu a ideia de competir pelo Brasil e qual é a sensação de representar o país?

Eu comecei a patinar desde os 5 anos de idade, comecei com aulas em grupo,  me divertia muito no gelo e daí por diante nunca mais tirei os patins dos meus pés. Por volta dos 9 anos eu comecei a dizer para a minha mãe que queria representar o Brasil, ela achava engraçado. Até que em Novembro de 2009 o meu treinador enviou um vídeo para a CBDG e eu fui convidada para representar o Brasil e no ano seguinte eu fui para a Holanda na minha primeira competição internacional era o campeonato júnior mundial, na época eu já tinha o salto duplo axel.
Representar o Brasil tem muitas alegrias e também grandes desafios. Não tenho patrocínio. Eu conto com apoio da minha confederação a CBDG do Comitê Olímpico Brasileiro e Bolsa Atleta. Como existe a diferença cambial entre o dólar e o real eu  preciso trabalhar nos finais de semana para completar os meus treinos. 




Você participou das Olimpíadas de Sochi e dentro do Brasil acabou ganhando um destaque muito maior do que antes. Toda essa repercussão teve algum impacto na sua rotina?

Sim, teve um impacto enorme perante a mídia. O Brasil se apaixonou pela patinação no gelo, eu recebo mensagens lindas do norte ao Sul do Brasil. Eles me chamam de princesa do gelo, o que para mim é uma honra. A repercussão foi ótima, eu pensei que poderia atrair atenção de futuros patrocinadores mas infelizmente não atraí. Os patrocinadores no Brasil querem atletas de momento, veja o que esta acontecendo com os atletas que participaram da ultima olimpíada de verão. A fama somente não me basta eu preciso de patrocinadores. 

Agora você busca a classificação para os jogos de PyeongChang. Que lições você vai levar da experiência nas últimas Olimpíadas? Quais são as suas expectativas para o Mundial?

Eu tenho boas chances e vou lutar com todas as minhas forças para conseguir a vaga. A conquista de uma vaga olímpica é uma guerra como no filme Jogos Vorazes todas nós estamos famintas pela vaga olímpica. Eu amadureci como pessoa e patinadora, competi mais e mudei para uma  pista de patinação onde posso ter uma qualidade melhor de treinamento e cursar a faculdade ao mesmo tempo. Estou treinando muito e me preparando física e mentalmente para este mundial.

Você tem algum ídolo na patinação artística? Como foi dividir o pódio com a patinadora italiana Carolina Kostner no Golden Spin de 2012?

Sempre tive uma admiração pela  Karolina Kostner. Ela é simplesmente uma atleta maravilhosa. Ela me inspira muito o que a determinação e a força de vontade podem fazer dos seus sonhos uma realidade. Ela conversou muito comigo em Zagreb, me contou dos seus altos e baixos da carreira e foi ali que a minha admiração por ela aumentou.


  Fonte


Quantas horas por dia você treina? Você pratica atividades extras para aprimorar sua patinação (como balé, pilates, musculação...)?

Eu treino de 3 a 4 horas por dia. Faço alongamentos diários, faço academia 2 vezes por semana o que inclui classes de ballet, pilates e musculação. Tenho que dormir cedo e acordar cedo, beber muita agua, ter uma boa alimentação. Tudo isto faz parte da minha rotina. 

Existem atletas que gostam mais de saltos, outros de spins e outros da interpretação. Do que você mais gosta na apresentação?


Eu gosto de saltar, e estou trabalhando muito na minha sequência de piruetas que também é muito importante. Eu também gosto do lado teatral de interpretar a música. 

Um aspecto muito importante na patinação é o equilíbrio emocional. Como você lida com o nervosismo antes das competições?


Não é muito difícil controlar as emoções. Estou fazendo um trabalho psicológico com a minha treinadora Kristen que é formada em Psicologia do Esporte o que esta me ajudando muito. Eu estava tão frustrada por não ter conseguido a pontuação para o Mundial que cada vez que eu ia para uma competição eu entrava num conflito emocional enorme, era uma tormenta mental para mim. E foi aí que o trabalho da Kristen me ajudou muito a não pensar somente na pontuação mas em fazer uma boa apresentação.




