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Guia de Patinação Artística nas Olimpíadas de PyeongChang - 2ª parte

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Olá, tudo bem?

Hoje vamos ver a segunda parte do guia, que vai tratar especificamente sobre pares e dança. Para ler a primeira parte clique aqui.


Pares


Ouro



Wenjing Sui/Cong Han


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O par chinês já está junto há um tempo e veio crescendo aos poucos. Embora já estivessem juntos em 2014, não conseguiram se classificar para as Olimpíadas de Sochi. Após uma grave lesão de Wenjing Sui, o par conseguiu se recuperar e finalmente chegou ao topo. Eles também ganham pontos pela apresentação, que costuma agradar.

Já temos um post sobre os patinadores que pode ser visto aqui.

Aljona Savchenko/Bruno Massot 




O par alemão há algum tempo vem disputando as primeiras posições. Na temporada passada conseguiu a segunda posição tanto no Campeonato Europeu quanto no Mundial. Nesta temporada, a dupla venceu o Grand Prix. Uma vantagem é a experiência de Aljona Savchenko em outras Olimpíadas.

Outras medalhas



Meagan Duhamel/ Eric Radford

 
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O par canadense já tem uma longa experiência e já faz muito tempo que frequenta as primeiras posições nos principais campeonatos. O que falta para coroar essa carreira é exatamente uma medalha olímpica, já que eles ficaram em sétimo lugar em Sochi. Eles apresentam programas com uma dificuldade técnica muito grande, mas sem tanta consistência. Certamente eles tem a experiência e os elementos para entrar na disputa por uma medalha.

Evgenia Tarasova/Vladimir Morozov 


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O par russo é jovem e vem melhorando a dificuldade técnica de seus elementos.Tem contra si o fato de não ser muito consistente.


Xiaoyu Yu/Hao Zhang

 
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O par chinês conseguiu algumas boas posições, como um quarto lugar no Mundial passado e não pode ser desconsiderado para a competição. Mas a nota de componentes deles tende a não ser tão alta quanto a dos outros competidores.

Vanessa James/Morgan Ciprès

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O par francês não vinha muito bem, mas vem melhorando muito nos últimos tempos. Olimpíadas são muito mais sobre o momento dos atletas do que sobre o histórico deles. Por isso, esse par tem boas chances. 



Dança no gelo


Ouro


Tessa Virtue/ Scott Moir 

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A dupla canadense vai para a sua terceira Olimpíada,  tendo ganhado a medalha de ouro em 2010 e a de prata em 2014. Eles dominaram boa parte do ciclo olímpico, mas ultimamente tem tido problemas com os rivais Gabriella Papadakis/Guillaume Cizeron. Ainda assim, essa é a dupla mais experiente e com ótimo nível técnico.


Gabriella Papadakis/Guillaume Cizeron 




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A dupla francesa é bem mais jovem e vem ganhando força nos últimos tempos, chegando a ultrapassar Tessa e Scott. No entanto, a diferença entre eles é muito pequena, o que não permite que se indique um favorito claro. Uma curiosidade: ambas as duplas favoritas treinam juntas.

Temos um post contando mais sobre Gabriella e Guillaume.


Outras medalhas


Maia Shibutani and Alex Shibutani

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Maia e Alex vem frequentemente conseguindo a terceira posição, atrás das duplas já citadas. São os favoritos claros para medalha de bronze.



Madison Hubbell and Zachary Donohue


 
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Outra dupla americana vem evoluindo muito com o tempo. Chegaram inclusive a bater Maia e Alex no programa longo do Grand Prix e venceram o campeonato americano.



Madison Chock and Evan Bates


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Outra dupla americana, Madison e Evan vem obtendo resultados abaixo dos outros, mas não estão muito longe.

Ekaterina Bobrova and Dmitri Solovyev


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A dupla russa não chegou na final do Grand Prix, mas também é forte, e não deve ser desconsiderada.

Até mais!


Como funcionam as principais competições

domingo, 6 de agosto de 2017

Olá, tudo bem?

Hoje vamos falar um pouco sobre o funcionamento das principais competições.

Fonte

Nacionais



Começamos com os Nacionais. Esses eventos não são de responsabilidade da ISU, mas das federações de cada país. As regras podem variar conforme o país. Geralmente há competições regionais prévias para classificar os atletas para o evento em si, mas os principais nomes não costumam participar dessas etapas classificatórias. Além das categorias do sênior, há competições de júnior, novice e outras categorias. Esses eventos são muito importantes para a definição dos times de cada país. Para o atleta, ser escolhido para o time significa a possibilidade de participar dos principais eventos internacionais, como os Jogos Olímpicos, Mundial, Europeu e Campeonato dos Quatro Continentes.

É importante lembrar que a escolha do time nacional não necessariamente vai seguir a ordem do Nacional. Alguns países usam outros critérios para montar a equipe, como o desempenho no Grand Prix. É difícil que alguém que chegue na final do Grand Prix perca o lugar no time por causa de um mau  desempenho no Nacional, a não ser que muitos atletas do mesmo país cheguem a final.

Em geral, os nacionais acontecem após o Grand Prix e antes do Europeu e do Campeonato dos Quatro Continentes.

Campeonato Europeu


O Campeonato Europeu acontece entre o Grand Prix e o Mundial e envolve patinadores de toda a Europa, inclusive de Israel e Turquia. O número de vagas por país é escolhido com base nas colocações antigas no mesmo campeonato. Dependendo da performance anterior, as nações recebem 3, 2 ou 1 vaga. Ou seja, mesmo que um país tenha muitos atletas bons, no máximo poderá enviar 3 por categoria, abrindo espaço para patinadores de nível menor que defendem outros países. Há também um índice técnico mínimo para o atleta entrar no evento. Os países enviam os atletas classificados em seus times, podendo usar substitutos caso os patinadores do time não queiram ou não possam participar do evento.

