Olá, tudo bem?
Hoje vamos falar da dupla de dança canadense Tessa Virtue e Scott Moir, bi-campeões olímpicos na categoria dança no gelo.
| Fonte |
Tessa nasceu na cidade de London, no Canadá, em 1989. Scott nasceu na mesma cidade, dois anos antes. Eles se conhecem desde crianças. Ambos patinavam e o tio de Scott era treinador de Tessa.
Aos 9 anos, Tessa teve que tomar uma importante decisão. Ela foi chamada para integrar a prestigiada Escola Nacional de Balé e recusou para dar seguimento à sua carreira como patinadora.
A carreira deles como patinadores começou a ganhar destaque na temporada 2003-2004, com a primeira participação no Grand Prix Júnior, tendo como resultados um 4º e um 6º lugares. Na mesma temporada, eles venceram o campeonato júnior canadense e ficaram em 11º lugar no Mundial Júnior. Em 2004-2005, a dupla melhorou o resultado. Chegaram à final do Grand Prix Júnior, na qual ficaram com a medalha de prata, conquista repetida também no Mundial Júnior. Um quarto lugar no campeonato canadense sênior completa lista de conquistas.
Em 2005-2006, Tessa e Scott fizeram a transição para o sênior. Começaram ganhando o Grand Prix Júnior. Daí passaram para um 3º lugar no campeonato canadense e a classificação para o Campeonato dos Quatro Continentes, no qual conquistaram a medalha de bronze. Para terminar, a dupla venceu o Mundial Júnior. Os dois também chegaram a ser escolhidos como reservas para as Olimpíadas, mas não participaram do evento.
A temporada de 2006-2007 foi totalmente dedicada ao sênior. Nos eventos do Grand Prix, ficaram na 4º e na 2º posição. Ganharam a medalha de prata no canadense e o bronze no Quatro Continentes. Um sexto lugar no Mundial fechou a temporada.
Em 2007-2008, a dupla finalmente venceu um evento internacional sênior: o Quatro Continentes. Um segundo lugar no Mundial e na final do Grand Prix também foram feitos dignos de nota. Para completar, Tessa e Scott venceram o primeiro campeonato canadense.
O primeiro grande revés da dupla aconteceu na temporada 2008-2009. Tessa foi diagnosticada com síndrome compartimental crônica e teve que passar por uma cirurgia. Além do problema físico, os patinadores já disseram em entrevista que esse problema acabou por levar a um afastamento dos dois fora do gelo, já que passaram muito tempo sem conviver adequadamente. Em uma categoria em que a química entre os patinadores é fundamental, essa negligência foi outro problema com que a dupla teve que lidar, além da recuperação física de Tessa. Apesar disso, terminaram a temporada com uma prata no Campeonato dos Quatro Continentes e um bronze no Mundial.
2009-2010 marcou a estreia da dupla nos Jogos Olímpicos. Antes, obtiveram a medalha de prata na final do Grand Prix, perdendo para a dupla Meryl Davis/Charlie White, dos EUA. Já nos Jogos de Vancouver, a dupla terminou o programa curto 1,02 pontos atrás dos americanos, mas se recuperaram no longo e conquistaram a medalha de ouro sob os olhos do público canadense. Eles foram os primeiros campeões da categoria dança a vencerem logo em sua primeira participação em Olimpíadas. Como complemento para a temporada, eles venceram também o Mundial, batendo novamente Davis/White.
A síndrome compartimental crônica voltou a atacar Tessa em 2010, levando a uma nova cirurgia. Eles tentaram voltar no Quatro Continentes, mas acabaram abandonando a dança longa, pois ela sentiu uma lesão. No Mundial, a dupla ficou em segundo lugar, superados por Davis/White.
Em 2011-2012, a dupla voltou à boa forma. Ficaram em 2º lugar na final do Grand Prix e venceram o Quatro Continentes e o Mundial. Na temporada seguinte, algumas lesões atrapalharam a dupla: um problema no pescoço de Scott os tirou de uma etapa do Grand Prix e cãibras na perna de Tessa pausaram a apresentação durante o Quatro Continentes. Apesar disso, eles terminaram na 2ª posição, mesmo lugar conquistado no Mundial daquele mesmo ano.
