Finalmente estreamos as nossas páginas! Essa é uma ideia que já vem de muito tempo, mas finalmente colocamos em prática. Elas estão no lado superior direito da página inicial do blog, em um lugar de fácil visualização.
O Guia para assistir patinação no gelo junta informações essenciais para os fãs iniciantes do esporte ou mesmo quem deseja assistir apenas uma competição sem se sentir perdido com a pontuação e a dinâmica da patinação. Claro que é impossível descrever todos os detalhes, mas pelo menos dá para entender um pouco melhor o esporte.
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E então, faltou alguma informação sobre patinação?
A patinação artística no gelo tem um vocabulário todo próprio. Por isso resolvemos postar pequenos glossários com os diversos termos relacionados a esse esporte maravilhoso. Para começar, vamos postar uma lista com os nomes dos saltos. Vamos lá!
Axel: O primeiro a dar este salto foi Axel Paulsen. É um dos saltos mais difíceis na patinação. O patinador começa patinando para a frente utilizando a lâmina externa do patins. Em seguida ele salta e precisa executar pelo menos uma volta e meia.
Combinação de saltos: A combinação de saltos é realizada no
mesmo fio do pouso do primeiro salto. Sendo assim, quase sempre é
realizada com um toe loop ou um loop, pois esses são os saltos
realizados a partir do mesmo fio em que os patinadores pousam.
Flip: O flip é basicamente um Salchow com a ajuda do toe pick. Geralmente é executado de costas com o fio interno do pé esquerdo, com o apoio do toe pick do pé direito. O pouso é realizado no fio externo do pé direito.
Flutz: O termo flutz não é utilizado para designar nenhum salto que realmente
exista. Ele é um apelido usado para descrever um erro comum do salto
Lutz: o patinador acaba mudando de fio logo antes de saltar. Nesse caso,
a pessoa acaba sem querer executando um flip em vez de um Lutz. Essa é
uma falha muito comum, que costuma tirar alguns pontos dos patinadores.
Loop: O loop geralmente é realizado saltando de costas no fio externo
do patins direito e pousando no mesmo fio. O mesmo pode ser feito usando
o pé esquerdo. A origem é atribuída a Werner Rittberger, campeão
mundial de 1910 a 1912, embora alguns afirmem que já era utilizado desde
os anos 1890.
Lutz: O Lutz tem esse nome em homenagem ao patinador Alois Lutz, que executou o
salto em 1913. É considerado o segundo salto mais difícil, perdendo
para o Axel. O Lutz é geralmente executado de costas com o fio interno do pé
esquerdo, com o apoio do toe pick do pé direito. O pouso é realizado no fio externo do pé direito. Antes do salto, geralmente os patinadores fazem alguns crossovers de costas e depois passam um longo tempo deslizando de costas com o pé esquerdo.
Popping (a jump): É quando um patinador aborta um salto prematuramente enquanto está no ar, resultando em uma menor quantidade de rotações do que o desejado.
Pouso (landing position): É a posição de finalização dos saltos. Os patinadores devem pousar com apenas um dos pés.
Rippon: É quando o patinador executa um salto com as duas mãos acima da cabeça.
Salchow: O Salchow foi criado por Ulrich Salchow, em 1909. Ele geralmente é feito
a partir a partir do salto de costas na lâmina interna do patins
esquerdo, com pouso de costas na lâmina externa do patins direito.
Porém, é possível fazer o oposto, saltando com o pé direito e pousando
com o pé esquerdo. Há diferentes formas para preparação do salto,
envolvendo outros elementos, como os crossovers ou o Monhawk.
Salto assistido: Salto com não mais do que uma rotação realizado na categoria sincronizado. Nele um patinador ajuda o outro durante o salto.
Salto de dança: É um pequeno salto ou um tipo de movimento rotacional com não mais do que meia rotação no qual os dois pés saem do gelo.
Salto lado a lado: É um salto comum feito ao mesmo tempo pelos dois patinadores na categoria pares.
Salto lançado: É utilizado na competição de pares. Nele a mulher executa um salto comum com a ajuda do homem.