Atualmente você está frequentando a universidade e se dedicando à patinação. Ainda estuda português? Como é conciliar o treino com os estudos?

Eu tenho um horário a ser cumprido, tenho horário para tudo. Tenho uma relação complicada com o Português. Eu quero falar fluentemente e sem sotaque. Sei que isto não é possível. Eu falo Português mas não sou fluente, eu gostaria de passar um tempo no Brasil e viver a cultura de uma modo geral. Mas devido aos treinos extensivos e faculdade não é possível.

O que tem a dizer para os brasileiros que sonham em se tornar patinadores?


O Brasil ainda não tem uma pista de patinação com medidas oficiais. A patinação é um esporte maravilhoso tanto a nível de competição ou como de recreação. A nível de recreação não tem idade para começar. A nível profissional tem que começar muito cedo e com treinadores com uma boa formação profissional.  Para ser um patinador com aspirações de uma olimpíada atualmente as melhores condições de treinos são fora do Brasil. 

Você pode deixar uma mensagem para os leitores do Figure Skating Brasil?

Olá galera do Figure Skating Brasil. Conto com vocês na torcida para conquistar a vaga olímpica no Mundial da Finlândia. Torçam por mim. Beijos

Agradecemos muito pela entrevista. Boa sorte no Mundial!






Esperamos muito que vocês tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre a Isadora. Ela é uma patinadora muito dedicada. Vamos torcer muito por ela na próxima semana!!! 

 Aproveitamos para deixar nosso agradecimento para a Isadora, que foi muito gentil em nos conceder esta entrevista! :)


Boa noite e até o próximo post!


Cool-down - O jeito certo de finalizar o treino

segunda-feira, 20 de março de 2017
Boa noite!

Na semana passada falamos sobre o warm-up e hoje vamos explicar o que é cool-down




Cool-down (esfriamento) são os exercícios que os patinadores fazem depois do treino com o objetivo de relaxar a musculatura. O cool-down é muito importante para a recuperação física depois da prática ou das competições. 

A típica rotina de cool-down para patinadores inclui atividades aeróbicas por 5 a 8 minutos para gradualmente reduzir a frequência cardíaca e regular o fluxo sanguíneo, seguido por pelo menos 15 minutos de exercícios de flexibilidade, que devem alongar completamente o corpo. Outra atividade de cool-down é fazer traçados no gelo por cerca de 5 minutos para ajudar a diminuir a frequência cardíaca pouco a pouco. Caso o patinador não tenha mais tempo de rink disponível, essa atividade pode ser substituída por corrida leve a moderada no mesmo lugar por 5 minutos (off-ice).




O cool-down pode ser muito efetivo para os patinadores nos seguintes casos:
  • Reduzir as dores musculares, especialmente nas pernas e quadris
  • Manter ou melhorar a flexibilidade
  • Ajudar no processo de recuperação para que o patinador possa fazer performances mais eficientes durante os treinos e competições

Guia para fazer cool-down:

 1. Comece o cool-down imediatamente depois do treino ou da competição (dentro de 5 minutos).
2. Faça os exercícios em um ambiente quente e seco (na sala de aquecimento ou no vestiário).
3. Use calçados apropriados.
4. Mantenha os alongamentos por 45 segundos a 1 minuto; repita os alongamentos de uma a duas vezes.
5. Beba muito líquido durante os exercícios de cool-down.