Campeonato dos Quatro Continentes


O Campeonato dos Quatro Continentes funciona de forma semelhante ao Europeu, com a diferença de que participam atletas de todos os outros continentes que não sejam a Europa. Daí o nome "quatro continentes", que se refere a América, África, Ásia e Oceania.

Mundial


O Mundial acontece após o  Europeu e o Campeonato dos Quatro Continentes e envolve os atletas de todo o mundo. A distribuição de vagas por países funciona da mesma forma que esses outros campeonatos. Temos também os índices técnicos mínimos que devem ser atingido pelos atletas. Novamente vemos a importância do time nacional, que define os atletas que participarão desse evento. Esse é considerado o principal torneio de um ano que não tem Olimpíadas.

Grand Prix


O Grand Prix tem 6 etapas: NHK Trophy (Japão), Rostelecom Cup (Rússia), Cup of China (China), Skate América (EUA), Skate Canadá (Canadá) e Trophé de France (França). Geralmente, os patinadores participam de 2 eventos, mas há casos em que competem em apenas 1. Os lugares em que eles terminam a competição valem um determinado número de pontos (exemplo: 1º lugar 15, 2º 13). Soma-se os pontos dos dois eventos que o patinador participa. Os 6 melhores colocados após a disputa dos 6 eventos se classificam para a final. Caso um patinador participe de apenas uma etapa, ele ficará apenas com os pontos dela e é praticamente certo que não se classificará para a final.

Ao contrário dos outros eventos, as federações podem enviar mais do que 3 patinadores para disputar as etapas, com o limite de 3 para a mesma etapa. Por causa disso, ele acaba sendo a porta de entrada para nomes novos ou de segundo escalão de países com times muito fortes, como Rússia e Japão.

Também é importante lembrar que na final do Grand Prix competem sempre os 6 melhores, não importando que tenham mais de 3 patinadores de um país. Isso aconteceu recentemente na categoria feminina, em que tivemos 4 russas se apresentando na final de 2016/2017.

Olimpíadas


Finalmente, temos as Olimpíadas, a qual já demos maiores detalhes neste post. A regra é parecida com o Mundial: temos as vagas por país e índices mínimos. Na etapa de repescagem (Nebelhorn Trophy, em setembro) só serão decididas vagas únicas para cada país, já que todos os times que conquistaram 2 ou 3 vagas já as receberam no Mundial. No caso da Isadora, por exemplo, o que realmente está em disputa é uma vaga para o time do Brasil, que será composto de uma atleta. Como ela é a melhor atleta, acaba que a vaga já vai ser dela de qualquer forma. Imagino que seja esse o caso da maioria dos outros países que não se classificaram.

Por hoje ficamos por aqui.

Até mais!



Equipe brasileira de patinação artística no gelo

segunda-feira, 17 de abril de 2017
Boa noite!

Hoje vamos falar um pouco sobre os atletas que representam o Brasil na patinação no gelo. A nossa federação é a CBDG (Confederação Brasileira de Desportos no Gelo). Eles atuam desde de 1996 e são responsáveis por 7 modalidades de esportes no gelo, incluindo hóquei e curling. Vamos conferir?


Amanda Kalluf

Amanda é a patinadora mais nova da equipe! Ela patina desde que tinha 3 anos de idade. Ela nasceu nos Estados Unidos, mas seus pais são brasileiros. Amanda ficou em terceiro lugar no Open Chespeake de 2013. Ela também participou do Dream Program de 2016 e conquistou uma medalha de ouro. Seu sonho é participar dos jogos olímpicos de inverno.


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 Deborah Bell

Deborah tem 23 anos. Seu pai é inglês e sua mãe é brasileira. Ela nasceu em Natal, RN, mas se mudou para a Inglaterra quando tinha 9 anos. Deborah patina desde que tinha 12 anos de idade. No fim do ano passado ela esteve em Gramado, RS, fazendo shows no Snowland durante o Natal Luz. Ela também participou do Dragon Trophy em fevereiro deste ano.

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Felipe Kubo

Felipe patina há dois anos e mora em São Paulo. Já ficou em primeiro lugar nos campeonatos abertos de São Paulo e do Rio. Este ano também participou do Dream Program, na Coreia do Sul, programa que visa estimular o desenvolvimento de modalidades de inverno em países sem tradição nesses esportes.


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Giulia Flemming

Giulia nasceu em Campinas, SP e começou a patinar quando tinha 7 anos, idade que tinha quando se mudou para os Estados Unidos. Ela já conquistou 6 medalhas de ouro em categorias de base. Giulia também já participou de um show beneficente de patinação, ao lado de patinadores como Polina Edmunds e Max Aaron. Giulia tem treinado com afinco para começar a representar o Brasil em competições internacionais.


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Isadora Williams

Isadora dispensa apresentações. É nossa atleta mais conhecida, já que participou das Olimpíadas de 2014, em Sochi. Isadora nasceu nos Estados Unidos. Sua mãe é brasileira e daí surgiu o sonho de representar o Brasil. A patinadora de 21 anos participou do Mundial recentemente, visando uma vaga nos próximos jogos Olímpicos. Ela também foi a primeira patinadora a conquistar uma medalha de ouro para o Brasil em uma competição internacional. Isa já conquistou outras medalhas para o Brasil e amadureceu muito como patinadora nos últimos tempos. No mês passado ela deu uma entrevista exclusiva para o Figure Skating Brasil. Clique aqui para ler e conhecer um pouco mais sobre a Isadora.