Sequência de saltos: As sequências são feitas em seguida ao primeiro salto, sem usar o mesmo fio.
Tano: É quando o patinador executa um salto com uma das mãos acima da cabeça. Essa manobra aumenta a dificuldade do salto.
Toe Loop: O toe loop é basicamente o loop feito com a ajuda do toe pick. O salto geralmente é feito patinando de costas com o fio externo do pé direito, usando o toe pick do pé esquerdo. O pouso é feito exatamente no mesmo fio (geralmente o fio externo do pé direito). O salto foi criado na década de 20, por Bruce Mapes. Algumas vezes é chamado apenas de toe. Geralmente, antes de fazer o salto, o patinador está patinando para frente no fio externo e faz um three turn para ficar de costas com o fio externo do pé direito.
Walley: O patinador começa patinando para trás. O salto é geralmente executado com o fio interno do pé direito usando uma mudança de fio como propulsão. Geralmente é de uma só rotação. Na pontuação é contado como elemento de transição, não como um salto.
Waltz: Geralmente é o primeiro salto com rotações que os patinadores aprendem. Ele é executado da mesma forma que o Axel, mas com apenas 1/2 rotação.
Tratamos de todos os saltos executados nas competições aqui, aqui, aqui e aqui. Para encerrar esse tema, preparei um resumo com alguns passos fáceis de serem seguidos para descobrir qual é o salto.
Este resumo está bem simplificado e não funciona em 100% das vezes. Por exemplo, nem sempre o patinador vai patinar por muito tempo antes de executar o Lutz. Mas acredito que funcione bem o suficiente para servir. O importante é ser simples e fácil de reconhecer.
Também coloquei uma lista em ordem decrescente da pontuação. Assim é possível saber por exemplo que alguém que falha em um Lutz perde mais pontos do que quem erra um Salchow. Já é alguma ajuda para entender porque tal patinador ganhou uma certa nota. Importante lembrar que essa lista leva em consideração saltos com mesmo número de rotações. Não quer dizer que um 2 Axel valha mais do que um 3 Lutz. Para comparação entre rotações diferentes, sugiro a lista simplificada abaixo com as notas base dos saltos que geralmente são apresentados nas categorias feminina e masculina:
Flip
Triplo) 5,3
Quad) 12,3
Lutz
Triplo) 6,0
Quad) 13,6
Salchow
Triplo) 4,4
Quad) 10,3
Loop
Triplo) 5,1
Quad) 12,0
Axel
Duplo) 3,3
Triplo) 8,5
Toe Loop
Triplo) 4,3
Quad) 10,3
Então, caso assistam alguma competição e queiram ficar por dentro dos saltos e do quanto valem, basta olhar a listinha e a imagem.
Hoje vamos ver o último salto dos executados nas principais competições. Já tratamos do Axel,Salchow, loop, Flip e Lutz. Agora, resta apenas o toe loop.
Toe loop
O toe loop é basicamente o loop feito com a ajuda do toe pick. O salto geralmente é feito patinando de costas com o fio externo do pé direito, usando o toe pick do pé esquerdo. O pouso é feito exatamente no mesmo fio (geralmente o fio externo do pé direito)
O salto foi criado na década de 20, por Bruce Mapes. Algumas vezes é chamado apenas de toe.
Geralmente, antes de fazer o salto, o patinador está patinando para frente no fio externo e faz um three turn para ficar de costas com o fio externo do pé direito.
O toe é referido nos protocolos de pontuação como T. O salto simples tem valor base de 0,4, o duplo valor 1,3, o triplo 4,3 e o quádruplo 10,3. Na competição feminina é realizado o triplo toe e na masculina há vários atletas que conseguem executar o quádruplo.
Segue um vídeo explicativo sobre o toe loop:
O toe loop e as combinações de saltos
A combinação de saltos se diferencia da sequência por ser realizada no mesmo fio do pouso do primeiro salto. Sendo assim, quase sempre é realizada com um toe loop ou um loop, pois esses são os saltos realizados a partir do mesmo fio em que os patinadores pousam. Já as sequências são feitas em seguida ao primeiro salto, sem usar o mesmo fio. Para saber mais sobre pontuação de combinações e sequências, sugiro este post aqui.
