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Casais de patinadores

segunda-feira, 12 de junho de 2017
Boa noite!

Hoje é dia dos namorados e nada melhor do que falar sobre alguns casais que se conheceram nas pistas de gelo!


Vanessa James Morgan Ciprés

Vanessa e Morgam competem na categoria pares e namoram desde o início de sua parceria. 

 Fonte | Vanessa e Morgan


Ekaterina Bobrova  Andrei Deputat

Ekaterina compete na dança no gelo e Andrei na categoria pares. Eles se casaram no ano passado.



 

Anna Cappellini Ondrej Hotarek

Anna Cappellini compete na categoria dança no gelo com Lucca Lanotte (com quem namorou quando era mais nova). Atualmente ela é casada com Ondrej desde 2015. Ele compete na categoria pares.


Eve Bentley Luca Lanotte

Luca está em um relacionamento com a patinadora britânica Eve. Os dois já tem um filho.


Eric Radford Luis Fenero

Eric e Luis competem no individual masculino e ficaram noivos recentemente.


Victoria Sinitsina Nikita Katsalapov

Os dois patinadores russos estão namorando desde que se tornaram parceiros de dança no gelo.



 

Danielle Montalbano Michal Brezina

Michal representa a república Tcheca e Danielle representa Israel, ambos nas categorias individuais. Os dois se casaram no último fim de semana. 

 Fonte | Danielle e Michal



 

Tatiana Volosozhar Maxim Trankov

Os dois competem na categoria pares e foram medalhistas nas Olimpíadas de Sochi. Tatiana e Maxim se casaram em 2015 e tiveram uma filha no início deste ano.

  
Alexandra Stepanova Ivan Bukin

 Os dois patinam juntos na categoria dança no gelo e são namorados.


Marina Klimova Sergei Ponomarenko

Patinaram juntos na categoria dança no gelo por muitos anos e se casaram. O filho deles também é patinador.


Alexa Scimeca Chris Knierim

Os dois competem juntos na categoria pares e são casados desde 2016.


Gabriella Papadakis Stefano Caruso

Os dois patinadores competem na categoria dança no gelo com parceiros diferentes e representando países diferentes - Gabriella representa a França e Stefano compete pela Alemanha. Eles são namorados.

Fonte | Gabriella e Stefano


Maria Artemieva Konstantin Menshov 

Konstantin e Maria competem nas categorias individuais representando a Rússia e acabaram se apaixonando.


Ksenia Monko Kiril Khavialin

Ksenia e Kiril são casados. Eles competiam juntos na categoria dança no gelo, mas ela teve que se aposentar por causa de uma lesão. Kiril continua competindo com outra patinadora.


 Evgenia Tarasova Vladimir Morozov

Os dois patinadores competem na categoria pares e são namorados.



 

Miki Ando ♥ Javier Fernandez

A patinadora japonesa e o patinador espanhol estão namorando desde 2014.
 
 Fonte | Miki e Javi



Feliz dia dos namorados!!! :) 



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Fantasy on Ice 2017

quarta-feira, 24 de maio de 2017
Boa noite!

A partir do dia 26/05 vai começar o tour Fantasy on Ice. Esse show acontece todos os anos no Japão e conta com a participação de ótimos patinadores. 




Este ano o evento acontecerá nas seguintes cidades:

Makuhari - do dia 26/05 ao dia 28/05
Kobe - do dia 09/06 ao dia 11/06
Niigata - do dia 16/06 ao dia 18/06


Aqui está a lista dos patinadores convidados: 

Japão
 
Yuzuru Hanyu
Shoma Uno
Mai Mihara
Marin Honda
Kaori Sakamoto
Rika Kihira
Nobunari Oda
Shizuka Akakawa
Miki Ando
Akiko Suzuki


Estrangeiros

Javier Fernandez
Deniss Vasiljevs
Elladj Balde
Evgenia Medvedeva
Carolina Kostner
Anna Pogorilaya
Evgeni Plushenko
Stephane Lambiel
Jeffrey Buttle
Johnny Weir


Dança no gelo
 
Gabriella Papadakis / Guillaume Cizeron
Anna Capellinni / Luca Lanotte


Acrobacias

Oleksiy Polishchuk / Vladimir Besedin


Artes circenses

Marie-pierre Leray
Alexander Chesna / Ekaterina Chesna


Além dos shows de patinação, o evento conta com outros artistas. Este ano terá a participação da Maki Ohguro, do Keizo Nakanishi, do Shinya Kiyozuka, da ANRI, do Norimasa Fujisawa e do Kohshi Kishita.