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Karolina Calhoun

Karolina compete na categoria dança no gelo junto com Logan Leonesio. Ela nasceu nos Estados Unidos, mas sua mãe é brasileira. Ela sempre passava as férias no Brasil quando era criança e fala português muito bem. Ela começou a patinar com 5 anos de idade, depois de ir a festa de uma amiga num rink de patinação. Karolina competia no individual feminino, mas devido a uma lesão, resolveu mudar para a dança. Nesta temporada ela participou de duas etapas do Grand Prix Junior e estava tentando atingir o índice para participar do Mundial Junior, mas não conseguiu. Seu sonho é fazer a patinação no gelo ser mais conhecida no Brasil.

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Kevin Bettencourt

Kevin nasceu em Toronto e é naturalizado brasileiro. Sua mãe é brasileira e seu pai português. Ele tem 26 anos e começou a patinar aos 7 e foi o primeiro patinador a representar o Brasil em uma competição da ISU (4CC de 2008). O patinador já participou do Mundial Junior em 2010. Kevin já representou o Brasil em diversas competições internacionais. Ele também é ator e cantor. Não conseguimos achar mais informações atuais sobre ele. Kevin ainda está na lista da CBDG, mas não conseguimos saber se ele ainda patina ou já se aposentou. Se alguém souber mais alguma coisa sobre ele por favor nos conte aí embaixo.

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Logan Leonesio

Logan é americano e faz dupla com a Karolina na dança no gelo. Ele começou a patinar aos 5 anos e mudou para dança no gelo aos 11. Antes disso ele tentou pares, mas não gostou muito desta modalidade.

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Luiz Manella

Luiz nasceu em Londrina, PR, mas mora nos Estados Unidos desde que tinha 8 anos. Ele tem 22 anos e já representou o Brasil em competições importantes, como o 4CC, o Mundial Junior e o Grand Prix Junior. Ela já conseguiu medalhas de ouro em campeonatos dos Estados Unidos e chegou perto de participar das Olimpíadas de Sochi. Em 2016 Luiz foi nomeado embaixador do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude. O patinador consegue executar saltos quádruplos e tem muito potencial. Atualmente parece que ele está tentando migrar para a categoria pares.


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Maria Eugênia Lopes

Maria nasceu nos Estados Unidos, mas seus pais são brasileiros. Ela já venceu várias competições nos Estados unidos, como o Middle Atlantic Figure Skating em 2010, o Cantiaque Trophy Cup em 2011 e o Regional Figure Skating de 2012.


Amanda, Isadora, Giulia, Maria, Karolina e Luiz em um workshop da CBDG - Fonte


Sophia Duchemin

Não consegui encontrar muitas informações sobre a Sophia, mas este ano ela representou o Brasil no Dream Program junto com Felipe Kubo. Ela sempre participa do Rio Open. Parece que ela mora e treina no Rio de Janeiro. Se alguém souber mais sobre a Sophia por favor compartilhe conosco para acrescentarmos aqui.





Para finalizar, eu gostaria de deixar registrado aqui outros atletas que já representaram o Brasil na patinação artística anteriormente, mas que agora não competem mais ou atuam como treinadores: Alessia Baldo, Stephanie Gardner, Simone Pastusiak, StacyPerfetti e Elena Rodrigues.

Se você patina e tem vontade de se filiar à CBDG, confira as instruções aqui.


Tenham uma ótima semana!


Vagas para as Olimpíadas | quem os países podem enviar?

quarta-feira, 5 de abril de 2017
Olá, tudo bem?
Com o final do Mundial 2017, temos definidas boa parte das vagas das Olimpíadas. Conforme já demonstrado nesse post, as vagas são escolhidas por país. Os atletas que vão preencher esses lugares ainda serão definidos, provavelmente no final do ano. Mas, com base no atual estado dos patinadores, podemos chutar quem seria eleito hoje em dia para ir para Pyeongchang. 

Lembramos que nem todos os lugares foram definidos: as vagas restantes serão disputadas no Troféu Nebelhorn, na temporada que vem.

Então, vamos às vagas e aos prováveis escolhidos:


Feminino


Rússia - 3 vagas

Evgenia Medvedeva, Anna Pogorilaya e Maria Sotskova || Elena Radionova || Alina Zagitova

Evgenia dispensa apresentações. Embora Anna tenha tido problemas no Mundial, sua temporada termina com um saldo muito positivo, merecendo a segunda vaga. Embora Maria atualmente esteja com a terceira vaga da equipe, Elena é uma concorrente forte e Alina pode subir para o sênior e conseguir a terceira vaga.

EUA - 3 vagas

Ashley Wagner, Karen Chen e Polina Edmunds

Polina teve muitos problemas de contusão, mas quando está competindo tende a bater Mariah Bell pela terceira vaga. Gracie Gold está em péssima forma, então teremos que ver se consegue se recuperar no futuro e conseguir uma vaga.

Canadá - 3 vagas

Kaetlyn Osmond, Gabrielle Daleman e Alaine Chartrand

Pouco a comentar. São as 3 melhores do Canadá na atualidade.

Japão - 2 vagas

Satoko Miyahara e Mai Mihara

Temos Marin Honda, que pode subir para o sênior, mas atualmente eu considero esse o time mais provável.

Itália - 2 vagas

Carolina Kostner e Roberta Rodegiero

Cazaquistão - 2 vagas

Elizabet Tursynbaeva e Aiza Mambekova

Coréia do Sul - 2 vagas

So-youn Park e Dabin Choi 

China - 1 vaga

Zijun Li

França - 1 vaga

Laurine Lecavelier

Alemanha - 1 vaga

Nicole Schott

Hungria - 1 vaga

Ivett Toth

Letônia - 1 vaga

Angelina Kuchvalska

Eslováquia - 1 vaga

Nicole Rajicova

Bélgica

Lorena Hendrickx

Masculino


Japão - 3 vagas

Yuzuru Hanyu, Shouma Uno e Kenji Tanaka || Takahito Mura

A maior dúvida é sobre a terceira vaga. Keiji e Takahito costumam se revezar na terceira vaga japonesa.