Quando os patinadores devem fazer o cool-down:

  • Entre as sessões de prática no gelo
  • Imediatamente depois da última sessão de prática do dia
  • Durante a semana de competição (depois de cada prática no gelo)
  • Imediatamente depois de qualquer competição (depois dos programas curto e longo)
  • Depois dos treinos de força (off-ice) e dos treinos de condicionamento

Do ponto de vista fisiológico, o cool-down tem duas funções:

1. Ajudar a regular o fluxo sanguíneo, movendo-o dos músculos trabalhados de volta para o coração e os principais órgãos do meio do corpo.
2. Acelera a remoção dos resíduos da fadiga (ácido lático) que se acumulam durante o treino. 


O cool-down é muito importante para os patinadores. Eles treinam pesado diariamente e essas atividades pós treino ajudam muito na recuperação do corpo. Se você gosta desse tipo de post fique de olho porque estamos preparando mais!


Tenham uma ótima semana! :)

Javier Fernandez

sábado, 18 de março de 2017
Olá, tudo bem?


Hoje teremos mais uma postagem sobre a vida de um patinador. Dessa vez, o escolhido é o espanhol Javier Fernandez.

Fonte

Javier nasceu em 15 de abril de 1991, na cidade de Madri. Sua mãe, Enriqueta López, era carteira e seu pai um mecânico do exército. Javier começou a patinar com 6 anos, seguindo os passos de sua irmã, Laura. Sua família teve muitas dificuldades financeiras para sustentar a carreira de ambos os filhos. Javi era considerado indisciplinado nos treinos, preferindo algumas vezes brincar do que seguir as ordens dos técnicos, mas era muito talentoso. 

Por conta de todas as dificuldades na Espanha, que não é um grande centro de patinação, ele acabou desanimando e mudando para o hockey. Mas tudo mudou quando tinha 17 anos e foi a um acampamento de verão em Andorra. Lá foi descoberto por Nikolai Morozov, que se ofereceu para ser seu técnico sem cobrar nada, desde que ele se mudasse para os Estados Unidos, para ter as aulas.

Apesar de ter um técnico de graça, não foi nada fácil para a família dele ter que sustentar sua ida para outro país. Em um intervalo de dois anos, Javi se mudou para a Rússia e para a Lituânia, seguindo o grupo de patinadores de Morozov. Mas os esforços compensaram: ele se tornou o primeiro patinador da Espanha desde 1956 a se classificar para uma Olimpíada. Em 2010, ficou na décima quarta posição.

Em 2011,  Javier deixou Morozov para treinar com Brian Orser no Canadá. Na temporada seguinte (11-12), seus resultados melhoraram sensivelmente. Chegou a final do Grand Prix pela primeira vez (ficou em 3º) e conseguiu ficar entre os 10 primeiros no campeonato mundial (9º lugar).

Na temporada 12-13, Javier conseguiu alguns feitos importantes: venceu o campeonato europeu e ficou em terceiro no campeonato mundial. Curiosamente, ele repetiu essas mesmas posições nos mesmos campeonatos na temporada 13-14.

Nas Olimpíadas de 2014, Javier conseguiu ficar em terceiro lugar no programa curto, atrás de Yuzuru Hanyu e Patrick Chan. Mas no programa longo, Javi acabou não conseguindo realizar um quádruplo loop, fazendo apenas três voltas. Como ele tinha outro triplo loop no programa, isso fez com que o segundo salto não fosse contado por causa da regra Zayak, que impede a repetição de saltos. No final, ele ficou em quinto lugar no programa longo, caindo para quarto lugar no total.

Na temporada 14-15, Javier venceu seu primeiro campeonato mundial, além de conquistar outro campeonato europeu e ficar em segundo lugar na final do Grand Prix. Em 15-16, ele manteve as mesmas posições em todos esses campeonatos, se tornando bicampeão mundial em grande estilo, após bater as marcas de 200 pontos no programa longo e 300 no total. Antes dele, apenas Yuzuru Hanyu tinha conseguido realizar esse feito.

Até agora, a temporada 16-17 não tem sido  tão boa para ele. Na final do Grand Prix, Javier teve uma atuação abaixo do esperado e ficou fora do pódio. No Campeonato Europeu, ele obteve nova vitória, mas suas apresentações não foram consistentes. Caso estivesse competindo no Campeonato dos 4 Continentes em vez do Europeu, é provável que não conseguisse uma posição muito boa, já que há poucos patinadores masculinos europeus de elite no momento atual.