Esses shows devem ser incríveis, né?
 Se a gente achar algum link depois que o tour acabar, postaremos aqui.

Até o próximo post!



[Tradução] Crescimento do poder japonês

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Olá pessoal, tudo bem?

Hoje vamos trazer a tradução de um artigo da IFS magazine, escrito por Akiko Tamura. Esse texto conta a história de sucesso da patinação no Japão até os dias de hoje. Vamos lá!


https://www.ifsmagazine.com/rise-japanese-powerhouse/

Crescimento do poder japonês

O espírito competitivo na patinação artística que vemos hoje no Japão é o resultado de um programa cuidadosamente planejado e bem executado que foi implementado há mais de duas décadas.

Muitos se perguntam como o Japão se tornou uma nação tão forte nos últimos anos, produzindo um campeão após o outro. Não há uma resposta simples, mas o resultado é uma combinação de vários fatores que contribuíram para a ascensão dessa nação nos estádios globais.

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A patinação artística tem uma longa história no Japão que remonta ao final de 1920 na categoria masculina e meados de 1930 na categoria feminina.

A Federação Japonesa de Patinação (JSF) foi fundada em 1929. Kazuyoshi Oimatsu, o primeiro representante olímpico da federação, ficou em nono lugar nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1932 em Lake Placid, N.Y.

Etsuko Inada, que ganhou sete títulos nacionais, foi a primeira mulher a representar o Japão nos Jogos de Inverno. Em 1936, com 12, ficou em 10º num total de 23 competidoras.

Um dos primeiros patinadores a representar o Japão na era moderna foi Nobua Satō, que dominou o esporte nacionalmente por uma década, ganhando 10 títulos nacionais consecutivos de 1957 a 1966. É um recorde que não foi quebrado até hoje. 

O quarto lugar de Satō no Campeonato Mundial de 1965 marcou o maior resultado do Japão na competição global. Ele foi convidado a ir em uma turnê com os medalhistas, mas teve que sair antes de completar sua participação para competir nos campeonatos nacionais. "Quando eu estava competindo era uma era diferente", recordou Satō.

"Aquela era uma época em que todos acreditavam que se você fosse um estudante, a escola teria que vir em primeiro lugar. Assim, o Campeonato Japonês acontecia durante as férias de primavera em março. "

Satō, o pai da campeã mundial de 1994, Yuka Sato, e o treinador atual da Mao Asada, se aposentou após um quinto lugar no Mundial de 1966 e se tornou treinador. Kumiko Okawa, sua primeira aluna, ficou em quinto lugar no Campeonato Mundial de 1967 e 1968. Satō depois se casou com Okawa, que também é uma treinadora bem respeitada por mérito próprio.

Tsuguhiko Kozuka, três vezes campeão nacional, e seu filho, Takahiko Kozuka, medalhista de prata em 2011, foram treinados por Satō.

Minoru Sano conquistou a primeira medalha no Mundial, um bronze, no primeiro campeonato Mundial que o Japão sediou em Tokyo em 1977. Shoichiro Tsuzuki, um dos primeiros treinadores do Yuzuru Hanyu, era o treinador principal de Sano; Satō trabalhou com ele em figuras compulsórias. "Tivemos três homens fortes na época: Sano, Fumio Igarashi (duas vezes campeão do NHK Trophy e quarto no Mundial de 1981) e Mitsuru Matsumura (sexto no Campeonato Mundial de 1980)", lembrou Satō. "Os três desafiaram-se mutuamente e a rivalidade ajudou todos a se tornarem melhores patinadores. A rivalidade sempre foi a chave. "

Emi Watanabe foi a primeira mulher a conquistar uma medalha em um Campeonato Mundial, capturando o bronze em 1979. Filha de mãe filipina e pai japonês, Watanabe era fluente em japonês e Inglês. Seu treinador, Etsuko Inada, recomendou que ela fosse para os EUA para treinar, algo que era considerado altamente incomum na época. Aos 10 anos, Watanabe mudou-se para os EUA para treinar com Felix Kaspar, e mais tarde com Carlo Fassi.