A temporada 2013-2014 marcou a segunda participação da dupla em Olimpíadas. Antes, Tessa/Scott ficaram em segundo lugar na final do Grand Prix, sendo superados novamente por Davis/White. Nos Jogos de Sochi, essa grande rivalidade ganhou mais um capítulo. Após o programa curto, Tessa/Scott ficaram atrás dos americanos, em uma disputa que gerou polêmica. O antigo patinador de dança Petri Kokko chegou a fazer um tweet afirmando que a dupla canadense deveria estar liderando. No programa longo, Tessa/Scott quebraram o recorde mundial, mas logo depois foram superados novamente por Davis/White. O jornal l´Équipe chegou a alegar que houve uma conspiração entre os juízes americanos e russos para beneficiar Davis/White e Adelina Sotnikova. No evento de times, Tessa/Scott participaram tanto do programa curto quanto do longo e terminaram na segunda colocação em ambos, também perdendo para Davis/White. O saldo daquelas Olimpíadas foi de duas pratas para a dupla canadense.
Após Sochi, Tessa e Scott pararam de competir por duas temporadas, pensando se retornariam ou não. Em 2016, eles voltaram à ativa, com novos treinadores (Marie-France Dubreuil e Patrice Lauzon). O resultado foi a conquista da final do Grand Prix, do Quatro Continentes e do Mundial na mesma temporada.
Em uma nova temporada olímpica, as coisas começaram a não ficar tão fáceis para a dupla canadense. A final do Grand Prix acabou sendo vencida pela dupla francesa Gabriella Papadakis e Guillaume Cizeron. Sinal de que o reinado estava ameaçado, bem no momento em que os jogos olímpicos se aproximavam.
Nas Olimpíadas de PyeongChang, Tessa e Scott participaram novamente do evento de times no curto e no longo, vencendo com facilidade em ambas as ocasiões. Ao contrário de Sochi, aqui Tessa e Scott não tiveram que enfrentar seus maiores rivais, já que a França não enviou Gabriella e Guillaume para o evento de times. No geral, o Canadá ganhou com facilidade, trazendo mais uma medalha de ouro para a dupla.
Na competição individual, Tessa e Scott bateram seu recorde pessoal no curto e viram seus adversários principais terem problemas por causa do traje de Gabriella. No longo, os franceses se recuperaram e fizeram um dos melhores programas da carreira. Mas Tessa e Scott entraram depois e quebraram o recorde pessoal do longo, conquistando a medalha de ouro - a segunda individual e a terceira contando com o evento de times. Somando as duas outras medalhas de prata, os canadenses se tornaram os patinadores mais premiados em Olimpíadas.
Nas Olimpíadas, a dupla experimentou outro momento especial: foram escolhidos como porta-bandeiras da delegação olímpica canadense na cerimônia.
Após os Jogos, o futuro da dupla ainda é incerto. É provável que se aposentem. Em compensação, fica claro o quanto eles se divertem no gelo e isso pode fazer com que queiram patinar um pouco mais.
Como é o caso de muitas duplas, muitos especulam sobre envolvimento amoroso entre ambos. Segundo uma entrevista deles, a relação deles não tem espaço para isso. Curiosamente, eles já "namoraram" quando eram crianças por 8 meses, mas tudo terminou quando os colegas de Scott zombaram dele por causa disso.
Tessa e Scott já lançaram um livro, chamado "Tessa and Scott: Our Journey from Childhood Dream to Gold", no qual contam sobre a carreira e a vida pessoal. Vale lembrar que ele foi publicado em 2011, então nada do que veio depois está lá. O livro pode ser comprado pela Amazon e tem estoque aqui no Brasil no momento.