Técnica

Javier é um patinador completo. Suas apresentações são bem características e ele consegue se conectar muito bem com o público. O resultado disso são notas altas nos componentes do programa. Já em relação aos elementos, Javi conta com 3 quádruplos em seu programa longo.


Vida pessoal

Javier ganhou a Ordem Real do Mérito Esportivo do governo espanhol em 2016. Sua fama em seu país de origem é muito grande, já que é o primeiro patinador de alto nível em muito tempo.

Javier namora com a ex-patinadora japonesa Miki Ando, famosa por ser a primeira patinadora feminina a conseguir realizar um quádruplo.

Além da patinação, Javier gosta de outros esportes. Ele é um grande fã do time de futebol do Real Madrid e inclusive já foi chamado para dar o pontapé inicial de uma partida.

Fonte

Além das informações dadas aqui, acho bem interessante este artigo do El País (em inglês).


Já escrevemos sobre o Yuzu, a Evgenia e Mao
Quais patinadores vocês gostariam de ver neste tipo de post?

Até mais!

Mundial Junior de patinação 2017

quarta-feira, 15 de março de 2017
Olá, tudo bem?
O campeonato mundial júnior será disputado em Taipei, Taiwan, entre os dias 15 e 19 de março. Mais informações podem ser vistas na página da competição.

Mais tarde, vamos informar os streams que estiverem disponíveis.

Os vídeos dos pares curto e masculino curto não cobrem todas as apresentações, pois nem todas estão disponíveis.

Seguem os horários:

14/3/2017


23:30 - Masculino curto


Resultados

Vídeos


15/3/2017


8:00 - Pares curto



Resultados

Vídeos


16/3/2017


0:30 - Dança curto


Resultado

Vídeos



6:30 - Masculino longo


Resultado

Vídeos

17/3/2017


0:00 - Feminino curto



Resultados

Vídeos

Zagitova SP


8:00 - Pares longo



Resultado

Vídeos 1

Vídeos 2

18/3/2017


0:30 - Dança longo


Resultado

Vídeos



5:00 - Feminino longo





Resultado

Vídeos



Por enquanto é só. Vamos dar mais informações conforme chegarem os resultados.

Até mais!

Warm-up - Tudo sobre o aquecimento dos patinadores

segunda-feira, 13 de março de 2017
Olá!!

Hoje vamos falar sobre o warm-up, que é o aquecimento que os patinadores fazem antes de treinar e competir.


Fonte


O warm-up é muito importante para o desempenho dos patinadores. É assim que eles ficam preparados para executar seus programas. Isso inclui atividades fora e dentro do gelo.

 Quando tem competições, sempre vemos os 6 minutinhos de warm-up, para que os patinadores se aqueçam e os técnicos possam ajustar alguns detalhes finais. Esses 6 minutinhos devem ser muito bem aproveitados. Os patinadores devem treinar seus saltos, spins, lifts (levantamentos) e movimentos de dança.


Warm-up geral

Neste tipo de warm-up os patinadores fazem atividades aeróbicas entre 5 e 8 minutos. Alguns exercícios que eles fazem nesse momento são: pular corda, correr no mesmo lugar e step-ups (subidas e descidas em uma caixa). Em seguida eles fazem entre 10 e 20 minutos de alongamento. Nesse momento eles devem alongar cada junta do corpo, como pescoço, ombros, cotovelos, pulsos, quadris/tronco, lombar, joelhos e tornozelos.


Fonte


Warm-up específico

Este tipo de warm-up utiliza movimentos que simulam o que os patinadores farão no gelo. Cada categoria (individual, dança e pares) tem seu warm-up específico. Vejam alguns exemplos a seguir:

Individual: Giros no ar, saltos com rotação, saltos/movimentos pliométricos de baixa intensidade e executar a coreografia dos programas.