Atualmente há um limite de 3 combos (combinações ou sequências) por programa longo.
Diferenças entre o toe loop e outros saltos
O toe loop utiliza o toe pick, ao contrário dos edge jumps, que não usam essa assistência. Já em relação aos outros toe jumps, a diferença está no pé usado para saltar. Enquanto no toe loop o mesmo pé salta e pousa, no Lutz e o flip os pés são diferentes
Vídeo com todos os saltos
Para terminar a série sobre saltos, segue um vídeo mostrando todos os principais saltos em câmera lenda.
Hoje vamos começar a ver os saltos realizados com a ajuda do toe pick. A parte geral de saltos e o Axel foram tratados nesse post aqui, e os saltos feitos de costas e direto pela lâmina foram estudados aqui. Qualquer possível dúvida neste post pode já terá sido explicada nos outros textos.
Hoje vamos ver dois saltos: o Lutz e o flip.
Flip
A origem do flip é incerta. Por volta de 1913 era chamado de Mapes, em homenagem ao patinador Bruce Mapes, mas não se sabe ao certo se foi esse patinador o primeiro a executar o salto.
O flip é basicamente um Salchow com a ajuda do toe pick. Geralmente é executado de costas com o fio interno do pé esquerdo, com o apoio do toe pick do pé direito. O pouso é realizado no fio externo do pé direito.
A preparação é feita patinando para frente primeiro no fio externo do pé direito, depois com o fio externo do pé esquerdo e finalmente executando um 3 turn para se colocar na posição correta para saltar.
O flip simples tem uma pontuação básica de 0,5. O flip duplo vale 1,9, o triplo 5,3 e o quádrulo 12,3.
As mulheres geralmente executam o triplo flip nas competições mais importantes. Na competição masculina, tivemos o primeiro quádruplo flip considerado limpo pelos juízes em abril de 2016, por Shouma Uno, durante o Tem Challenge Cup.
Este é um video da patinadora Yuna Kim executando vários flips ao longo da temporada 2009-2010
Lutz
O Lutz tem esse nome em homenagem ao patinador Alois Lutz, que executou o salto em 1913. É considerado o segundo salto mais difícil, perdendo para o Axel.
Ao contrário do flip, o Lutz não tem nenhum equivalente sem uso do toe pick. O Lutz também é executado de costas com o fio interno do pé esquerdo, com o apoio do toe pick do pé direito. O pouso é realizado no fio externo do pé direito.
Antes do salto, geralmente os patinadores fazem alguns crossovers de costas e depois passam um longo tempo deslizando de costas com o pé esquerdo.
O Lutz simples tem uma pontuação básica de 0,6. O Lutz duplo vale 2,1, o triplo 6,0 e o quádrulo 13,6.
As mulheres geralmente executam o triplo Lutz. Alguns homens conseguem executar o quádruplo.
Segue um vídeo de Yuna Kim fazendo uma combinação de triplo Lutz com triplo toe. Prestem atenção ao Lutz, que é o primeiro salto da série
Flutz
O termo flutz não é utilizado para designar nenhum salto que realmente exista. Ele é um apelido usado para descrever um erro comum do salto Lutz: o patinador acaba mudando de fio logo antes de saltar. Nesse caso, a pessoa acaba sem querer executando um flip em vez de um Lutz. Essa é uma falha muito comum, que costuma tirar alguns pontos dos patinadores. Dependendo do caso, pode ser controversa e difícil de reconhecer, necessitando do auxílio de slow motion.
Um caso polêmico envolvendo flutz foi o programa longo feminino das Olimpíadas de Sochi, em 2014. Segundo alguns, a campeã Adelina Sotnikova teria sido beneficiada pelos juízes, que fizeram vista grossa para um flutz que teria sido cometido por ela durante o programa. Muita gente alega que Yuna Kim deveria ter sido campeã, já que seu programa foi mais limpo.
Segue um vídeo que mostra muito bem um flutz
Como diferenciar o flip e o Lutz?