Ao contrário de hoje, era raro naquela época para os patinadores japoneses treinar no exterior, devido à barreira da língua e as considerações financeiras. Esses fatores tornaram o caminho de sucesso de Watanabe algo difícil de seguir. Watanabe tornou-se a queridinha do Japão após o Campeonato Mundial e "Emi" foi o nome mais popular para as meninas nascidas naquele ano. Então veio Midori Ito, que revolucionou completamente a patinação artística feminina no Japão.


https://www.ifsmagazine.com/rise-japanese-powerhouse/

Mudança de perspectiva 

 Machiko Yamada, que competiu na década de 1960, lembrou o quão diferente era a patinação artística durante a sua época do que é hoje. "Eu não gostava de patinar porque meus treinadores eram muito rigorosos e eu tinha medo deles. Aquela era a geração - todos eram assim naquela época. "

Yamada não podia esperar para deixar de competir e, quando o fez, voltou-se para o treinamento. Décadas depois, Yamada, agora com 73 anos, ainda trabalha na mesma pista em Nagoya, onde treinou Ito para a glória internacional há tantos anos. Olhando para trás na sua própria carreira, Yamada disse que ela percebeu que se tivesse desfrutado mais a patinação, ela provavelmente teria feito melhor. "Quando comecei a treinar, não era como se eu tivesse uma grande ambição, mas eu decidi que eu teria certeza de que meus alunos gostavam de patinação."

Ela se lembra do dia em que viu pela primeira vez uma pequena Ito de 5 anos que patinava incansavelmente pela pista. "Não era como, 'Uau, ela tem talento!'" Yamada lembrou. "Eu a notei porque ela estava desfrutando tanto da patinação - ela nunca queria parar."

Pouco depois de ingressar na classe da Yamada, o talento de Ito se tornou aparente para todos. Ito dominou quatro saltos triplos diferentes enquanto ela ainda estava na escola primária. Yamada disse que ela era destemida como uma criança. Quando os pais de Ito se separaram e sua situação familiar se tornou complicada, ela começou a passar mais tempo na casa da Yamada, mudando-se permanentemente aos 10 anos. Yamada disse que seu objetivo inicial era que Ito pudesse se sustentar financeiramente no futuro através da sua patinação.

Yamada acabou guiando Ito a muito mais do que o objetivo inicial, levando-a para nove títulos nacionais, para a vitória no Mundial de 1989 e a prata olímpica em 1992.

Antes de Ito, Tóquio tinha sido o centro do universo da patinação no Japão e aqueles que treinavam fora da capital tinham de provar que podiam patinar. O sucesso de Ito colocou Nagoya no mapa nacional da patinação artística. Na época, a JSF estava constantemente procurando modelos fora do Japão, uma prática com a qual Yamada não concordava. "Naquela época, sempre olhávamos para os melhores patinadores ocidentais e tentávamos copiá-los", lembrou Yamada. "Mas eu senti que enquanto estivéssemos copiando alguém, nós nunca seríamos o número um."

Ito então começou a trabalhar no Axel triplo, um salto que nenhuma mulher tinha conseguido fazer, e no NHK Trophy de 1988 ela executou o primeiro Axel triplo limpo numa competição internacional. No ano seguinte, Ito se tornou a primeira asiática a ganhar um título mundial. A menina de Nagoya tinha se tornado uma sensação na patinação global.