EUA - 3 vagas

Nathan Chen, Jason Brown e Adam Rippon

Canadá - 2 vagas

Patrick Chan e Kevin Reynolds

China - 2 vagas

Boyang Jin e Han Yan

Israel - 2 vagas

Alexei Bychenko e Daniel Samohin

Rússia - 2 vagas

Mikhail Kolyada e  Maxim Kovtun || Alexander Samarin

Alexander foi o segundo lugar do campeonato russo e pode conquistar uma vaga se subir para o sênior.

Espanha - 2 vagas

Javier Fernandez e Javier Raya

Austrália - 1 vaga

Brendan Kerry

República Checa - 1 vaga

Michel Brezina

França - 1 vaga

Chafik Besseghier

Geórgia - 1 vaga

Moris Kvitelashvili

Alemanha - 1 vaga

Paul Fentz

Cazaquistão - 1 vaga

Denis Ten

Letônia - 1 vaga

Denis Vasiljevs

Uzbequistão
Misha Ge

Se Misha se aposentar, não sei quem poderia ficar com a vaga.


Pares


Canadá - 3 vagas

Meagan Duhamel / Eric Radford, Liubov Ilyushechkina / Dylan Moscovitch e Julianne Séguin / Charlie Bilodeau

China - 3 vagas

Sui Wenjing / Han Cong, Yu Xiaoyu / Zhang Hao e Cheng Peng / Yang Jin

Rússia - 3 vagas

Ksenia Stolbova / Fedor Klimov, Evgenia Tarasova / Vladimir Morozov e Natalia Zabiiako / Alexander Enbert

França - 2 vagas

Vanessa James / Morgan Cipres e Lola Esbrat / Andrei Novoselov

Alemanha - 2 vagas

Aliona Savchenko / Bruno Massot e Minerva Fabienne Hase / Nolan Seegert

Itália - 2 vagas

Nicole Della Monica / Matteo Guarise e Valentina Marchei / Ondřej Hotárek

EUA - 1 par

Haven Denney / Brandon Frazier

Dança


Canadá - 3 duplas

Tessa Virtue / Scott Moir, Kaitlyn Weaver / Andrew Poje e Piper Gilles / Paul Poirier

EUA - 3 duplas

Madison Chock / Evan Bates, Madison Hubbell / Zachary Donohue e Maia Shibutani / Alex Shibutani

França - 2 duplas

Gabriella Papadakis / Guillaume Cizeron e Marie-Jade Lauriault / Romain Le Gac

Itália - 2 duplas

Anna Cappellini / Luca Lanotte e Charlène Guignard / Marco Fabbri

Rússia - 2 duplas

Ekaterina Bobrova / Dmitri Soloviev e Alexandra Stepanova / Ivan Bukin

China - 1 dupla

Wang Shiyue / Liu Xinyu

Dinamarca - 1 dupla

Laurence Fournier Beaudry / Nikolaj Sørensen

Israel - 1 dupla

Isabella Tobias / Ilia Tkachenko

Polônia - 1 dupla

Natalia Kaliszek / Maksym Spodyriev

Espanha - 1 dupla

Olivia Smart / Adrià Díaz

Turquia - 1 dupla

Alisa Agafonova / Alper Uçar

Ucrânia - 1 dupla

Oleksandra Nazarova / Maksym Nikitin



E então, faltou alguém nessa lista? Será que teremos muitas surpresas no futuro?

Até mais!

[Tradução] Crescimento do poder japonês

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Olá pessoal, tudo bem?

Hoje vamos trazer a tradução de um artigo da IFS magazine, escrito por Akiko Tamura. Esse texto conta a história de sucesso da patinação no Japão até os dias de hoje. Vamos lá!


https://www.ifsmagazine.com/rise-japanese-powerhouse/

Crescimento do poder japonês

O espírito competitivo na patinação artística que vemos hoje no Japão é o resultado de um programa cuidadosamente planejado e bem executado que foi implementado há mais de duas décadas.

Muitos se perguntam como o Japão se tornou uma nação tão forte nos últimos anos, produzindo um campeão após o outro. Não há uma resposta simples, mas o resultado é uma combinação de vários fatores que contribuíram para a ascensão dessa nação nos estádios globais.

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A patinação artística tem uma longa história no Japão que remonta ao final de 1920 na categoria masculina e meados de 1930 na categoria feminina.

A Federação Japonesa de Patinação (JSF) foi fundada em 1929. Kazuyoshi Oimatsu, o primeiro representante olímpico da federação, ficou em nono lugar nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1932 em Lake Placid, N.Y.

Etsuko Inada, que ganhou sete títulos nacionais, foi a primeira mulher a representar o Japão nos Jogos de Inverno. Em 1936, com 12, ficou em 10º num total de 23 competidoras.

Um dos primeiros patinadores a representar o Japão na era moderna foi Nobua Satō, que dominou o esporte nacionalmente por uma década, ganhando 10 títulos nacionais consecutivos de 1957 a 1966. É um recorde que não foi quebrado até hoje. 

O quarto lugar de Satō no Campeonato Mundial de 1965 marcou o maior resultado do Japão na competição global. Ele foi convidado a ir em uma turnê com os medalhistas, mas teve que sair antes de completar sua participação para competir nos campeonatos nacionais. "Quando eu estava competindo era uma era diferente", recordou Satō.