Dá para notar que a diferenciação dos saltos é um pouco difícil. Talvez o detalhe mais fácil de perceber seja que no Lutz o patinador geralmente deslizam por uma longa distância com o pé esquerdo antes de saltar. O problema é que nem sempre isso acontece.
A diferença no fio do patins é o jeito mais seguro (embora difícil) de diferenciar. O Lutz é feito no fio externo e o flip no fio interno.
Segue um bom vídeo mostrando a diferença entre Lutz e flip.
Ficamos por aqui. Agora falta apenas um salto que é usado nas competições mais importantes.
Hoje vamos continuar falando sobre saltos. Nesse post falei sobre o Axel, além de explicar um pouco sobre alguns aspectos básicos para entender os saltos. A parte dos fios será importantíssima para entender este post. Então, caso não tenham visto, sugiro a visita.
Hoje vamos falar sobre o Loop e o Salchow, que tem como característica comum não usar o toe pick para ajudar a tomar impulso.
Salchow
O Salchow foi criado por Ulrich Salchow, em 1909. Ele geralmente é feito a partir a partir do salto de costas na lâmina interna do patins esquerdo, com pouso de costas na lâmina externa do patins direito. Porém, é possível fazer o oposto, saltando com o pé direito e pousando com o pé esquerdo. Há diferentes formas para preparação do salto, envolvendo outros elementos, como os crossovers ou o Monhawk.
O Salchow tem pontuação base 1,3 para o salto duplo, 4,4 para o triplo e 10,3 para o quádruplo. Geralmente na categoria feminina se executa o salto triplo, enquanto alguns atletas masculinos de ponta conseguem fazer o quádruplo. Miki Ando foi a única mulher a conseguir executar o quádruplo Salchow. Abaixo deixo um vídeo com várias tentativas de quádruplo da carreira dela:
Os pares executam o Salchow lançado, no qual a mulher é lançada no ar pelo parceiro em vez dos movimentos de entrada utilizados nos programas individuais. Um exemplo pode ser visto aqui:
No caso dos pares, o valor básico do elemento é 1,1 para simples, 2,5 para duplo, 4,5 para triplo e 8,0 para quádruplo.
Loop
O loop geralmente é realizado saltando de costas no fio externo do patins direito e pousando no mesmo fio. O mesmo pode ser feito usando o pé esquerdo. A origem é atribuída a Werner Rittberger, campeão mundial de 1910 a 1912, embora alguns afirmem que já era utilizado desde os anos 1890.
Como preparação, em geral os atletas executam um elemento chamado three-turns por três vezes, patinando de frente e utilizando o fio externo do pé esquerdo.
O valor básico do loop individual é 0,5 para o simples, 1,8 para o duplo, 5,1 para o triplo e 12,00 para o quádruplo.
No vídeo abaixo temos um quádruplo loop:
Os pares fazem o loop lançado, com os seguintes valores básicos: 1,4 para simples, 2,8 para duplo, 5,0 para triplo e 8,5 para quádruplo.
Há alguns homens que fazem o quádruplo loop. Alguns pares fazem o quádruplo loop lançado. Mas até hoje, nenhuma mulher conseguiu completar o quádruplo. As atletas fazem o triplo.
Como reconhecer os saltos
É possível diferenciar esses saltos de todos os outros realizados de costas por não usarem o toe pick (a ranhura que tem na parte de frente da lâmina do patins) como apoio. Para ver mais sobre patins de patinação artística, sugiro ver este post aqui. É possível ver perfeitamente bem no vídeo abaixo como se realiza o salto toe loop, que usa o toe pick:
Percebam que nem o Salchow e nem o loop utilizam o toe pick para lançar o corpo, e sim o movimento do corpo.
Mas e como reconhecer entre os dois saltos?
A grande dica está em observar o momento do salto. O Salchow é realizado a partir do fio interno de um pé e pousa com o outro. Já o loop é realizado todo com um pé, tanto o salto quanto o pouso. . Ou seja, se saltar com um pé e pousar com o outro, é Salchow. Se saltar e pousar com o mesmo pé, é loop. Há também a diferença dos fios, um pouco mais difícil de observar. O Salchow é feito a partir do fio interno e o loop com o fio externo. Com um pouco mais de prática e com uma boa ajuda de slow motion, dá para observar esta diferença.