Após as Olimpíadas, Tessa e Scott foram ao famoso programa da Ellen Degeneres Show e chegaram inclusive a fazer um teste de conhecimento para casais. O vídeo em inglês está no YouTube.
Há um blog interessante em inglês dedicado à dupla canadense, reunindo vídeos, entrevistas, fotos, etc... O link está aqui.
Tessa e Scott também possuem um blog próprio, que pode ser visto aqui.
Para comprar o livro deles pela Amazon clique aqui.
O que vocês acharam de mais interessante sobre eles?
Até mais!
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A carreira deles como patinadores começou a ganhar destaque na temporada 2003-2004, com a primeira participação no Grand Prix Júnior, tendo como resultados um 4º e um 6º lugares. Na mesma temporada, eles venceram o campeonato júnior canadense e ficaram em 11º lugar no Mundial Júnior. Em 2004-2005, a dupla melhorou o resultado. Chegaram à final do Grand Prix Júnior, na qual ficaram com a medalha de prata, conquista repetida também no Mundial Júnior. Um quarto lugar no campeonato canadense sênior completa lista de conquistas.
Em 2005-2006, Tessa e Scott fizeram a transição para o sênior. Começaram ganhando o Grand Prix Júnior. Daí passaram para um 3º lugar no campeonato canadense e a classificação para o Campeonato dos Quatro Continentes, no qual conquistaram a medalha de bronze. Para terminar, a dupla venceu o Mundial Júnior. Os dois também chegaram a ser escolhidos como reservas para as Olimpíadas, mas não participaram do evento.
A temporada de 2006-2007 foi totalmente dedicada ao sênior. Nos eventos do Grand Prix, ficaram na 4º e na 2º posição. Ganharam a medalha de prata no canadense e o bronze no Quatro Continentes. Um sexto lugar no Mundial fechou a temporada.
Em 2007-2008, a dupla finalmente venceu um evento internacional sênior: o Quatro Continentes. Um segundo lugar no Mundial e na final do Grand Prix também foram feitos dignos de nota. Para completar, Tessa e Scott venceram o primeiro campeonato canadense.
O primeiro grande revés da dupla aconteceu na temporada 2008-2009. Tessa foi diagnosticada com síndrome compartimental crônica e teve que passar por uma cirurgia. Além do problema físico, os patinadores já disseram em entrevista que esse problema acabou por levar a um afastamento dos dois fora do gelo, já que passaram muito tempo sem conviver adequadamente. Em uma categoria em que a química entre os patinadores é fundamental, essa negligência foi outro problema com que a dupla teve que lidar, além da recuperação física de Tessa. Apesar disso, terminaram a temporada com uma prata no Campeonato dos Quatro Continentes e um bronze no Mundial.
2009-2010 marcou a estreia da dupla nos Jogos Olímpicos. Antes, obtiveram a medalha de prata na final do Grand Prix, perdendo para a dupla Meryl Davis/Charlie White, dos EUA. Já nos Jogos de Vancouver, a dupla terminou o programa curto 1,02 pontos atrás dos americanos, mas se recuperaram no longo e conquistaram a medalha de ouro sob os olhos do público canadense. Eles foram os primeiros campeões da categoria dança a vencerem logo em sua primeira participação em Olimpíadas. Como complemento para a temporada, eles venceram também o Mundial, batendo novamente Davis/White.
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A síndrome compartimental crônica voltou a atacar Tessa em 2010, levando a uma nova cirurgia. Eles tentaram voltar no Quatro Continentes, mas acabaram abandonando a dança longa, pois ela sentiu uma lesão. No Mundial, a dupla ficou em segundo lugar, superados por Davis/White.
Em 2011-2012, a dupla voltou à boa forma. Ficaram em 2º lugar na final do Grand Prix e venceram o Quatro Continentes e o Mundial. Na temporada seguinte, algumas lesões atrapalharam a dupla: um problema no pescoço de Scott os tirou de uma etapa do Grand Prix e cãibras na perna de Tessa pausaram a apresentação durante o Quatro Continentes. Apesar disso, eles terminaram na 2ª posição, mesmo lugar conquistado no Mundial daquele mesmo ano.