"Aquela era uma época em que todos acreditavam que se você fosse um estudante, a escola teria que vir em primeiro lugar. Assim, o Campeonato Japonês acontecia durante as férias de primavera em março. "

Satō, o pai da campeã mundial de 1994, Yuka Sato, e o treinador atual da Mao Asada, se aposentou após um quinto lugar no Mundial de 1966 e se tornou treinador. Kumiko Okawa, sua primeira aluna, ficou em quinto lugar no Campeonato Mundial de 1967 e 1968. Satō depois se casou com Okawa, que também é uma treinadora bem respeitada por mérito próprio.

Tsuguhiko Kozuka, três vezes campeão nacional, e seu filho, Takahiko Kozuka, medalhista de prata em 2011, foram treinados por Satō.

Minoru Sano conquistou a primeira medalha no Mundial, um bronze, no primeiro campeonato Mundial que o Japão sediou em Tokyo em 1977. Shoichiro Tsuzuki, um dos primeiros treinadores do Yuzuru Hanyu, era o treinador principal de Sano; Satō trabalhou com ele em figuras compulsórias. "Tivemos três homens fortes na época: Sano, Fumio Igarashi (duas vezes campeão do NHK Trophy e quarto no Mundial de 1981) e Mitsuru Matsumura (sexto no Campeonato Mundial de 1980)", lembrou Satō. "Os três desafiaram-se mutuamente e a rivalidade ajudou todos a se tornarem melhores patinadores. A rivalidade sempre foi a chave. "

Emi Watanabe foi a primeira mulher a conquistar uma medalha em um Campeonato Mundial, capturando o bronze em 1979. Filha de mãe filipina e pai japonês, Watanabe era fluente em japonês e Inglês. Seu treinador, Etsuko Inada, recomendou que ela fosse para os EUA para treinar, algo que era considerado altamente incomum na época. Aos 10 anos, Watanabe mudou-se para os EUA para treinar com Felix Kaspar, e mais tarde com Carlo Fassi.

Ao contrário de hoje, era raro naquela época para os patinadores japoneses treinar no exterior, devido à barreira da língua e as considerações financeiras. Esses fatores tornaram o caminho de sucesso de Watanabe algo difícil de seguir. Watanabe tornou-se a queridinha do Japão após o Campeonato Mundial e "Emi" foi o nome mais popular para as meninas nascidas naquele ano. Então veio Midori Ito, que revolucionou completamente a patinação artística feminina no Japão.


https://www.ifsmagazine.com/rise-japanese-powerhouse/

Mudança de perspectiva 

 Machiko Yamada, que competiu na década de 1960, lembrou o quão diferente era a patinação artística durante a sua época do que é hoje. "Eu não gostava de patinar porque meus treinadores eram muito rigorosos e eu tinha medo deles. Aquela era a geração - todos eram assim naquela época. "

Yamada não podia esperar para deixar de competir e, quando o fez, voltou-se para o treinamento. Décadas depois, Yamada, agora com 73 anos, ainda trabalha na mesma pista em Nagoya, onde treinou Ito para a glória internacional há tantos anos. Olhando para trás na sua própria carreira, Yamada disse que ela percebeu que se tivesse desfrutado mais a patinação, ela provavelmente teria feito melhor. "Quando comecei a treinar, não era como se eu tivesse uma grande ambição, mas eu decidi que eu teria certeza de que meus alunos gostavam de patinação."

Ela se lembra do dia em que viu pela primeira vez uma pequena Ito de 5 anos que patinava incansavelmente pela pista. "Não era como, 'Uau, ela tem talento!'" Yamada lembrou. "Eu a notei porque ela estava desfrutando tanto da patinação - ela nunca queria parar."

Pouco depois de ingressar na classe da Yamada, o talento de Ito se tornou aparente para todos. Ito dominou quatro saltos triplos diferentes enquanto ela ainda estava na escola primária. Yamada disse que ela era destemida como uma criança. Quando os pais de Ito se separaram e sua situação familiar se tornou complicada, ela começou a passar mais tempo na casa da Yamada, mudando-se permanentemente aos 10 anos. Yamada disse que seu objetivo inicial era que Ito pudesse se sustentar financeiramente no futuro através da sua patinação.

Yamada acabou guiando Ito a muito mais do que o objetivo inicial, levando-a para nove títulos nacionais, para a vitória no Mundial de 1989 e a prata olímpica em 1992.

Antes de Ito, Tóquio tinha sido o centro do universo da patinação no Japão e aqueles que treinavam fora da capital tinham de provar que podiam patinar. O sucesso de Ito colocou Nagoya no mapa nacional da patinação artística. Na época, a JSF estava constantemente procurando modelos fora do Japão, uma prática com a qual Yamada não concordava. "Naquela época, sempre olhávamos para os melhores patinadores ocidentais e tentávamos copiá-los", lembrou Yamada. "Mas eu senti que enquanto estivéssemos copiando alguém, nós nunca seríamos o número um."

Ito então começou a trabalhar no Axel triplo, um salto que nenhuma mulher tinha conseguido fazer, e no NHK Trophy de 1988 ela executou o primeiro Axel triplo limpo numa competição internacional. No ano seguinte, Ito se tornou a primeira asiática a ganhar um título mundial. A menina de Nagoya tinha se tornado uma sensação na patinação global.

Embora fosse a favorita para o título nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1992 em Albertville, Ito acabou ficando em segundo lugar atrás da Americana Kristi Yamaguchi. Mas a história pessoal de Ito e seu sucesso olímpico acenderam uma nova geração de meninas para assumir a patinação artística e o esporte começou a ganhar popularidade no Japão.


https://www.ifsmagazine.com/rise-japanese-powerhouse/

Uma nação em ascensão

 Sem dúvida, Ito foi o catalisador para as gerações que se seguiram, e foi através dela que a JSF ganhou muito conhecimento valioso. "Aprendemos que ter apenas um patinador talentoso não era bom o suficiente. Precisávamos construir uma equipe forte ", disse Noriko Shirota, a então diretora assistente da JSF. (Em 1994, ela se tornou a diretora da JSF, cargo que ocupou por 12 anos).