Embora fosse a favorita para o título nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1992 em Albertville, Ito acabou ficando em segundo lugar atrás da Americana Kristi Yamaguchi. Mas a história pessoal de Ito e seu sucesso olímpico acenderam uma nova geração de meninas para assumir a patinação artística e o esporte começou a ganhar popularidade no Japão.


https://www.ifsmagazine.com/rise-japanese-powerhouse/

Uma nação em ascensão

 Sem dúvida, Ito foi o catalisador para as gerações que se seguiram, e foi através dela que a JSF ganhou muito conhecimento valioso. "Aprendemos que ter apenas um patinador talentoso não era bom o suficiente. Precisávamos construir uma equipe forte ", disse Noriko Shirota, a então diretora assistente da JSF. (Em 1994, ela se tornou a diretora da JSF, cargo que ocupou por 12 anos).

Em 1992, Shirota e o pessoal da JSF fizeram um Acampamento de Verão de Desenvolvimento Juvenil, com o objetivo inicial de encontrar e desenvolver jovens talentos para se prepararem para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1998 em Nagano. No primeiro ano, cerca de 100 patinadores entre as idades de 8 e 12 anos foram selecionados de todas as partes do Japão para participar do acampamento.

Enquanto eles estavam sendo testados por suas habilidades de patinação, os jovens tiveram a oportunidade de conhecer seus rivais e testemunhar em primeira mão o que outros eram capazes de fazer, com a esperança de que isso ajudaria a cultivar seu espírito competitivo.

A JSF então começou a enviar patinadores novatos para competições internacionais para que eles pudessem ganhar experiência desde cedo. Esse programa continua até hoje e se tornou uma base importante para a construção de uma lista contínua de talentosos jovens patinadores.

Enquanto uma geração está competindo no nível de elite nos estágios internacionais, a seguinte está sendo preparada. Fumie Suguri, Daisuke Takahashi, Miki Ando, Mao Asada e Yuzuru Hanyu estão entre os que foram descobertos nos acampamentos de desenvolvimento nos anos seguintes.

Uma das maiores descobertas no acampamento inaugural foi Shizuka Arakawa. Seis anos depois, já com 16 anos, representou o Japão nos Jogos Olímpicos de 1998 e terminou em 13º lugar. "Quando eu competi em Nagano, eu não entendia completamente o significado de estar nas Olimpíadas. Eu apenas pensei que eu era sortuda, "Arakawa recordou.

Em 2004, ela ganhou o título mundial em Dortmund, na Alemanha. Todos ficaram surpresos, incluindo Arakawa. "Eu pensei que se eu patinasse de forma limpa, eu poderia ter uma chance de conseguir uma medalha, mas eu nunca pensei em ganhar o ouro", disse ela. "Meu objetivo era mostrar o melhor desempenho antes de me aposentar, e eu pensei que era um final agradável para minha carreira na patinação competitiva."
Embora ela estivesse pronta para seguir em frente, aqueles ao seu redor estavam questionando seu momento. Os próximos Jogos Olímpicos aconteceriam duas temporadas depois, então por que parar agora, eles perguntaram. Ao longo do tempo, Arakawa repensou sua decisão anterior, ajustou seu plano e começou a se concentrar na meta dos Jogos Olímpicos de 2006. "Em Nagano, eu estava feliz por estar lá, mas decidi que se eu fosse para Torino, eu estaria lá para competir", lembrou.

O investimento feito pela JSF começou a dar resultado durante a temporada 2003-2004, quando as mulheres japonesas dominaram o pódio internacional de elite. Miki Ando ganhou os títulos do mundial júnior e da final do Grand Prix júnior; Fumie Suguri reivindicou o ouro na final sênior do Grand Prix; Arakawa ganhou o título mundial e Yukina Ohta capturou a coroa no campeonato dos quatro continentes.

As coisas não foram tão bem na temporada seguinte, mas as sementes foram plantadas e um novo senso de rivalidade se desenvolveu. A equipe feminina dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006 foi selecionada após uma feroz batalha entre Suguri, Arakawa, Ando, Yoshie Onda e Yukari Nakano. Asada ficou em segundo lugar nesses nacionais, mas era inelegível para competir nos próximos Jogos Olímpicos devido à sua idade.

