Javier Fernandez

sábado, 18 de março de 2017
Olá, tudo bem?


Hoje teremos mais uma postagem sobre a vida de um patinador. Dessa vez, o escolhido é o espanhol Javier Fernandez.

Fonte

Javier nasceu em 15 de abril de 1991, na cidade de Madri. Sua mãe, Enriqueta López, era carteira e seu pai um mecânico do exército. Javier começou a patinar com 6 anos, seguindo os passos de sua irmã, Laura. Sua família teve muitas dificuldades financeiras para sustentar a carreira de ambos os filhos. Javi era considerado indisciplinado nos treinos, preferindo algumas vezes brincar do que seguir as ordens dos técnicos, mas era muito talentoso. 

Por conta de todas as dificuldades na Espanha, que não é um grande centro de patinação, ele acabou desanimando e mudando para o hockey. Mas tudo mudou quando tinha 17 anos e foi a um acampamento de verão em Andorra. Lá foi descoberto por Nikolai Morozov, que se ofereceu para ser seu técnico sem cobrar nada, desde que ele se mudasse para os Estados Unidos, para ter as aulas.

Apesar de ter um técnico de graça, não foi nada fácil para a família dele ter que sustentar sua ida para outro país. Em um intervalo de dois anos, Javi se mudou para a Rússia e para a Lituânia, seguindo o grupo de patinadores de Morozov. Mas os esforços compensaram: ele se tornou o primeiro patinador da Espanha desde 1956 a se classificar para uma Olimpíada. Em 2010, ficou na décima quarta posição.

Em 2011,  Javier deixou Morozov para treinar com Brian Orser no Canadá. Na temporada seguinte (11-12), seus resultados melhoraram sensivelmente. Chegou a final do Grand Prix pela primeira vez (ficou em 3º) e conseguiu ficar entre os 10 primeiros no campeonato mundial (9º lugar).

Na temporada 12-13, Javier conseguiu alguns feitos importantes: venceu o campeonato europeu e ficou em terceiro no campeonato mundial. Curiosamente, ele repetiu essas mesmas posições nos mesmos campeonatos na temporada 13-14.

Nas Olimpíadas de 2014, Javier conseguiu ficar em terceiro lugar no programa curto, atrás de Yuzuru Hanyu e Patrick Chan. Mas no programa longo, Javi acabou não conseguindo realizar um quádruplo loop, fazendo apenas três voltas. Como ele tinha outro triplo loop no programa, isso fez com que o segundo salto não fosse contado por causa da regra Zayak, que impede a repetição de saltos. No final, ele ficou em quinto lugar no programa longo, caindo para quarto lugar no total.

Na temporada 14-15, Javier venceu seu primeiro campeonato mundial, além de conquistar outro campeonato europeu e ficar em segundo lugar na final do Grand Prix. Em 15-16, ele manteve as mesmas posições em todos esses campeonatos, se tornando bicampeão mundial em grande estilo, após bater as marcas de 200 pontos no programa longo e 300 no total. Antes dele, apenas Yuzuru Hanyu tinha conseguido realizar esse feito.

Até agora, a temporada 16-17 não tem sido  tão boa para ele. Na final do Grand Prix, Javier teve uma atuação abaixo do esperado e ficou fora do pódio. No Campeonato Europeu, ele obteve nova vitória, mas suas apresentações não foram consistentes. Caso estivesse competindo no Campeonato dos 4 Continentes em vez do Europeu, é provável que não conseguisse uma posição muito boa, já que há poucos patinadores masculinos europeus de elite no momento atual.


Técnica

Javier é um patinador completo. Suas apresentações são bem características e ele consegue se conectar muito bem com o público. O resultado disso são notas altas nos componentes do programa. Já em relação aos elementos, Javi conta com 3 quádruplos em seu programa longo.


Vida pessoal

Javier ganhou a Ordem Real do Mérito Esportivo do governo espanhol em 2016. Sua fama em seu país de origem é muito grande, já que é o primeiro patinador de alto nível em muito tempo.

Javier namora com a ex-patinadora japonesa Miki Ando, famosa por ser a primeira patinadora feminina a conseguir realizar um quádruplo.

Além da patinação, Javier gosta de outros esportes. Ele é um grande fã do time de futebol do Real Madrid e inclusive já foi chamado para dar o pontapé inicial de uma partida.

Fonte

Além das informações dadas aqui, acho bem interessante este artigo do El País (em inglês).


Já escrevemos sobre o Yuzu, a Evgenia e Mao
Quais patinadores vocês gostariam de ver neste tipo de post?

Até mais!

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