Em 1992, Shirota e o pessoal da JSF fizeram um Acampamento de Verão de Desenvolvimento Juvenil, com o objetivo inicial de encontrar e desenvolver jovens talentos para se prepararem para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1998 em Nagano. No primeiro ano, cerca de 100 patinadores entre as idades de 8 e 12 anos foram selecionados de todas as partes do Japão para participar do acampamento.

Enquanto eles estavam sendo testados por suas habilidades de patinação, os jovens tiveram a oportunidade de conhecer seus rivais e testemunhar em primeira mão o que outros eram capazes de fazer, com a esperança de que isso ajudaria a cultivar seu espírito competitivo.

A JSF então começou a enviar patinadores novatos para competições internacionais para que eles pudessem ganhar experiência desde cedo. Esse programa continua até hoje e se tornou uma base importante para a construção de uma lista contínua de talentosos jovens patinadores.

Enquanto uma geração está competindo no nível de elite nos estágios internacionais, a seguinte está sendo preparada. Fumie Suguri, Daisuke Takahashi, Miki Ando, Mao Asada e Yuzuru Hanyu estão entre os que foram descobertos nos acampamentos de desenvolvimento nos anos seguintes.

Uma das maiores descobertas no acampamento inaugural foi Shizuka Arakawa. Seis anos depois, já com 16 anos, representou o Japão nos Jogos Olímpicos de 1998 e terminou em 13º lugar. "Quando eu competi em Nagano, eu não entendia completamente o significado de estar nas Olimpíadas. Eu apenas pensei que eu era sortuda, "Arakawa recordou.

Em 2004, ela ganhou o título mundial em Dortmund, na Alemanha. Todos ficaram surpresos, incluindo Arakawa. "Eu pensei que se eu patinasse de forma limpa, eu poderia ter uma chance de conseguir uma medalha, mas eu nunca pensei em ganhar o ouro", disse ela. "Meu objetivo era mostrar o melhor desempenho antes de me aposentar, e eu pensei que era um final agradável para minha carreira na patinação competitiva."
Embora ela estivesse pronta para seguir em frente, aqueles ao seu redor estavam questionando seu momento. Os próximos Jogos Olímpicos aconteceriam duas temporadas depois, então por que parar agora, eles perguntaram. Ao longo do tempo, Arakawa repensou sua decisão anterior, ajustou seu plano e começou a se concentrar na meta dos Jogos Olímpicos de 2006. "Em Nagano, eu estava feliz por estar lá, mas decidi que se eu fosse para Torino, eu estaria lá para competir", lembrou.

O investimento feito pela JSF começou a dar resultado durante a temporada 2003-2004, quando as mulheres japonesas dominaram o pódio internacional de elite. Miki Ando ganhou os títulos do mundial júnior e da final do Grand Prix júnior; Fumie Suguri reivindicou o ouro na final sênior do Grand Prix; Arakawa ganhou o título mundial e Yukina Ohta capturou a coroa no campeonato dos quatro continentes.

As coisas não foram tão bem na temporada seguinte, mas as sementes foram plantadas e um novo senso de rivalidade se desenvolveu. A equipe feminina dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006 foi selecionada após uma feroz batalha entre Suguri, Arakawa, Ando, Yoshie Onda e Yukari Nakano. Asada ficou em segundo lugar nesses nacionais, mas era inelegível para competir nos próximos Jogos Olímpicos devido à sua idade.

Três mulheres foram selecionadas: Ando, 18, era a única mulher a ter conseguido realizar um salto quádruplo (um Salchow); Suguri, 25, foi duas vezes medalha de bronze no mundial, e Arakawa, 23, a campeã mundial de 2004. Cada uma tinha uma chance razoável de ganhar uma medalha, de modo que nenhuma delas teve de suportar a pressão sozinha.

No final, foi Arakawa quem entrou para a história quando ela ganhou o título olímpico de 2006, a primeira atleta da Ásia a conseguir ouro olímpico na patinação artística. Foi a única medalha que o Japão ganhou nesses Jogos.

Ela se tornou uma estrela do dia para a noite, e 14 anos após a era Ito, a vitória de Arakawa criou mais uma onda enorme de febre de patinação artística. Shirota disse que a diferença entre Albertville e Torino era que o Japão tinha feito o investimento para desenvolver uma equipe que era altamente competitiva. Como ela havia dito depois dos Jogos em Albertville, o Japão precisava construir uma equipe forte e tinha conseguido fazer isso com sucesso, especialmente na categoria feminina. Osamu Kato, treinador oficial da JSF, se lembra de ter assistido Ando e Asada no Acampamento de Verão de Desenvolvimento Juvenil anos antes.

"Suas habilidades físicas excepcionais eram tão aparentes", disse ele. "Especialmente Mao, que teve uma primavera como ninguém mais - mesmo no chão ela estava saltando e pulando quando todo mundo estava andando".

O talento de Asada foi monitorado de perto desde o início. Uma admiradora de Ito, Asada tinha conseguido fazer uma combinação de triplo Axel-duplo toe loop em uma competição local quando tinha 13 anos. Quando ainda estava na sexta série, foi convidada para competir no campeonato nacional japonês, onde fez uma combinação de triplo flip-triplo loop-triplo toe loop.

"Gostaria de poder tê-la preservado em uma cápsula do tempo," lamentou Shirota.

