Review - pista de patinação do Taguatinga Shopping

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Estou inaugurando uma nova seção aqui. Para quem gosta de acompanhar competições de patinação, nada melhor do que aproveitar as horas de lazer... patinando! É um hábito mais comum em outros países, que contam com pistas fixas e aulas de patinação. Infelizmente, aqui no Brasil as pistas são vistas apenas como uma atração de shopping para atrair as pessoas ao estabelecimento, principalmente as crianças. É mais como uma experiência , não como um esporte ou um hobby. Com raras exceções, o que se espera é que somente frequentem o local clientes que vão lá ter uma experiência, mas que dificilmente irão voltar mais do que uma ou duas vezes. Uma pena.

Por causa disso, temos que aproveitar quando tem alguma pista por perto. Para quem mora no Distrito Federal, há uma pista no Taguatinga Shopping que ficará aberta até depois do Carnaval. Algumas informações sobre a pista:


Preços

Segunda a quinta

30 minutos - R$ 30,00
1 hora - R$ 50,00

Sexta, sábado e domingo

30 minutos - R$ 35,00
1 hora - R$ 60,00


Endereço

Taguatinga Shopping – 1º piso (Av. Arniqueira Qs 01 Rua 210, lote 40 – Taguatinga, Brasília – DF)


Período

De 08 de dezembro de 2015 a 14 de fevereiro de 2016.


Horário de funcionamento

De segunda a sexta, das 12h às 22h. Sábado, das 10h às 22h. Domingo e feriados, das 12h às 20h.


Tamanho da pista

 380 m²



Agora, vamos ao que interessa. Das vezes que fui lá, não tive problemas com lotação, e olha que fui no fim de semana. Em alguns momentos, estava um pouco cheio, mas nada demais.




O gelo em geral estava razoável. Nas primeiras vezes que eu fui, parece que eles faziam manutenção mais vezes do que nas últimas, mas comparado com outras pistas que vemos no Brasil, não estava dos piores.

Mas aí é que começam os problemas. Havia só um equipamento manual de limpar o gelo, o que significa que eles demoram muito tempo para arrumar. Leva mais de 20 minutos, sendo otimista. Não chego nem a querer que eles tenham um carrinho de gelo, mas custava alguma coisa pelo menos ter outro equipamento mais eficiente para fazer o serviço no dobro da velocidade?

Um problema maior do que esse foi o patins. Da primeira vez que eu fui, peguei um completamente sem fio. No início estava até parecendo que eu nunca tinha patinado antes, porque estava difícil ficar de pé nele. Ao deslizar com o pé direito em vez de cortar o gelo para frente, o patins continuava indo para a direita como se estivesse com um protetor nas lâminas. Com o tempo eu me acostumei e deu para andar razoavelmente, mas  continuou incomodando um pouco. Para não ser muito ranzinza, nas outras vezes que fui lá o patins parecia um pouco melhor, embora ainda escorregasse um pouco.

Mas certamente a pior parte é o malfadado "equipamento de segurança obrigatório", que consiste em cotoveleiras, joelheiras e capacete. Esse equipamento é tão importante, mas tão importante, que os monitores da empresa não usam. Mas você, caro cliente da pista, não passa de um idiota que é incapaz de decidir se você precisa ou não usar aquela tralha. Mesmo que você já tenha experiência patinando. Mesmo assinando um termo de compromisso que teoricamente te faz assumir os riscos decorrentes da atividade (teoricamente, já que obrigar alguém a usar um equipamento que não é essencial para a segurança poderia ser interpretado como uma responsabilização pela sua integridade). 

Infelizmente, essa obrigatoriedade parece ser uma praga que vem se alastrando no Brasil nos últimos tempos. E o pior é que uma invenção tipicamente tupiniquim, já que no exterior ninguém te obriga a fazer nada disso. Desconfio que se soubessem disso começariam a rir, já que salvo em casos específicos, não faz mesmo nenhum sentido usar esse tipo de equipamento. Se querem fazer algo pela segurança dos clientes, seria muito melhor dar uma rápida explicação sobre como cair. Afinal, é bem mais provável alguém em velocidade baixa cair no chão apoiando as mãos abertas, bem na posição para alguém patinar sobre os dedos dela, do que cair de cabeça. Saudades da pista de São Lourenço (MG), que embora modesta, não tinha nenhuma dessas frescuras.

E o que pode ser pior do que os responsáveis pela pista te tratarem como um bebê que é incapaz de saber se deve ou não usar um capacete inútil que foi feito para ciclistas? Claro, te dar um capacete fedido. Sim, os equipamentos de proteção não são devidamente higienizados. Na última vez, minha esposa pegou um capacete que fedia tanto que era impossível usar. Ela pediu para trocar e o outro também estava deplorável. A funcionária disse que nem adiantava trocar, pois todos estavam na mesma situação. Eles dão toucas descartáveis, mas elas não impedem que boa parte dele encoste em você, principalmente a parte que você prende no pescoço, que é a mais nojenta. As cotoveleiras e joelheiras estão tão detonadas que soltam sozinha.

A conclusão é que infelizmente falta respeito aos usuários. Uma pena que muita gente nem ligue para isso, já que as pessoas acabam aceitando qualquer coisa. Também não ajuda o fato de não ter concorrência. Como disse antes, no Brasil pouca gente realmente dá alguma importância para a patinação. Por tudo isso, a nota da pista é 4/10. Só não ganha nota pior porque já vi muito absurdo por aí...

Até mais!


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