Por enquanto é só. Mais tarde veremos outros saltos.
Talvez uma das maiores frustrações de quem começa a acompanhar a patinação seja ficar boiando completamente com os nomes de saltos e outros movimentos. Quem já teve a experiência de assistir um campeonato narrado deve entender do que eu estou falando. As TVs simplesmente não tem tempo para explicar exatamente o que são todos os movimentos, então a impressão que dá é que acaba tudo virando uma sopa de letrinhas.
Apesar disso, não é muito difícil reconhecer os principais movimentos. Basta um pouco de experiência para começar a reconhecer cada elemento. Já saber quantas voltas alguém dá no ar ou se tocou o chão na posição correta é tarefa bem mais complicada. Muitas vezes é necessário o uso de replay em câmera lenta para se ter certeza desses detalhes. Esse é um recurso utilizado também pelos juízes das competições na hora de decidir as notas.
Para começar, vamos uma rápida explicação sobre fios, seguida do salto mais fácil de reconhecer: o Axel.
Fios do patins
Quando falamos de saltos e outros movimentos, é muito importante saber um pouco de como se patina no gelo. Para nos movimentarmos nessa superfície, cortamos o gelo com a lâmina, mantendo os pés em diferentes ângulos, conforme a imagem a seguir:
Na patinação artística, todas essas posições são usadas para criar força a partir do movimento e do trabalho muscular e com isso realizar determinados elementos. No caso dos saltos, há uma série de movimentos a serem feitos antes de sair do chão para garantir que o patinador tenha a impulsão necessária para conseguir dar voltas no ar e descer na posição certa. É pura física. Observem no vídeo abaixo como o patinador faz uma série de movimentos antes de saltar.
O importante disso tudo é saber que há diferentes posições da lâmina em relação ao solo e dependendo disso teremos diferentes saltos e movimentos.
Em inglês, muitas vezes a indicação dos fios vem com as seguintes siglas:
Fio externo do pé direito para frente - RFO (right forward outside edge)
Fio externo do pé direito para trás - RBO (right backward outside edge)
Fio externo do pé esquerdo para frente - LFO (left forward outside edge)
Fio externo do pé esquerdo para trás - LBO (left backward outside edge)
Fio interno do pé direito para frente - RFI (right forward inside edge)
Fio interno do pé direito para trás - RBI (right backward inside edge)
Fio interno do pé esquerdo para frente - LFI (left forward inside edge)
Fio interno do pé esquerdo para trás - LBI (left backward inside edge)
Axel
O nome é uma homenagem ao patinador Axel Paulsen, que foi o primeiro a executar o salto, em 1882. É o que se chama de "edge jump", que significa que o salto se dá com apenas um pé tocando o gelo, usando o movimento do corpo para decolar. Desde então, é muito utilizado em apresentações, sendo elemento obrigatório para várias competições.
De início, o patinador patina para frente, utilizando o fio externo do pé esquerdo. Então, joga o pé livre e o braço para a frente, criando a força para subir. No ar deve dar no mínimo uma volta e meia, pousando de costas no fio externo do lado direito. Para ser bem sucedido, deve dar no mínimo uma volta e meia. Caso dê somente meia volta, não é mais considerado o Axel, mas o Waltz, um outro salto, conforme mostrado abaixo.
Para quem quer saber de mais informações técnicas sobre o Axel, sugiro os vídeos abaixo:
A pontuação básica do Axel nas competições depende de quantas voltas o patinador faz no ar antes de tocar o chão. Os valores estão na tabela abaixo:
Axel Simples 1.1
Duplo Axel 3.3
Triplo Axel 8.5
Quádruplo Axel 12.0
Nas competições femininas mais importantes, geralmente as atletas executam o duplo Axel. Até hoje, apenas 6 conseguiram executar o triplo Axel em competições internacionais. Competindo atualmente, temos Mao Asada e Elizaveta Tuktamysheva.