Yamada, que era treinadora de Asada naquela época, dá todo o crédito para habilidades de salto da sua aluna. "Eu sei que as pessoas dizem que eu sou uma boa treinadora de salto, mas foi totalmente por acidente que bons saltadores vieram para mim", disse Yamada, que também treinou Onda e Nakano, ambas consideradas sólidas saltadoras. "Pessoalmente, eu sempre preferi patinadores expressivos. Quando vi as irmãs Asada, fiquei emocionada e pensei que podiam ser patinadoras de nível mundial. "

Asada deixou Yamada depois de seis anos e se mudou para os EUA para treinar com Rafael Arutyunyan. Mais tarde, ela se mudou para treinar com a russa Tatiana Tarasova na preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010.

A primeira patinadora japonesa a ganhar três títulos mundiais, Asada fez sucesso com idade precoce e sua ascensão nas etapas internacionais na década seguinte gerou mais ondas de entusiasmo na patinação artística no Japão.

O legado do  triplo Axel da Asada passou para a próxima geração. No Grand Prix Júnior na Eslovênia, em setembro, Rika Kihira, de 13 anos, conseguiu um triplo Axel em seu caminho para vencer a competição, derrotando sua companheira de equipe e atual campeã mundial júnior Marin Honda.

"A rivalidade parece ser sempre a chave para alcançar o próximo nível", disse Satō.


A ascensão dos homens

Ao contrário das mulheres, houve uma longa pausa entre a realização de Sano no Campeonato Mundial e o próximo japonês a se tornar uma estrela internacional. Takeshi Honda, que aos 14 anos se tornou o mais jovem a conquistar o título nacional, conseguiu ganhar duas medalhas de bronze consecutivas em 2002 e 2003.

Quando Honda se aposentou em 2006, outra estrela estava esperando para voar. Daisuke Takahashi fez sucesso aos 15 anos quando conseguiu o primeiro título mundial júnior do Japão em 2002.

Embora tenha lutado nos anos subsequentes para chegar ao pódio em competições sênior, tudo se realizou em uma noite no gelo olímpico de Vancouver em 2010. Lá, Takahashi escreveu sua própria parte na história quando ele reivindicou o bronze, e se tornou o primeiro japonês a conseguir medalha em Jogos Olímpicos de Inverno na patinação artística. Um mês depois, ele ganhou o título mundial, outra primeira vez não apenas para o Japão, mas também para a Ásia.

"Eu sempre invejei que eram as mulheres que recebiam toda a atenção. Eu estava esperando trazer alguns dos holofotes para os homens também ", disse Takahashi.

Suas conquistas marcaram um ponto de virada para a patinação artística masculina no Japão. Assim como esperava, mais atenção se concentrava nos patinadores masculinos. Os fãs começaram a participar em competições em massa e a mídia começou a levar o esporte a sério.

Nobunari Oda, outra grande estrela a sair do Japão, venceu o Campeonato Mundial Júnior de 2005, e em sua estreia sênior naquele ano, conquistou medalhas em suas duas etapas do Grand Prix.

Kozuka foi o próximo membro a aderir ao clube após sua vitória no Campeonato Mundial Júnior de 2006. Quando ele se juntou a Takahashi e Oda nos escalões mais altos na temporada seguinte, o Japão teve um trio de homens disputando o primeiro lugar no campeonato nacional. Esta rivalidade entre os três elevou os padrões dentro do país e apimentou os campeonatos nacionais. Todos os três capturaram o título em um momento ou outro durante um período de sete anos.

 A competição se tornou especialmente feroz quando um jovem de Sendai se juntou à batalha no outono de 2010. Hanyu, o vencedor de 2009 do Grand Prix Júnior e campeão mundial júnior de 2010, adorava Takahashi, mas isso não o impediu de reivindicar a coroa no nacional de 2012. Hanyu defendeu com êxito seu título na temporada seguinte e entrou nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 como o atual campeão nacional e a melhor esperança do Japão para uma medalha em Sochi.

Para surpresa de todos, Hanyu valsou com a medalha de ouro, tornando-se o primeiro homem asiático a ganhar um título de patinação artística olímpica. Em seus poucos anos no circuito internacional, ele redefiniu os padrões técnicos e fez história repetidamente. Ele detém o recorde de maior pontuação já concedida sob o sistema de julgamento atual, que ele ganhou na final do Grand Prix de 2015. Embora sua pontuação de 330,43 pareça intocável - pelo menos por enquanto - Hanyu não mostra nenhum sinal de desaceleração.

Ele abriu a temporada de 2016-2017 com outro feito histórico, conseguindo com sucesso o primeiro loop quadruplo ratificado no Skate Canadá Autumn Classic em Montreal em setembro. "Consegui o que consegui na temporada passada. É natural para mim avançar e tentar algo novo ", disse Hanyu, 21 anos.

Shoma Uno, seu rival de pátria de 18 anos, executou com sucesso um quad-flip no Team Challenge Cup em abril passado. Ele é o único patinador a ter realizado este salto na competição até esta data.

A patinação artística japonesa percorreu um longo caminho desde que Sano ganhou a primeira medalha mundial do Japão, há quase 40 anos. Na última década, patinadores japoneses reivindicaram sete títulos mundiais e 12 outras medalhas de cores variadas; Duas coroas olímpicas, além de duas pratas e um bronze, e conquistaram cinco títulos no Mundial Júnior.

Cada nação tem seus altos e baixos, mas o desenvolvimento do programa de patinação japonês tem visto ele evoluir de ser uma nação de tentativa e erro para uma das mais fortes do mundo.

Nos bastidores, há uma riqueza de talentos surgindo com bom desempenho, e a nação parece praticamente garantida para continuar o sucesso que tem desfrutado ao longo dos últimos 15 anos.