Pares: Giros no ar, saltos com rotação, levantamentos de pares (pair lifts), saltos/movimentos pliométricos de baixa intensidade e executar a coreografia dos programas.

Dança: saltos/movimentos pliométricos de baixa intensidade, levantamentos de dança e executar a coreografia dos programas.


Fonte


Além disso, os técnicos podem ajustar o warm-up específico de acordo com as dificuldades do patinador.  A duração do aquecimento também depende de qual programa o patinador está treinando. Quando o treino é para o programa longo eles precisam de mais tempo praticando fora do gelo.

Patinadores que fazem os aquecimentos adequadamente tem os seguintes benefícios:

1. Melhora da frequência cardíaca e da circulação sanguínea
2. Melhora da temperatura dos músculos do núcleo
3. Melhora na velocidade e força muscular
4. Melhora da troca de oxigênio nos músculos trabalhados
5. Melhora a atividade do cérebro e dos pulmões, fazendo com que o uso do oxigênio seja mais eficiente e a respiração adequada
6. Melhora a coordenação
7. Reduz o risco de lesões (leia nosso post sobre lesões aqui)


Fonte


Como esse tema é bem extenso, vamos fazer posts mensais falando sobre diversos treinamentos off-ice. Também deixei para falar sobre o treino de flexibilidade depois para que este post não ficasse longo demais. Também já estamos preparando um post sobre Cool-down (esfriamento) para a próxima semana. Fiquem de olho! :)
Espero que tenham gostado do post!
Até a próxima!

[Review] Yuri!!! on Ice

sábado, 11 de março de 2017
Olá, tudo bem?

Já falamos de Yuri on Ice!!! aqui, enquanto a série estava sendo exibida. Mas agora que a primeira temporada terminou, está na hora de fazer uma análise mais completa. Para quem não assistiu ainda, fica o aviso de spoiler. Já fizemos uma postagem mais geral sobre a animação.

Fonte


 História

A trama segue o patinador Yuri Katsuki após sua derrota na final do Grand Prix, seguindo sua preparação para a temporada seguinte e sua relação com outros patinadores e com Viktor Nikiforov, o famoso patinador que de uma hora para outra resolveu ser seu técnico.

O fato do personagem principal ser alguém inseguro e que precisa se superar acaba gerando a empatia de muita gente. E não é nada mal o personagem principal sair do clichê dos animes de protagonista mega-ultra-empolgado e cheio de força de vontade. Ao contrário de outras séries, aqui o protagonista precisa encontrar sua motivação e várias vezes é abalado pelos acontecimentos.

A ideia de seguir o Grand Prix e centrar a trama nisso foi um grande acerto. Quem acompanha patinação sabe o quanto é legal acompanhar todas as etapas e fazer as contas para ver quem chega na final. Acabou sendo um bom recurso para ir apresentando aos poucos os personagens novos. Embora nem todos tenham sido bem desenvolvidos, também não chegaram a ser jogados na história só para preencher buracos. 

O excesso de fan service me incomodou um pouco. Pareceu que a relação em Yuri e Viktor acabou ficando meio travada pela necessidade de fazer cenas bombásticas a todo tempo. Isso podia ser um problema grave, já que eles estavam no centro da trama, já que boa parte do equilíbrio psicológico de Yuri vinha de sua dinâmica com Viktor. Mas do meio para frente, isso pareceu diminuir um pouco e as situações ficaram um pouco mais naturais. Apesar disso, não achei que Viktor tenha sido tão bem aproveitado quanto outros personagens.

A relação entre Yuri e seu xará Yuri Plisetsky foi bem legal. O que podia ser um mero antagonista clichê de animes de esportes, acabou se tornando um personagem bem mais complexo que isso. Eu chego até a pensar se o título do anime também não pode se referir a ele, já que foi quase tão importante e bem construído quanto o Yuri japonês. O curioso é que ele se aproxima mais do protagonista clássico: é um talento precoce cheio de autoconfiança e energia. Achei bem legal ver ambos dividindo o recorde.