A temporada 2013-2014 marcou a segunda participação da dupla em Olimpíadas. Antes, Tessa/Scott ficaram em segundo lugar na final do Grand Prix, sendo superados novamente por Davis/White. Nos Jogos de Sochi, essa grande rivalidade ganhou mais um capítulo. Após o programa curto, Tessa/Scott ficaram atrás dos americanos, em uma disputa que gerou polêmica. O antigo patinador de dança Petri Kokko chegou a fazer um tweet afirmando que a dupla canadense deveria estar liderando. No programa longo, Tessa/Scott quebraram o recorde mundial, mas logo depois foram superados novamente por Davis/White. O jornal l´Équipe chegou a alegar que houve uma conspiração entre os juízes americanos e russos para beneficiar Davis/White e Adelina Sotnikova. No evento de times, Tessa/Scott participaram tanto do programa curto quanto do longo e terminaram na segunda colocação em ambos, também perdendo para Davis/White. O saldo daquelas Olimpíadas foi de duas pratas para a dupla canadense.
Após Sochi, Tessa e Scott pararam de competir por duas temporadas, pensando se retornariam ou não. Em 2016, eles voltaram à ativa, com novos treinadores (Marie-France Dubreuil e Patrice Lauzon). O resultado foi a conquista da final do Grand Prix, do Quatro Continentes e do Mundial na mesma temporada.
Em uma nova temporada olímpica, as coisas começaram a não ficar tão fáceis para a dupla canadense. A final do Grand Prix acabou sendo vencida pela dupla francesa Gabriella Papadakis e Guillaume Cizeron. Sinal de que o reinado estava ameaçado, bem no momento em que os jogos olímpicos se aproximavam.
Nas Olimpíadas de PyeongChang, Tessa e Scott participaram novamente do evento de times no curto e no longo, vencendo com facilidade em ambas as ocasiões. Ao contrário de Sochi, aqui Tessa e Scott não tiveram que enfrentar seus maiores rivais, já que a França não enviou Gabriella e Guillaume para o evento de times. No geral, o Canadá ganhou com facilidade, trazendo mais uma medalha de ouro para a dupla.
Na competição individual, Tessa e Scott bateram seu recorde pessoal no curto e viram seus adversários principais terem problemas por causa do traje de Gabriella. No longo, os franceses se recuperaram e fizeram um dos melhores programas da carreira. Mas Tessa e Scott entraram depois e quebraram o recorde pessoal do longo, conquistando a medalha de ouro - a segunda individual e a terceira contando com o evento de times. Somando as duas outras medalhas de prata, os canadenses se tornaram os patinadores mais premiados em Olimpíadas.
Nas Olimpíadas, a dupla experimentou outro momento especial: foram escolhidos como porta-bandeiras da delegação olímpica canadense na cerimônia.
Após os Jogos, o futuro da dupla ainda é incerto. É provável que se aposentem. Em compensação, fica claro o quanto eles se divertem no gelo e isso pode fazer com que queiram patinar um pouco mais.
Como é o caso de muitas duplas, muitos especulam sobre envolvimento amoroso entre ambos. Segundo uma entrevista deles, a relação deles não tem espaço para isso. Curiosamente, eles já "namoraram" quando eram crianças por 8 meses, mas tudo terminou quando os colegas de Scott zombaram dele por causa disso.
Tessa e Scott já lançaram um livro, chamado "Tessa and Scott: Our Journey from Childhood Dream to Gold", no qual contam sobre a carreira e a vida pessoal. Vale lembrar que ele foi publicado em 2011, então nada do que veio depois está lá. O livro pode ser comprado pela Amazon e tem estoque aqui no Brasil no momento.
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Há um blog interessante em inglês dedicado à dupla canadense, reunindo vídeos, entrevistas, fotos, etc... O link está aqui.
Tessa e Scott também possuem um blog próprio, que pode ser visto aqui.
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