Três mulheres foram selecionadas: Ando, 18, era a única mulher a ter conseguido realizar um salto quádruplo (um Salchow); Suguri, 25, foi duas vezes medalha de bronze no mundial, e Arakawa, 23, a campeã mundial de 2004. Cada uma tinha uma chance razoável de ganhar uma medalha, de modo que nenhuma delas teve de suportar a pressão sozinha.

No final, foi Arakawa quem entrou para a história quando ela ganhou o título olímpico de 2006, a primeira atleta da Ásia a conseguir ouro olímpico na patinação artística. Foi a única medalha que o Japão ganhou nesses Jogos.

Ela se tornou uma estrela do dia para a noite, e 14 anos após a era Ito, a vitória de Arakawa criou mais uma onda enorme de febre de patinação artística. Shirota disse que a diferença entre Albertville e Torino era que o Japão tinha feito o investimento para desenvolver uma equipe que era altamente competitiva. Como ela havia dito depois dos Jogos em Albertville, o Japão precisava construir uma equipe forte e tinha conseguido fazer isso com sucesso, especialmente na categoria feminina. Osamu Kato, treinador oficial da JSF, se lembra de ter assistido Ando e Asada no Acampamento de Verão de Desenvolvimento Juvenil anos antes.

"Suas habilidades físicas excepcionais eram tão aparentes", disse ele. "Especialmente Mao, que teve uma primavera como ninguém mais - mesmo no chão ela estava saltando e pulando quando todo mundo estava andando".

O talento de Asada foi monitorado de perto desde o início. Uma admiradora de Ito, Asada tinha conseguido fazer uma combinação de triplo Axel-duplo toe loop em uma competição local quando tinha 13 anos. Quando ainda estava na sexta série, foi convidada para competir no campeonato nacional japonês, onde fez uma combinação de triplo flip-triplo loop-triplo toe loop.

"Gostaria de poder tê-la preservado em uma cápsula do tempo," lamentou Shirota.

Yamada, que era treinadora de Asada naquela época, dá todo o crédito para habilidades de salto da sua aluna. "Eu sei que as pessoas dizem que eu sou uma boa treinadora de salto, mas foi totalmente por acidente que bons saltadores vieram para mim", disse Yamada, que também treinou Onda e Nakano, ambas consideradas sólidas saltadoras. "Pessoalmente, eu sempre preferi patinadores expressivos. Quando vi as irmãs Asada, fiquei emocionada e pensei que podiam ser patinadoras de nível mundial. "

Asada deixou Yamada depois de seis anos e se mudou para os EUA para treinar com Rafael Arutyunyan. Mais tarde, ela se mudou para treinar com a russa Tatiana Tarasova na preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010.

A primeira patinadora japonesa a ganhar três títulos mundiais, Asada fez sucesso com idade precoce e sua ascensão nas etapas internacionais na década seguinte gerou mais ondas de entusiasmo na patinação artística no Japão.

O legado do  triplo Axel da Asada passou para a próxima geração. No Grand Prix Júnior na Eslovênia, em setembro, Rika Kihira, de 13 anos, conseguiu um triplo Axel em seu caminho para vencer a competição, derrotando sua companheira de equipe e atual campeã mundial júnior Marin Honda.

"A rivalidade parece ser sempre a chave para alcançar o próximo nível", disse Satō.


A ascensão dos homens

Ao contrário das mulheres, houve uma longa pausa entre a realização de Sano no Campeonato Mundial e o próximo japonês a se tornar uma estrela internacional. Takeshi Honda, que aos 14 anos se tornou o mais jovem a conquistar o título nacional, conseguiu ganhar duas medalhas de bronze consecutivas em 2002 e 2003.

Quando Honda se aposentou em 2006, outra estrela estava esperando para voar. Daisuke Takahashi fez sucesso aos 15 anos quando conseguiu o primeiro título mundial júnior do Japão em 2002.