Caso haja uma segunda temporada, teremos muitas coisas interessantes para ver. Como Viktor vai lidar com sua volta às competições? Como Yuri vai reagir tendo ele como novo rival? E o Yuri russo, como vai se manter no topo, aguentando as pressões?


Esporte

Yuri!!! on Ice certamente é um dos animes que é mais fiel ao esporte de origem. Quem já viu Captain Tsubasa (Super Campeões), por exemplo, sabe o quão bizarro e fora da realidade essas animações podem ser. Quem não lembra do chute duplo, por exemplo?

Fonte

Os saltos e elementos foram respeitados, bem como as competições. Alguns pequenos detalhes só entende quem acompanha patinação, como as pessoas desesperadas porque os streams falharam bem na hora da competição, a expectativa para a final do Grand Prix em Barcelona ou a plateia dando força para o patinador que está em um mau dia.

O que mais me incomodou em termos de patinação foi o nível elevado demais dos patinadores. Eles fazem quádruplos fácil demais e erram bem pouco. Sabemos que não é bem assim na vida real. 

Também senti um pouco de falta dos treinos. Eles mostraram alguma coisa, mas eu queria ver mais dos patinadores suando para conseguir pegar a coreografia ou para dominar um salto novo.


Animação 

A animação foi bem agradável. É extremamente raro ver um anime com movimentos tão fluidos e reais. As coreografias ficaram muito boas, principalmente a parte de patinação.



E vocês, gostaram do anime? 
Será que vão fazer uma próxima temporada?

Até mais!


Review | Skating Club, Barcelona

quarta-feira, 8 de março de 2017
 Olá, tudo bem?


Hoje vamos falar sobre um rink de patinação que conhecemos em Barcelona, na Espanha, quando fomos na final do Grand Prix de 2015.

Uma bela foto da cidade de Barcelona


 Fonte

A pista fica perto da Sagrada Família. A localização é muito boa, chegávamos lá com uma caminhada de 15 minutos a partir do hotel. Por isso fomos lá diversas vezes.


Fonte

O rink não chega perto do tamanho olímpico, mas ainda assim é um paraíso para quem só pode ir a pistas pequenas de shopping. Não havia colunas no meio da pista e o gelo era limpo regularmente. Como é de praxe em vários países, você paga para usar a pista pelo período que quiser, sem limites de tempo. 
Ainda não tínhamos patins, então tivemos que alugar. Eles eram razoáveis e mais bem higienizados do que o que estamos acostumados por aqui.

A melhor parte: sem cotoveleiras, joelheiras, capacetes para te atrapalharem. O único item obrigatório lá é a luva. É um alívio poder patinar sem nada pesando ou limitando seus movimentos.

Outra coisa legal é ver gente que patina bem. É muito bom estar em um rink com gente que realmente sabe patinar e que aproveita para treinar vários movimentos. Não gente querendo se mostrar, mas realmente treinando. Você acaba se animando para aprender coisas novas também e patinar igual àquelas pessoas.

Para quem já cansou de patinar ou está acompanhando alguém, há uma lanchonete, onde dá para ter uma boa visão da pista. Não comemos nada lá, então não podemos avaliar a qualidade.


Fonte

Na época que a gente estava lá, eles anunciavam algumas aulas intensivas de férias, aproveitando os feriados de Natal e Ano Novo. Até gostamos da ideia, mas além da dificuldade com a língua (não sabemos nem espanhol muito bem, quanto mais catalão), tudo estava marcado para uma época em que já teríamos voltado para o Brasil.

Para quem se interessar, a pista tem uma página na internet dando mais informações. Não temos base para comparar com outras pistas de Barcelona, pois fomos apenas nesta.

Fica a dica para quem planeja visitar Barcelona.
É sempre bom aproveitar as viagens para patinar!


Até mais!


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