Já os homens tem uma facilidade maior para executar o salto, por causa da maior força muscular. É padrão a execução do triplo Axel em competições internacionais. ao contrário de outros saltos, até hoje ninguém conseguiu fazer o quádruplo Axel, por causa da necessidade de dar meia volta a mais do que os saltos nos quais o patinador fica de costas.
E por que é tão fácil reconhecer? Porque quase sempre é o único salto feito de frente. Não é necessário saber nada de posição dos fios ou ter o olho treinado para detalhes. Se alguém pula de frente numa competição profissional, é certeza que está tentando fazer um Axel.
Por fim, deixo alguns vídeos de atletas fazendo o salto.
Alguns triplo Axels do Yuzuru Hanyu
Triplo Axel da Mao Asada
Triplo Axel da Elizaveta Tuktamysheva
Tentativa de quádruplo Axel
Até semana que vem!
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Nas competições de patinação, os atletas se apresentam duas vezes, geralmente em dias seguidos. É o que se chamamos de programa curto e programa longo.
Mas como isso começou?
Antigamente, os patinadores das categorias individuais precisavam fazer as figuras compulsórias (compulsory figures) e o programa longo (free skating). O primeiro consistia em figuras desenhadas no gelo com um dos pés. A figura clássica é um 8. Já o programa longo era parecido com o que vemos hoje em dia nas competições. Era a oportunidade do patinador apresentar os movimentos que dominava melhor, daí o nome em inglês.
O programa curto (short program) surgiu primeiro na competição de pares, que apenas tinham o programa longo. Desde o início, era um programa livre realizado em menos tempo.
As figuras compulsórias deram o nome em inglês do esporte (Figure Skating), mas foi eliminado em 1990. Por que? Vejam por si mesmos como era "emocionante" uma competição olímpica:
Para ocupar o lugar das compulsory figures, o programa curto foi adotado nas competições individuais. Atualmente, é de no máximo 2:50 minutos para todas as categorias e deve apresentar os seguintes elementos:
Masculino:
-Duplo ou triplo axel
-Salto triplo ou quádruplo precedido de passos de conexão
-Combinação de saltos consistindo de um salto duplo + triplo, dois triplos ou quádruplo + duplo ou triplo
-Um flying spin
-Um camel spin ou sit spin com uma mudança de pé
-Uma combinação de giros com uma mudança de pé (spin combination)
-Uma sequência de passos (step sequence)
Feminino:
-Duplo ou triplo axel
-Salto triplo ou quádruplo precedido de passos de conexão
-Combinação de saltos consistindo de um salto duplo + triplo, dois triplos ou quádruplo + duplo ou triplo
-Um flying spin
-Um layback spin
-Uma combinação de giros com uma mudança de pé (spin combination)
-Uma sequência de passos (step sequence)
Uma sequencia espiral, que pode ser usada como uma transição.
Pares:
-Um llift de determinado padrão que muda de ano em ano
- Um duplo ou triplo twist lift
-Um duplo ou triplo salto lançado
-Um salto solo duplo ou triplo
-Uma espiral da morte de um padrão que muda de ano em ano
-Uma espiral ou sequência de passos, que muda de ano em ano
-Uma combinação de giros que muda de ano em ano
O programa longo varia conforme a categoria. Nos pares e no masculino o tempo é 4:30, enquanto no feminino e na dança é de 4:00.
Antigamente, os atletas podiam tentar o que quisessem, o que acabava fazendo com que eles simplesmente repetissem seus melhores saltos, para ganhar mais pontos. Por causa disso foi criada a "regra Zayak", que limitou o número de saltos. No sistema de pontuação atual, isso significa que qualquer salto triplo ou quádruplo que já foi usado duas vezes, mesmo em uma combinação de saltos, não recebe pontuação alguma quando executado. Também se permite apenas 7 saltos ou combinações de saltos para mulheres e 8 para homens.
Para completar, a contagem de pontos atual faz com que o programa curto seja responsável por mais ou menos um terço da nota final do atleta. É por isso que é relativamente comum que um atleta acabe indo mal no programa curto e depois consiga se recuperar, ganhando várias posições.