Embora tenha lutado nos anos subsequentes para chegar ao pódio em competições sênior, tudo se realizou em uma noite no gelo olímpico de Vancouver em 2010. Lá, Takahashi escreveu sua própria parte na história quando ele reivindicou o bronze, e se tornou o primeiro japonês a conseguir medalha em Jogos Olímpicos de Inverno na patinação artística. Um mês depois, ele ganhou o título mundial, outra primeira vez não apenas para o Japão, mas também para a Ásia.

"Eu sempre invejei que eram as mulheres que recebiam toda a atenção. Eu estava esperando trazer alguns dos holofotes para os homens também ", disse Takahashi.

Suas conquistas marcaram um ponto de virada para a patinação artística masculina no Japão. Assim como esperava, mais atenção se concentrava nos patinadores masculinos. Os fãs começaram a participar em competições em massa e a mídia começou a levar o esporte a sério.

Nobunari Oda, outra grande estrela a sair do Japão, venceu o Campeonato Mundial Júnior de 2005, e em sua estreia sênior naquele ano, conquistou medalhas em suas duas etapas do Grand Prix.

Kozuka foi o próximo membro a aderir ao clube após sua vitória no Campeonato Mundial Júnior de 2006. Quando ele se juntou a Takahashi e Oda nos escalões mais altos na temporada seguinte, o Japão teve um trio de homens disputando o primeiro lugar no campeonato nacional. Esta rivalidade entre os três elevou os padrões dentro do país e apimentou os campeonatos nacionais. Todos os três capturaram o título em um momento ou outro durante um período de sete anos.

 A competição se tornou especialmente feroz quando um jovem de Sendai se juntou à batalha no outono de 2010. Hanyu, o vencedor de 2009 do Grand Prix Júnior e campeão mundial júnior de 2010, adorava Takahashi, mas isso não o impediu de reivindicar a coroa no nacional de 2012. Hanyu defendeu com êxito seu título na temporada seguinte e entrou nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 como o atual campeão nacional e a melhor esperança do Japão para uma medalha em Sochi.

Para surpresa de todos, Hanyu valsou com a medalha de ouro, tornando-se o primeiro homem asiático a ganhar um título de patinação artística olímpica. Em seus poucos anos no circuito internacional, ele redefiniu os padrões técnicos e fez história repetidamente. Ele detém o recorde de maior pontuação já concedida sob o sistema de julgamento atual, que ele ganhou na final do Grand Prix de 2015. Embora sua pontuação de 330,43 pareça intocável - pelo menos por enquanto - Hanyu não mostra nenhum sinal de desaceleração.

Ele abriu a temporada de 2016-2017 com outro feito histórico, conseguindo com sucesso o primeiro loop quadruplo ratificado no Skate Canadá Autumn Classic em Montreal em setembro. "Consegui o que consegui na temporada passada. É natural para mim avançar e tentar algo novo ", disse Hanyu, 21 anos.

Shoma Uno, seu rival de pátria de 18 anos, executou com sucesso um quad-flip no Team Challenge Cup em abril passado. Ele é o único patinador a ter realizado este salto na competição até esta data.

A patinação artística japonesa percorreu um longo caminho desde que Sano ganhou a primeira medalha mundial do Japão, há quase 40 anos. Na última década, patinadores japoneses reivindicaram sete títulos mundiais e 12 outras medalhas de cores variadas; Duas coroas olímpicas, além de duas pratas e um bronze, e conquistaram cinco títulos no Mundial Júnior.

Cada nação tem seus altos e baixos, mas o desenvolvimento do programa de patinação japonês tem visto ele evoluir de ser uma nação de tentativa e erro para uma das mais fortes do mundo.

Nos bastidores, há uma riqueza de talentos surgindo com bom desempenho, e a nação parece praticamente garantida para continuar o sucesso que tem desfrutado ao longo dos últimos 15 anos.


Publicado originalmente na edição de Novembro/Dezembro da International Figure Skating magazine.



Título original: RISE OF THE JAPANESE POWERHOUSE
Escrito por Akiko Tamura
Traduzido por Jennifer Claro



Espero que vocês tenham gostado do texto!
Nós já fizemos um post semelhante aqui no blog falando sobre a nova geração de patinadores coreanos. Vale a pena dar uma olhada na nossa teoria :)

Até mais!

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