Publicado originalmente na edição de Novembro/Dezembro da International Figure Skating magazine.



Título original: RISE OF THE JAPANESE POWERHOUSE
Escrito por Akiko Tamura
Traduzido por Jennifer Claro



Espero que vocês tenham gostado do texto!
Nós já fizemos um post semelhante aqui no blog falando sobre a nova geração de patinadores coreanos. Vale a pena dar uma olhada na nossa teoria :)

Até mais!

[Notícias] Aposentadoria, preferências dos patinadores nas Olimpíadas de Verão e Max Aaron usando Rei Leão no programa longo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Olá, tudo bem? Hoje separei algumas notícias sobre patinação.

Aposentadoria


Uma atleta recentemente anunciou a aposentadoria. É a Gold... mas não foi a Gracie, a atual campeã americana, e sim a sua irmã gêmea, Carly. 

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Carly e Gracie com o técnico

Em seu anúncio, ela conta que foi assistir ao campeonato nacional de patinação quando tinha 10 anos e se encantou pelo esporte. Seu objetivo passou a ser competir pelo campeonato nacional na categoria sênior. Em 2016, seu sonho finalmente se tornou realidade, competindo ao lado da irmã Gracie, que venceu a competição. Ela considerou que havia chegado a sua meta e que era a hora certa de encerrar a carreira.



 Patinadores falam sobre as Olimpíadas de Verão


O site Ice Network falou com alguns patinadores sobre o interesse deles sobre as Olimpíadas de Verão. Meagan Duhamel, uma das melhores atletas de pares, lembrou da ginasta americana Kerri Strug, que machucou o pé e mesmo assim fez um salto para ajudar o time americano nas Olimpíadas de 1996. Max Aaron lembrou das conquistas do nadador Michael Phelps.

O interessante foi ver que o interesse pela ginástica artística é quase unânime. É um esporte bem próximo a patinação, pois envolve saltos, acrobacias e parte artística. Sem contar o julgamento por notas, comum às duas modalidades.

Aliás, a ginástica é um dos esportes que ajudam no desempenho da patinação. A flexibilidade, o equilíbrio e a força que são desenvolvidos pela ginástica são muito bem aproveitados na patinação. Depois teremos um post específico falando sobre esportes cuja prática facilitam o desempenho na patinação.

A notícia completa pode ser vista aqui (em inglês).

Max Aaron se apresenta com programa longo inspirado em Rei Leão


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Max Aaron participou do U.S. Collegiate Figure Skating Championships, apresentando pela primeira vez seu programa longo com música de Rei Leão. Ele apresentou um total de 10 saltos, e obteve 150,06. 

Ele ainda não decidiu se vai usar o programa em competições durante a temporada 2016-2017.



Até mais!


A patinação no gelo nas Olimpíadas de verão

domingo, 7 de agosto de 2016
Em tempo de Olimpíadas de Verão, há uma curiosidade muito interessante que pouca gente conhece. Hoje em dia, quando pensamos na patinação artística, logo lembramos de alguns dos melhores momentos das Olimpíadas de Inverno. Mas houve um tempo em que isso era diferente. Mais precisamente, nos Jogos de Londres de 1908, ano em que a patinação estreou nas Olimpíadas... de Verão.

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OK, na verdade não era exatamente as Olimpíadas de Verão. A divisão entre Verão e Inverno só aconteceu na década de 20, com os primeiros Jogos Olímpicos de Inverno sendo disputados em 1924, na cidade de Chamonix, França. Antes disso, as Olimpíadas eram um único evento. É o primeiro esporte hoje considerado de inverno a fazer parte dos Jogos foi a patinação artística, sendo em Jogos posteriores seguida por outros esportes, como a patinação de velocidade e o hockey.

No ano de 1908, foram disputadas 4 modalidades: feminina, masculina, pares e figuras especiais para homens. Esse último consistia em fazer desenhos no gelo com a lâmina. Entre os campeões daquele ano, tivemos Ulrich Salchow, criador do salto Salchow, usado ainda hoje nas competições de patinação. Os países vencedores foram Rússia, Suécia, Inglaterra e Alemanha.

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Nas Olimpíadas de 1912, a patinação não foi disputada, já que os organizadores queriam incentivar outro evento, o Nortic Games, que era voltado para esportes de inverno.

Em 1916, as Olimpíadas não foram disputadas por causa da I Guerra Mundial. O evento voltou em 1920, na Antuérpia, Bélgica. E a patinação também voltou a ser disputada, agora com as modalidades masculina, feminina e pares. Os europeus continuaram a dominar o evento, com duas vitórias da Suécia e uma da Finlândia.

Em 1924, houve a divisão entre Olimpíadas de Verão e de Inverno. Ao contrário de hoje em dia, os eventos eram disputados no mesmo ano e no mesmo país. A separação foi necessária para que esportes que necessitavam de neve pudessem ser incluídos, já que não era possível que fossem disputados junto com outros esportes de verão. Por não dependerem do clima, a patinação e o hockey não sofriam desse problema e por isso estiveram presentes na época de Olimpíada unificada.

 Apesar da patinação realmente ter mais a ver com as Olimpíadas de Inverno, não dá para deixar de pensar em como seria se ainda hoje tivessemos um evento unificado. Uma vantagem seria poder ver uma competição de patinação de alto nível nas Olimpíadas do Rio. Aposto que muita gente ficaria fã de vez do esporte se pudesse ver pessoalmente, já que essa é uma experiência incrível.

E vocês, já imaginaram como seria uma Olimpíada unificada? Será que a patinação ganharia ainda mais espaço ou ficaria um pouco esquecida em meio a outros esportes famosos?


Até semana que vem!


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